Blogie - Cinema na VIP

Uma espiada no mundo feminino: "Julie & Julia"

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 - 7 Comentários

Meryll  Streep ganhou mais um Globo de Ouro por sua participação em Julie & Julia. Isso me motivou a dar uma checada no filme, que já entrou e saiu do cinema. Eu vinha evitando a empreitada, com medo do que encontraria - a diretora, Nora Ephron, vem descendo a ladeira na carreira... vejamos: ela escreveu Harry & Sally, a melhor comédia romântica desde o surgimento do Woody Allen; depois dirigiu o ótimo Sintonia de Amor; daí veio o mediano Mensagem Para Você; e chegamos a esta década, com o tenebroso A Feiticeira.

Julie & Julia, no entanto, foi bem recebido. Com Meryl Streep à frente do elenco, como Julia Child, uma grande estrela da culinária na TV, não dava mesmo pra passar despercebido. As críticas foram unânimes, dizendo que o filme é bom, dá vontade de comer, Meryll é o máximo, etc, etc etc - aquela história toda. Ressaltaram que o problema do filme é que a metade da Julia - com Meryll - é muito mais interessante do que a metade da Julie - a moça que, já nesta década, mantém um blog onde relata suas experiências pilotando o fogão sob as ordens das receitas de Julia Child. Aí é que eu entro na conversa.

Eu achei a personagem Julie, contemporânea, com algum talento, inquieta, atormentada pelo medo de ser um fracasso, muito mais interessante do que a Julia de Meryll Streep (que é uma caricatura da original; uma caricatura muito bem feita, mas uma caricatura). Julie é interpretada por Amy Adams, uma das preferências declaradas de BLOGIE. Uma atriz talentosa, carismática, contida (não apela para histrionismos ou caras e bocas) e bonita.



A Julie de Amy Adams é uma angústia só, uma mulher desesperada buscando algum reconhecimento de que tem talento, de que tem futuro, de que serve para algo. Tudo em sua vida indica o contrário: o apartamento suburbano trash, o marido conformista, o emprego deprimente. Quando encontra uma via para expressar alguma individualidade - a sacada de escrever o tal blog -, se agarra nisso com obsessão: nenhum senso de medida e entrega absoluta. Um personagem muito interessante, com boa profundidade e com quem qualquer um - repito, qualquer um, mesmo os homens - pode se identificar. Trata-se de alguém que tem parentesco com a Scarlett Johansson em Encontros e Desencontros, com o Tom de 500 Dias com Ela, com a Anne Hathaway de O Diabo Veste Prada (outra que serviu de escada para Meryll...).

























Amy Adams como Julie: um personagem que capta o espírito dos nossos tempos.

Este blogueiro, por exemplo, identificou em si mesmo atitudes constrangedoramente similares às de Julie, em parte pela típica inquietação dos tempos atuais - muitos wannabes, dificuldade em separar o joio do trigo -, em parte pelo contexto de vida - jovem de classe média remediada chegando à meia-idade e precisando encontrar logo o que vai fazer "pro resto da vida" (e que seja algo que o transforme em "alguém"!) -, e em parte porque gente é gente mesmo.

Resumindo, achei muito mais interessante a parte do filme que todo mundo julgou boba. Vai entender.

(Desconte o efeito Amy Adams sobre o blogueiro e talvez cheguemos a uma opinião mais equilibrada. Talvez.)

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Série "prazeres culpados": "Paradise"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 - 2 Comentários

Como dizia o Chacrinha, no mundo do entretenimento, nada se cria - tudo se copia.

Um dia, lançaram A Lagoa Azul, a história de um casal de crianças sobreviventes de um naufrágio que, numa ilha paradisíaca, crescem lado a lado, até se descobrirem adultos e resolverem ativar suas funções reprodutoras. Brooke Shields, que fazia a menina, virou uma lenda (assim como uma execrável e infeliz cena aquática em que aparece o falo do rapaz).

Daí produtores malandros resolvem fazer um "genérico" - e o resultado é Paradise, de 1982. Phoebe Cates era a musa juvenil do momento (ah, a cena da piscina em Picardias Estudantis...) , e foi escalada para fazer a mocinha em uma história constrangedoramente parecida com a da Lagoa...



Mas, fazer o quê?, a gente não escolha do que gosta... foram muitas as reprises no SBT (durante uma época, o SBT combatia a Sessão da Tarde com Paradise, sem medo de ser feliz).

Só não entendi, até hoje, a intervenção de árabes ou algo assim... eu realmente desligava o cérebro ao ver Paradise, e sempre achei estranha essa intervenção fora do script-gabarito da Lagoa...

Enfim, todos temos nossos prazeres culpados. De vez em quando, BLOGIE vai abrir o arquivo proibido do fundo da memória.

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Filme VIP da semana: "A Última Festa de Solteiro"

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 - 4 Comentários

Antes de se transformar no modelo de americano honesto (Philadelphia, Forrest Gump, Apollo 13, O Náufrago), de ter passado pela fase de galã de comédias românticas com a Meg Ryan e de ter se exposto ao ridículo como Robert Langdon em Código DaVinci, Tom Hanks foi um grande comediante - diria que foi o cara mais engraçado do seu tempo.


Hanks apareceu em 1984, na comédia romântica inusitada Splash - Uma Sereia em Minha Vida, e se tornou o engraçadinho do momento (algo como o que aconteceria com Jim Carrey uns seis anos depois, e então com Adam Sandler, já no final dos anos 90). Enfileirou meia dúzia de comédias insanas, a mais famosa delas Quero Ser Grande, que lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar (como o menino que faz um pedido para virar logo adulto e acorda no corpo do Tom Hanks)... e que tem pelo menos uma cena imortal: a de Hanks e o velhinho que é dono da loja de brinquedos pulando em cima de um teclado-tapete, tocando o "bife" a dois.

Mas o assunto de hoje é bem mais picante: Hanks protagonizou, no meio de tantas comédias, a sensacional A Última Festa de Solteiro. Um filme responsável por elevar os padrões das expectativas de pelo menos duas gerações sobre as festas de despedidas de solteiros dos seus amigos (mas nunca a própria).


























O filme, dirigido por Ricahrd Benjamin, traz Tom Hanks como o pobretão (ele é motorista de ônibus escolar) que vai se casar com uma moça milionária, e é claro que o pai - devidamente suportado pelo ex-namorado almofadinha, que tem a preferência da casa - tem planos para impedir o casamento.

A moça é interpretada por Tawny Kitaen, uma tremenda gata que causou sensação nos anos 80 por ter estrelado os vídeo-clipes mega-bregas do Whitesnake (Is This Love?, Here I Go Again e Still of the Night) - e por ter se casado com o vocalista da banda, David Coverdale.

























Não confunda: Tawny é a pessoa de verde; Coverdale é a pessoa de preto. Ah, esses anos 80...

Na outra ponta, Hanks tem os amigos mais fiéis, mais imbecis, mais divertidos: é um deles que dá a ideia ("vamos fazer uma despedida de solteiro! Com drogas, com armas, com caminhões de bombeiro e putas!") e todos se dividem nos preparativos: um providencia prostitutas, o outros providencia as drogas, o outro providencia... um travesti.
















Mentes brilhantes planejam a maior despedida de solteiro de todos os tempos.

A festa é o máximo: a música é perfeita (new wave oitentista descartável), as atrações também - dançarinas, vôlei dentro do apartamento, um asno cheirador de pó (literalmente)... e mulheres.


Já a noiva e suas amigas vão à forra e entram num clube das mulheres - e aí surge outra cena que ficou pra história: um garçom serve hot-dogs na bandeja, até que sobra apenas um - o "extra-grande" - e a mãe da noiva tem especial dificuldade em puxar o sanduba...

Só vendo o trailer para ter uma ideia da falta de noção:



Enfim, filmes de festas de solteiro e bom gosto não são coisas que andam juntas. A Última Festa de Solteiro é uma clara influência para o recente e enorme sucesso Se Beber, Não Case. Talvez uma comparação entre os dois filmes revele um envelhecimento do humor de vinte, trinta anos atrás... mas também revela uma abordagem mais brincalhona, menos destrutiva, com a escrotidão juvenil. Parece-me que, hoje, o negócio é ir pra Las Vegas e quebrar tudo. Antes, era realmente se divertir.

Ou então estou teorizando demais sobre o que só se propõe a divertir, e o faz com sucesso.

A Última Festa de Solteiro: um filme para ser visto com a alta brodagem, com pacotes de Doritos circulando e cerveja a rodo.

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Dossiê VIP: "Lolita" em dose dupla

quarta-feira, 25 de novembro de 2009 - 10 Comentários

Por duas vezes, em toda a minha vida, fiquei arrebatado, obcecado, tomado por inveja ao ler um livro: a primeira, ao ler Dom Casmurro, ainda no colégio, e a segunda, bem mais tarde, ao ler Lolita.

Todo marmanjo cita o livro de Vladimir Nabokov ao babar por mocinhas muito atraentes: um dos feitos do romance é ter criado e consagrado expressões como "ninfeta" e sua variação mais específica, "lolita".
























Suas qualidades, no entanto, vão muito além: Nabokov, que era russo exilado e que tinha no inglês sua terceira língua (além da nativa, ela escrevera em francês antes de chegar aos EUA), perpetrou um dos grandes romances do século 20. Foi apenas sua primeira tentativa em inglês, e saiu aquela coisa perfeita, logo no primeiro parágrafo:

"Lolita, luz da minha vida. Labareda da minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve no terceiro, contra os dentes. Lo-li-ta."

Que se deixe claro: o protagonista da história é um pedófilo confesso, um cinquentão que matou sua namorada para ficar com a filha da mulher - uma mocinha chamada Dolores, de apelido Lolita, que tinha de doze pra treze anos. De cara, sabemos que ele se deu mal e que o livro tem o formato de uma defesa que o próprio réu preparara para o tribunal. O recheio é uma road-trip pelos EUA, na qual se revela muito mais do que gostaríamos da alma humana, do instinto masculino, da cultura ocidental - de muita coisa que tem o potencial de chocar - e foi isso que Lolita fez quando do seu lançamento, lá na década de 50. Um choque.

Transpor a literatura perfeita de Nabokov, meio Machado, meio Flaubert, para o cinema - e se servindo do seu potencial incendiário - não era tarefa fácil. Mas transformaram Lolita em filme. Duas vezes.


1962 - Stanley Kubrick inventa sua própria Lolita
A primeira tentativa, de 1962, foi feita por Stanley Kubrick, um diretor ousado, obsessivo, um gênio doentio, perfeitamente adequado à empreitada. Para o papel de Humbert Humbert (era esse o nome do protagonista), o grande ator inglês James Mason, indicado para três Oscars. Como Lolita, uma novata: Sue Lyon, 15 aninhos.

Parece perfeito, não?
















Humbert pinta as unhas do pé de Lolita no filme de Kubrick (1962).

Infelizmente, o resultado não foi dos melhores. O Humbert de Mason é atrapalhado demais, quase engraçado, abertamente ridículo. Não parece ser um homem com domínio sobre suas ações. A Lolita de Sue Lyon, compreensivelmente, é um pouco mais velha. Muito da ironia e do cinismo originais somem no preto-e-branco respeitoso de Kubrick. Houve um excesso de cuidado, por um lado, e um excesso ainda maior de liberdades em relação ao texto - especialmente os diálogos. O diretor evitou que seu filme se transformasse em um road movie. E evitou a coisa do tribunal, apostando em um final surreal com a participação de Peter Sellers. Ainda é um grande filme, mas é a Lolita de Kubrick, não a Lolita de Nabokov.

1997 - Adrian Lyne paga seu tributo a Nabokov
Décadas se passaram e quem resolve fazer sua tentativa é Adrian Lyne, diretor irregular que se especializara em thrillers sexuais - 9 e 1/2 Semanas de Amor, Atração Fatal, Proposta Indecente, Infidelidade. O ano era 1997. Como Humbert, o altivo Jeremy Irons, um cara comprovadamente convincente em papéis de homens atormentados por mulheres mais novas (vide Perdas e Danos). Como Lolita, descobriu-se a pequena Dominique Swain, então com 17 anos, mas com corpo, carinha e modos mais infantis do que os de sua antecessora.



















Jeremy Irons e Dominique Swain no filme de Adrian Lyne: Humbert mais pervertido e Lolita mais infantil, como quis o autor.


No mais, Lyne provou ser um fã que teve a sorte e as condições de retratar seu livro favorito. Botou o romance debaixo do braço e filmou um roteiro fiel ao clima de angústia e loucura imaginados por Nabokov.

(Aliás, uma das coisas que me irritam no Lolita de Kubrick é o modo como a coisa toda parece ser culpa da menina - ela parece ter controle total da situação e age como uma adulta, ao passo que Humbert padece como um joguete patético nas mãos da sua enteada. No filme de Lyne, como no livro, Humbert é um pedófilo confesso, cínico, que sabe o que está fazendo e que se entrega à perversão como quem pula de uma falésia.)

De quebra, cenas inesquecíveis do romance são recriadas com precisão e devoção - como a cena do carro, em que o estranho casal é interrompido por um policial, ou a cena do sofá, que tem o poder de deixar leitores de primeira viagem atormentados por semanas... esta ficou tão forte que foi cortada da versão final do filme, mas você pode conferi-la nos extras do DVD ou aqui, no BLOGIE:



Muita gente chiou. Críticos sérios disseram que Lyne transformou a classe e a provocação de Kubrick em pornô-soft. Disseram que o filme ficou rasteiro, pouco inventivo, burocrático. Disseram muita coisa. Mas BLOGIE discorda e declara que o interessante e absurdo Lolita, de 1962, perde de longe para o fiel e mundano Lolita, de 1997.

Até porque Kubrik, lá no início dos anos 60, não tinha mesmo como escancarar na cara da sociedade a cena em que a adolescente é enviada para o colégio interno, mas volta para se despedir do padrasto. Adrian Lyne, por sua vez, foi pras cabeças:



No fim das contas, concluo que é muito bom haver os dois filmes, para vermos, revermos e discutirmos. E melhor ainda é haver outras obras de maior ou menor valor inspiradas na história de Nabokov, como o igualmente genial folhetim Asfalto Selvagem, de Nelson Rodrigues, que gerou a série Engraçadinha e a carreira da Alessandra Negrini, ou a série Presença de Anita, que serviu para revelar a Mel Lisboa. Ou a canção Don't Stand So Close to Me, do Police, que trata de um professor atormentado por uma aluna espevitada. Ou dez ou doze contos do Rubem Fonseca e meia obra do Dalton Trevisan...

Enfim, literatura boa rende assunto pra mais de metro.

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Mulheres que não queremos esquecer: Natalie Wood

quarta-feira, 18 de novembro de 2009 - 2 Comentários

Uma das maiores estrelas, e também uma das mulheres mais bonitas da história do cinema: Natalie Wood.


















Sua história é das coisas mais loucas: filha de imigrantes russos que não falavam uma palavra em inglês, foi parar em Hollywood cedo e virou estrela mirim já aos quatro anos de idade. Fez o clássico natalino absoluto, Milagre na Rua 34. Aos 17, tornou-se uma grande estrela - e recebeu sua primeira de três indicações para o Oscar - como Judy, a namorada de James Dean no imortal Juventude Transviada.
























Com James Dean em Juventude Transviada, de 1955.

Seis anos depois, aos 22, foi a Maria de Amor, Sublime Amor, uma versão musical de Romeu e Julieta passada em Nova York, com os Capuletos e Montéquios substituídos por gangues de imigrantes do Brooklyn. O filme ganhou tudo no Oscar de 1961. Mas ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz daquele ano por outro filme: Clamor do Sexo, do grande Elia Kazan, no qual dividia a tela com um jovem Warren Beaty.















Com Warren Beaty, em Clamor do Sexo, de 1961.

A partir daí, estrelou comédias de grande sucesso, como A Corrida do Século, ao lado de Tony Curtis. Em 1966, aos 30 anos, e cada vez mais bonita, lá estava ela com outro jovem galã que surgia: Robert Redford. O filme é Esta Mulher é Proibida.




















Com Robert Redford, em Esta Mulher é Proibida, de 1966.

Depois disso, Natalie se afastou do cinema por alguns anos, e já na década de 70, fez esporádicas participações em alguns filmes.Em 1981, com apenas 43 anos, morreu afogada em um acidente até hoje inexplicado: ela estava em um iate com seu marido, o ator Robert Wagner, e Christopher Walken, com quem, dizem, rolava um casinho. Segundo a lenda, aconteceu uma discussão e Natalie, que não sabia nadar e fora atormentada durante toda a vida por pesadelos que envolviam afogamento, pegou um bote e se mandou. Suicídio? Homicídio? Ninguém sabe. Mas a história é muito estranha, e quem ficou sem Natalie Wood fomos todos nós.

Mais um caso não resolvido da série "Não ganhou um Oscar - azar do Oscar"...

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Kristen Stewart, "Lua Nova" e a não-entrevista

sexta-feira, 30 de outubro de 2009 - 1 Comentários

Neste final-de-semana, dois astros de Lua Nova, o segundo filme da série Crepúsculo, estarão no Brasil para promover o lançamento. Um deles é o índio fortinho que vira lobisomem - alguém cujo nome, sinceramente, não interessa a mim ou ao amigo leitor. Mas a outra pessoa é aquela coisinha linda chamada Kristen Stewart, a Bella Swan da série.


















Bem, este blogueiro obteve a oportunidade de ir até o hotel onde acontecerá a entrevista coletiva. Mas, devido a compromissos familiares inadiáveis em um feriadão como este de Finados, terei que passar. Com isso, o leitor não verá no BLOGIE nenhuma entrevista ou novidade sobre a pequena.


Talvez seja melhor assim. No material, uma série de restrições são impostas. Não se pode fazer perguntas sobre o próximo filme da série, Eclipse. Não é permitida nenhuma pergunta pessoal, seja sobre intimidades, seja sobre opiniões. Só vale perguntas estritamente relacionadas ao filme Lua Nova.

OK, sabemos que isso é padrão nesse tipo de entrevista. Mas a entrevista que não acontecerá, com as três perguntas que eu gostaria de ver Kristen Stewart responder, está aí:

1- Kristen, bom dia. Em Crepúsculo, assistimos ao seu surgimento como uma mulher muito sexy, ainda que não consciente do seu potencial. Vendo algumas cenas de Lua Nova, vejo uma lenga-lenga sobre depressão e muitas cenas de ação com lobisomens, sem o resultado sedutor do primeiro filme. Seria o caso de, tal qual as ninfetas do Nabokov, você ter perdido a graça depois da puberdade?


2- Minha querida, por que você morde o beiço inferior com tanta recorrência? É tique ou é estratagema para parecer mais sexy?


Coletânea de cenas de Kristen mordendo seu beiço inferior.


3- Por favor, você vai ao programa do David Letterman novamente? Por favor, diga que vai, por favor...


A pobre Kristen, dando show de nervosismo e falta de senso de humor no David Letterman.


Bom, vamos parar de pegar no pé da menina. Ela faz um ótimo trabalho. Carregar nas costas uma série dessas não é mole.

Lua Nova estreia em 20 de novembro.

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São Paulo urgente: é a Mostra de cinema!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009 - 6 Comentários

Para os paulistanos, o programa desta sexta-feira já tem endereço. É a Mostra de SP. O difícil vai ser arrumar ingresso - tem que ser rápido no gatilho!

São duas opções:

1) Abraços Partidos, o novo filme de Pedro Almodóvar, com Penélope Cruz. Ao que dizem, é  um filme menos expansivo do que os outros do diretor espanhol (que tem o costume de deixar seus personagens com emoções à flor da pele). Desta vez, a coisa é mais contida. E diz que Penélope está mais linda do que nunca (por exemplo, ela aparece loira, como na foto abaixo, e de muitas outras maneiras), no papel de uma atriz por quem um diretor de cinema se apaixona. Onde e quando: Espaço Unibanco Augusta, 23:10.



2) 500 Dias Com Ela, a grande surpresa do verão americano. Trata-se de uma comédia romântica que trata daquela coisa toda: um rapaz conhece a garota; a garota dá bola pro rapaz; eles brigam, mas ficam juntos. Segundo o trailer oficial, o filme trata não dessas coisas, mas de tudo que vem no meio desses eventos - e que os outros filmes não mostram. O filme é levemente amargo, pois se sabe, de cara, que não há final feliz. Sabe-se que o cara é um mané, e que a mulher é uma maravilhosa - Zooey Deschanel  (foto), dizer mais o quê? - e que o cara vai ser feito de gato e sapato, como o Fynn de Grandes Esperanças... Onde e quando: HSBC Belas Artes, 23:00.
















Para quem perder, vale dizer que esses filmes serão exibidos em mais quatro dias. Aproveite!

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Naomi Watts: o melhor investimento de Hollywood

quarta-feira, 14 de outubro de 2009 - 3 Comentários

Durante a semana passada, a Forbes deu uma notícia curiosa: dentre todas as estrelas de Hollywood, a que dá mais retorno financeiro para os estúdios não é Angelina Jolie, Nicole Kidman ou Scarlett Johansson, mas sim a australiana - e agora quarentona - Naomi Watts.

























Naomi Watts: quem não investiria nela?

A conta é a seguinte: pegaram a bilheteria total dos filmes em que as moças atuaram e dividiram pelo cachê de cada uma. E Naomi venceu, ao pagar aos empregadores US$ 41 milhões pra cada milhão recebido.

Avaliação do BLOGIE: justo, justíssimo. Naomi é linda, talentosa e séria como atriz. Protagoniza dramalhões (21 gramas), thrillers (Trama Internacional) e blockbusters de ação (King Kong) e de terror (O Chamado). De vez em quando, privilegia filmes de autor, como o cult Cidade dos Sonhos, do David Lynch. No ano que vem, estará no novo filme do Woody Allen.
















Em Cidade dos Sonhos, Naomi embarca na viagem de David Lynch - e deixa pelo menos uma cena na história do cinema...

Quer dizer: Angelina Jolie emagrece, adota pencas de filhos, rouba o marido da Jennifer Aniston, representa a Unicef, causa confusões, se tatua e tudo mais, mas, no fim das contas, ela deveria é estar estudando uns roteiros e escolhendo bons filmes pra fazer. Sua decantada atuação em A Troca, do Clint Eastwood, é a única coisa digna de nota que ela fez desde Garota, Interrompida - e, mesmo assim, não é grande coisa.

Veja a lista das estrelas que dão grana pros estúdios:

1- Naomi Watts (O Chamado, King Kong, 21 Gramas)

2- Jennifer Connelly (Uma Mente Brilhante, Hulk, Diamante de Sangue, Ele Não Está Tão a Fim de Você - aliás, depois de ter sido musa teen, que grande carreira Jennifer tem feito nesta década!)

3- Rachel McAdams (Diário de uma Paixão, Penetras Bons de Bico, Meninas Malvadas - uma surpresa, não? Mas a moça é talentosa e muito bonita, merece um ingresso sério no primeiro escalão de Hollywood...)

4- Natalie Portman (série Star Wars, Closer - Perto Demais  e poucos outros filmes: Natalie escolhe a dedo seus projetos, faz filmes independentes por dinheiro de pinga e evita a superexposição. Seu papel de Rainha Amidala a garante na lista.)

5- Meryll Streep (graças a Mamma Mia! e O Diabo Veste Prada, e sem perder a mão de grande atriz, como mostram Dúvida e tantos outros...)

Depois, vêm Jennifer Aniston, Halle Berry, Cate Blanchett, Anne Hathaway e Hillary Swank.

Nem sinal de Scarlett e Angelina.

Tem gente se atribuindo um preço muito alto para o que entrega.

Quanto a mim, nem preciso mentir. Já escrevi no BLOGIE várias vezes que considero Naomi Watts a atriz que está no "ponto ótimo" (maturidade, talento e beleza). A aposta mais segura que posso fazer é que ela ganhará um Oscar dentro dos próximos três anos (já deveria ter levado o seu por 21 Gramas).

Minhas outras apostas pessoais são Natalie Portman e Scarlett Johansson. Tirando o preço alto e a falta de medo de se expor da loira, ela é sempre uma atração e, hoje, é provavelmente a maior estrela do cinema. Natalie cuida melhor da carreira, é mais seletiva, mas ainda vai fazer bastante barulho. O destino de ambas é serem ícones complementares de uma era, como foram Marylin Monroe e Audrey Hepburn nos anos 50.

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Estreia: "Terror na Antártida" (ou Só Kate Beckinsale Salva)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009 - 2 Comentários

Entre as estrieas dessa sexta-feira, temos o brasileiro Salve Geral (que faz aquela embolada sócio-ideológica pró-ladrão em cima do dia em que o PCC parou São Paulo) e mais umas coisinhas... e tem Terror na Antártida, filme de suspense policial que só tem levado pau da crítica, e que não deve arrebatar lá muito público.

Sinceramente, não sei muito sobre o filme, mas garanto que vou assisti-lo. A razão é uma só, e suficiente: Kate Beckinsale.

























Kate Beckinsale, uma inglesinha linda, já fez a esposinha pra lá de interessante de Adam Sandler na comédia familiar Click. Já foi a enfermeira sexy que causou briga entre os amigos Josh Hartnet e Ben Afleck na bomba Pearl Harbor. Já foi heroína de filme de ação. E já fez o papel de Ava Gardner, a mulher que Billy Wilder definiu como "o animal mais belo que já existiu", em O Aviador, do Martin Scorsese.

Resumindo: é uma gata. E tem talento, pois enfeita qualquer tipo de filme.

Ela traz aquela qualidade que é sempre bem-vinda em atrizes tão privilegiadas pela natureza: não tem medo de tirar a roupa.

Diz que, logo na primeira cena de Terror na Antártida, a moça já aparece pelada. Bom, muito bom. Ela também tira a roupa em Laurel Canyon (2003) e em dois filmes inéditos ou "secretos" por aqui:  Uncovered e Haunted.



Mas o meu momento preferido de Kate Beckinsale é mais comportado: a comédia romântica Escrito nas Estrelas, em que ela faz par com John Cusack, é uma das coisas mais agradáveis de se assistir dos últimos anos.


















Eles se conhecem em Nova Iorque, em uma cena muito interessante. Eles patinam no Rockefeller Center, enquanto conversam rapidamente sobre preferências. O filme preferido dele: Rebeldia Indomável, com Paul Newman. Palavra preferida dela: "serendipity" (que é o nome original do filme). E por aí vai. Daí entra num lance de ela fugir do cara, acreditando que o destino vai fazer seu trabalho, enquanto ele corre contra o relógio (tem casamento marcado com uma zinha sem graça) para reencontrar Kate.

Enfim, aquele filme de mulherzinha regular. Mas, juro, não faz mal nenhum passar duas horas assistindo Kate Beckinsale sorrindo, falando, chorando, se atrapalhando. É até reconfortante.

Veja se estou mentindo:


Algumas cenas de Escrito nas Estrelas, com Kate Beckinsale e John Cusack.

Agradável, não?

Por essas e outras, lá vamos nós encarar mais uma estreia no cinema.

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Lista: as Melhores Cenas de Nudez de Todos os Tempos

terça-feira, 18 de agosto de 2009 - 5 Comentários

O site Mr. Skin é uma referência em matéria de atrizes peladas. Ele traz como missão localizar, divulgar e analisar cenas em que há nudez feminina. E o faz com humor e muita ironia, fugindo do padrão pornô-seeker que infesta a web.

A última do Mr. Skin é uma lista com as 100 Melhores Cenas de Nudez do cinema.

BLOGIE analisou a lista - que é boa -, e mostra abaixo as suas preferidas. Comente!


94- Mischa Barton em Um Amor para Toda a Vida















O filme é fraquinho, mas Mischa dá show ao chamar a responsa e pegar o rapaz à luz do dia!


64- Naomi Watts e Laura Harring em Cidade dos Sonhos














Muito já se falou sobre as cenas da loira e da morena se pegando na cama e no sofá. Mas até agora ninguém conseguiu explicar o que significa o filme do pirado David Lynch...


50- Jennifer Aniston em Separados pelo Casamento




















Para chamar a atenção do maridão ocupado com esporte na TV e video-game, Jennifer apela para a já clássica brazilian wax, e desfila peladinha para delírio da torcida.


39- Cybill Shepherd em A Última Sessão de Cinema















De tão a fim de provar que é malandrinha e sair logo do zero a zero, a virginal Cybill resolve encarar uma festinha desinibida na piscina de um ricaço.


25- Kim Basinger em 9 e 1/2 Semanas de Amor




















Clássico absoluto do pornô-soft, 9 Semanas e 1/2 continua surpreendendo por duas coisas: 1) pela pretensa aura cool a que aspirava, revelando-se hoje pura breguice; e 2) pela beleza de Kim Basinger, em cenas pra lá de generosas na mesa, no chão da cozinha, na cama, na sacada, no metrô... não é de se admirar que Mickey Rourke tenha se tornado um pervertido.


13- Monica Bellucci em Malena













Monica Bellucci entra para a história como Malena, a mulher mais bonita da Itália em guerra. Dali para a frente, ela seria sinônimo de mulher muito, mas muito gostosa. O moleque da foto pode atestar.


20- Jennifer Connelly em Um Local Muito Quente




















Que Jennifer Connelly foi a ninfeta nº 1 dos anos 80, todos sabem. Ela enfeita Labirinto, Rocketeer e várias outras fantasias juvenis. O que poucos conhecem é Um Lugar Muito Quente, um filmeco vagabundo onde, sem razão aparente, Jennifer e uma amiga passam muito tempo pegando uma cor peladas...


13- Shanon Elizabeth em American Pie




















American Pie não tem nada de mau. O filme é engraçado, traz uns comediantes talentosos (o abobalhado Jim e o escroque Stiffler) e, cereja do bolo, tem Shanon Elizabeth como a intercambista húngara que quer transar de qualquer jeito com Jim. Perfeitamente normal, diria o pai dele.


9- Alyssa Milano em O Abraço do Vampiro






















Alyssa teve seu momento, em meados dos anos 90. Toda santinha, estilo "menina da Capricho", era o sonho de consumo da molecada. Do nada, quis provar que era atriz de verdade se metendo em um filme horrível que tinha vampiro no meio, cujo único objetivo era exibir a bobinha pelada. Hoje, é sucesso nos downloads da vida.


8- Eva Green em Os Sonhadores












O fato de Os Sonhadores, do Bertolucci, ser um bom filme, é até esquecido. Se ele é lembrado, é por ter revelado em grande estilo Eva Green, a mulher que quase fez James Bond virar um babaca. Aqui, ela inebria os sentidos do irmão e de um estudante americano.


6- Kelly Preston em A Primeira Transa de Johnathan













Hoje famosa por ser esposa do John Travolta, Kelly foi musa teen nos anos 80. Esta comédia - com o clássico tema do moleque empenhado em perder a virgindade - era até acima da média. Aliás, como Kelly estava acima da média da mulherada de peito caído que populava os Porky's da vida...


1- Phoebe Cates em Picardias Estudantis
















Digam o que quiserem. Eu concordo com o Mr. Skin: a fantasia definitiva do cinema é Phoebe Cates emergindo da piscina e andando em direção à câmera, uma névoa fina de água caindo em volta dela, as mãos agindo rapidamente ao tirar a parte de cima do biquíni vermelho. A cena dura pouco, mas o suficiente para o irmão mais velho de sua amiga prestar uma homenagem infame.

A lenda garante que as cópias de VHS do filme nos EUA tiveram que ser recolhidas, pois ficavam estragadas com tantas rebobinadas rápidas e repetições em slow-motion...

Confesso que, lá pelos idos de 1990, tive o prazer de estragar minha própria fita gravada em EP. Fico tranquilo em saber que as novas tecnologias estão aí para guardar o nobre legado de Phoebe.

P.S.: para ver a lista completa, vá ao Mr. Skin: http://www.mrskin.com/top100#10-1.

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Lista: melhores cenas de sexo explícito (ou quase)

quinta-feira, 30 de julho de 2009 - 6 Comentários

Na VIP deste mês, que acaba de chegar às bancas, você encontra uma matéria que traz as melhores cenas de sexo do cinema. O autor da matéria, Carlos Messias, entrevistou uma turma que entende do assunto: diretores de cinema como Bruno Barreto e Zé do Caixão, produtores da indústria pornô nacional e críticos de cinema de maior ou menor credibilidade (Sérgio Rizzo, da Folha de São Paulo, representa o primeiro grupo; este blogueiro segura orgulhosamente a bandeira do segundo). Essa turma votou e acabou elegendo clássicos do cinema sério com sacanagem, como O Império dos Sentidos e O Último Tango em Paris, entre outros.

Os filmes em que votei aparecem na matéria (fico feliz que meus votos tenham dado espaço nela para dois dos filmes!) que, no mais, ficou ótima. Compre o seu exemplar e confira!

Aproveitando, BLOGIE comenta os filmes que fornecem as suas cenas de sexo preferidas.

Cinema e sexo: uma reflexão rapidinha

Arte e sexo sempre conviveram no cinema, mas raramente há equilíbrio nessa relação. Quando a sacanagem é boa, o filme deixa a desejar; quando o diretor tem uma verdadeira obra-de-arte nas mãos, ele acaba afinando e amenizando as cenas de sexo, deixando aquela sensação de coitus interruptus.

Assim, as melhores cenas de sexo do cinema vêm de poucos e bons filmes, que vão do gênero pornô soft (aquele esquema Cine Privê, da Band) ao filme de arte, passando, é claro, pelo filme de sacanagem escancarada.

Aqui estão as eleitas do BLOGIE:


5- Nove Canções:















A história de amor entre um jovem inglês e uma estudante americana fez muito barulho pelas cenas de sexo explícito (foi o primeiro filme com cenas desse tipo a conseguir o certificado de exibição no circuito de cinema "normal" na Inglaterra), mas é um ótimo filme. A cena de sexo oral transborda sinceridade, parecendo muito mais real do que a coisa coreografada e sem graça de Brown Bunny, por exemplo. E, tudo isso, com trilha sonora de luxo: Primal Scream, Franz Ferdinand e outras bandas acompanham o rala-e-rola do casal. Curiosidade: a atriz Margot Stilley tentou usar um nome alternativo para não ficar marcada pelo filme, mas não teve jeito.


4- Deite Comigo:

Esse filme canadense (Lie With Me, no original) promete um Cine Privê e entrega muito mais do que isso. A atriz Laura Lee Smith faz um belo e desinibido trabalho. É o melhor representante da escola pornô soft, que traz representantes notáveis como Nove e Semanas e Meia de Amor, Corpo em Evidência e O Abraço do Vampiro, que cumpriram gloriosamente a tarefa de fazer Kim Basinger, Madonna e Alyssa Mylano tirarem a roupa.


3- Ata-Me:














Não há sexo explícito nesse grande filme de Pedro Almodóvar, mas Victoria Abril e Antonio Banderas passaram bem perto disso em três intensos minutos de sacanagem. Banderas é o fã obcecado que sequestra sua atriz pornô favorita (Abril) com o objetivo de fazê-la se apaixonar por ele. Depois de muito esforço e humilhação, ele é recompensado. E o espectador também.


2- Rio Babilônia:




















Um clássico formador da juventude brasileira, desde 1982. O filme bandido de Neville D'Almeida é impregnado de suor, cerveja e cocaína. E sexo. A montanha russa que passeia pelos morros, praias, festas e roubadas do Rio termina em grande estilo na piscina do casal milionário que promove um sexo a três com um estranho que acabara de conhecê-los. Denise Dumont, símbolo daqueles tempos de sexo livre e descompromissado, protagoniza a infame cena, durante a qual a coisa de fato esquentou e, como pode ser visto na tela, o ator Joel Barcelos não resistiu à visão da moça caindo de boca em Pedrinho Aguinaga e aproveitou para se divertir de verdade. Nenhum dos atores envolvidos nega o incidente.


1- New Wave Hookers:

























Filme de sexo bom ainda é o pornozão declarado. E o melhor de todos é o lendário New Wave Hookers, com as duas grandes estrelas pornô dos anos 80, Ginger Lynn e Traci Lords. Traci, descobriu-se depois, era menor de idade quando das filmagens, e o filme foi banido nos EUA e outros países (entre eles, o Brasil). Depois, foi relançado, sem as cenas com a musa. Hoje, para encontrar uma cópia do original em DVD, só no Canadá, que preferiu preservar o legado de Traci, caracterizada como o Demônio em lingerie vermelha, mandando ver.

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Dossiê VIP: Evan Rachel Wood

segunda-feira, 20 de julho de 2009 - 2 Comentários

Uma das atrizes mais interessantes, bonitas e malucas do momento é Evan Rachel Wood.
























Reconhece? É aquela menina revelada em Aos Treze, como a pré-adolescente que, sob as piores influências e uma certa falta de noção da mãe, acaba virando uma depravada barra-pesada. Um filmaço.

Mais tarde, ela foi se tornando moça, aparecendo em uns filmes independentes, e aí estrelou aquele vídeo-clipe maneiro do Green Day, When September Ends, no qual ela é a namorada do soldado Jamie Bell (outro astro pré-adolescente crescido: é o menino de Billy Elliot), que foi pra guerra e todos ficam tristes com o amor juvenil interrompido. Na época, os dois atores engataram um namoro.

E aí veio Across the Universe, aquele filme cheio de músicas dos Beatles, e ela é a Lucy, e ela canta lindamente, e é linda, e dorme pelada no sofá, enquanto o ator Jim Sturgess, tão deleitado quanto nós, canta Something, do George Harrison. Com coro deste lado da tela. Muito apropriado: Harrison, que escreveu a canção para outra loira maravilhosa (Pattie Boyd, musa também de Eric Clapton em Layla e Wonderful Tonight), certamente aprovaria.


Veja Evan cantando If I Fell, dos Beatles, em Across the Universe!

A partir daí, as atenções do mundo se viraram para a moça, que tem alto potencial de se tornar "a próxima grande estrela".

Contra isso, apenas o fato de que ela é uma notória maluca, dessas atrizes que sentem a necessidade de engatar um papo-cabeça sobre "a integridade da arte" ou algo que o valha, e que acha que namorar um cara bem escroto, tipo o Marylin Manson, é algo que "acrescenta", assim, como se fosse verbo intransitivo.
























Um estranho casal: Rachel Wood e Manson

É verdade: ela manteve um romance (?) de dois anos com o bizarro roqueiro, cujo maior feito foi ter supostamente retirado duas costelas para conseguir praticar sexo oral consigo mesmo. No mais, estrelou um vídeo-clipe de Manson, Heart-Shaped Glasses, no qual há uma cena de sexo que, diz a lenda, foi de verdade.

Essa tendência não é de todo ruim: de um certo modo, faz a loirinha ficar seletiva, e ela acaba entrando em bons filmes, como Correndo com Tesouras, um estranhíssimo filme sobre uma escritora frustrada (Annete Benning) que se submete ao mundo do seu analista, um cara muito mais louco do que ela. Wood é uma das filhas do tal analista e, como todo o resto da família, é doida de pedra.
















Correndo com Tesouras: os Excêntricos Tenembaun parece a Família Dó-Ré-Mi perto destes...

Ainda na linha "filmes independentes", ela mandou uma bola dentro como a filha lésbica (e morena, pra dar uma variada) de Mickey Rourke em O Lutador (que, na minha opinião, foi o melhor filme do ano passado). A propósito: a partir daí, a mocinha engatou uma relação com o seu pai na tela, o ex-galã e notório encrenqueiro Rourke. Prevejo uma vida dura para a garota.

Aos 22 anos, o próximo grande passo na carreira de Wood está dado: ela está entrando em cartaz nos EUA no novo filme do Woody Allen, Whatever Works, com o criador de Seinfeld, Larry David. Este faz o comediante entediado que se envolve com uma moça mais nova (adivinhe quem). É uma situação parecida com a de outro filme de Allen, Manhattan, onde o próprio diretor era o comediante entediado, vivendo um romance com Mariel Hemingway (neta do escritor). Para mim, é o filme mais esperado do ano (todo ano falo isso do filme que, infalivelmente, Woody Allen acaba lançando - e é sempre sincero).


Veja o trailer da nova comédia de Woody Allen, com Larry David e Evan Rachel Wood (estreia prevista só para o final do ano...)

Tudo isso porque a HBO exibe hoje dois filmes com Evan Rachel Wood, na sequência: Across the Universe, às 15:20, e Correndo com Tesouras, às 17:45. Sim, em horário de vagabundo, fazer o quê? Se você estiver de férias ou "between jobs", assista por mim.

Se estiver na labuta, lembre-se que a HBO 2 exibe a mesma programação com três horas de defasagem: assim, terem os Across the Universe às 18:20 e Correndo com Tesouras às 20:45. Bem melhor, não?

Vale assistir. Os dois filmes são bons, e em ambos Evan Rachel Wood está no ápice da sua beleza. Não dá pra ficar melhor.


OK, vai: vamos dividir o pão. A foto abaixo é da tal cena de Something, em Across the Universe, e já está guardada para o Arquivo Confidencial de Evan, que está sendo pacientemente preparado.











Ainda nesta semana, aqui no BLOGIE: Robert DeNiro faz teste (e é reprovado) para O Poderoso Chefão; DVDs imperdíveis do rock; e a estreia da semana, Inimigos Públicos, com Johnny Depp.

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Filme VIP da semana: "A Última Sessão de Cinema"

quinta-feira, 16 de julho de 2009 - 8 Comentários

Um tesouro meio escondido: A Última Sessão de Cinema, de Peter Bodganovich. É um dos menos badalados dos grandes filmes dos anos 70 mas, ao mesmo tempo, um dos mais importantes. Ele permanece como uma das obras mais sensíveis sobre o que era ser jovem nos EUA do pós-guerra.

Alugue. Compre o DVD. Faça alguma coisa, mas não deixe de ver esta obra-prima.


Trailer de A Última Sessão de Cinema.



Estamos, adequadamente em branco-e-preto e ao som de vitrolas cheias de ruído que tocam o country de Hank Williams, em uma cidadezinha do Texas, em 1951. Jovens aproveitam os meses finais de colégio, jogando no time de futebol americano, vagando pela rua, indo ao cinema e tentando transar com suas namoradas.

Daí até o final do filme, exatamente um ano depois, veremos que não havia direito à adolescência ou juventude na geração que precedeu os baby-boomers: os ritos de passagem acabavam passando pela constatação da falta de perspectivas e da entrada em um ciclo de repetição e sufocamento dentro da cidadezinha empoeirada. O sexo, que deveria ser algo libertário e novo, apresenta-se como algo frustrante e sujo, trazido por intermediários adultos - o sócio do pai da menina, a prostituta gorda, a esposa do treinador do rapaz...

Os dois principais personagens são dois rapazes, Sonny e Duane (Thimothy Buttons e Jeff Bridges, perfeitos), que têm a amizade abalada pelo fato de que ambos estão apaixonados pela mesma garota - Jacy, a menina rica e linda, tão desorientada e sem perspectivas quanto os outros. Cybill Shepherd interpreta Jacy, numa escolha inacreditavelmente feliz - pois só ela mesmo, com sua beleza fria e irretocável, conseguiria fazer contraponto a tanta feiúra e mesmice.



















Cybill Chepherd: mais de dez anos antes de A Gata e o Rato, ela já dava show no cinema. Você não quer perder isso. Mesmo.

Mais sobre o filme, não vale a pena falar. Basta dizer que é um filme triste e bonito, que injeta a angústia de ser jovem em quem o assiste. E que se deve comemorar o Big Bang da adolescência, que viria alguns anos depois, com a invenção do rock'n'roll e dos filmes do James Dean, com a chegada dos Beatles, e com a popularização da universidade. Todos ganhamos mais uns anos pra errar por aí, mas a principal mudança foi outra: ao contrário dos jovens de A Última Sessão de Cinema, que queriam queimar logo as etapas juvenis e entender logo o papel que lhes caberia no mundo, adquirimos o gosto por curtir os anos de transição, cumprindo os ritos com gente da mesma idade, celebrando nossa cabeça vazia ou nossas dúvidas.

E, se nada disso lhe interessar e se o filme não lhe servir para mais nada, pelo menos servirá pela visão de Cybill Shepherd, novinha, ora com roupa, ora sem roupa, se empenhando para perder a virgindade ao longo de duas horas.

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Pra quem duvidava...

quinta-feira, 9 de julho de 2009 - 0 Comentários

Pra quem duvidava do fato irrefutável de que Suzanna Hoffs, cantora e guitarrista dos Bangles, era a maior gata da década de 80, BLOGIE garimpou uma cena do único filme estrelado pela moça, em 1987: The Allnighter. (Sim, até filme, ela fez, tá vendo?)



O filme é uma droga? É. A cena se parece com um daqueles quadros de strip-tease light do Sexytime? Parece. A molecada nos anos 80 se preocupou com esse detalhes?

Claro que não.

Com isso, encerro meu caso sobre Suzanna Hoffs. Há outras obsessões a serem expostas.

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Mulheres que não queremos esquecer - 1

quinta-feira, 2 de julho de 2009 - 2 Comentários

Ontem, falei sobre o filme libanês Caramelo, escrito, dirigido e estrelado pela gata Nadine Labaki.

Pois bem, constatei que, depois de ter visto o filme, passei dias cantarolando, no carro, a música Eternal Flame, hit meio cafona dos anos 80, balada certa nos bailinhos de vassoura que rolavam nos andares de prédio e nas festas improvisadas nas garagens do bairro.

E o que uma baladinha esquecida tem a ver com filme libanês?

A resposta: tudo. Constatei que a tal da Nadine Labaki me lembra muito a Suzanna Hoffs, cantora e guitarrista da banda The Bangles, autora de Eternal Flame.

Suzanna Hoffs era tão gata, mas tão gata, que mexeu seriamente no meu senso de julgamento: desde o final da década de 80, considero Eternal Flame uma canção tão boa quanto Yesterday, dos Beatles. Gosto da melodia, da letra, do refrão, das vozes de fundo, está tudo certinho na gravação das moças.

Exagero? Então dá uma olhada no vídeo-clipe da música, com Suzanna Hoffs e seus enormes olhos castanhos no centro das atenções.


Seja amigo: diga se o blogueiro tem razão ou se é tara juvenil!

Outro dia, vi Suzanna Hoffs em um desses documentários nostálgicos da VH1, e ela continua uma mulher muito bonita e sexy. Esse é o tipo de banda que valeria uma reunião caça-níqueis, e não Kiss com os caras gordos, Doors sem Jim Morrison, Queen sem Freddie Mercury...

Esta conversa meio que inaugura uma nova seção no BLOGIE: de vez em quando, vou lembrar alguma mulher do cinema (ou das imediações) que não pode ser esquecida de jeito nenhum. Mande sua sugestão!

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Pra não dizer que não falei das moças: "Caramelo", de Nadine Labaki

terça-feira, 30 de junho de 2009 - 3 Comentários

A moça abaixo é libanesa e, como a foto comprova, merece ter seu nome conhecido: Nadine Labaki.



















Mas não é só pela "lataria caprichada" que ela merece aparecer por aqui. Nadine é estrela de cinema, e está em cartaz em um filme que atravessou muitas fronteiras e conseguiu fazer sucesso no mundo todo: Caramelo, em cartaz nos Espaços Unibanco da vida.



Não é só isso: ela é a autora do roteiro e dirige o filme!


Nota mil pra moça, porque o filme é bom.


Não vou gastar muita tinta falando dele, porque é um filme escancaradamente "de mulherzinha": Nadine divide a tela com três outras mulheres, as quatro enfiadas dentro de um salão de beleza, onde elas discutem e vivem seus dramas pessoais - o amante casado, a virgindade perdida com um cara que não é o noivo (um problema por aqueles lados), a paixão não declarada de outra por uma mulher, o envelhecimento... cada uma tem seu problema, e as outras oferecem ouvido e braços para ajudar a amiga.


No fim das contas, o saldo é positivo, nem que seja pela presença da autora ao longo do filme, preparando seu caramelo usado para depilar as clientes, com um certo tesão masoquista.

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Megan Fox: um ou dois bons motivos para ver "Transformers 2"

sexta-feira, 26 de junho de 2009 - 0 Comentários
























... Se é que você me entende.

Falando mais ou menos sério: há uma parcela considerável (e respeitável) da humanidade que realmente não quer saber da série Transformers, e que gostaria muito que o seu realizador, Michael Bay, tivesse encontrado emprego mais rentável do que diretor de mega-sucessos de ação, preservando assim o mundo de bombas como Armageddon, The Rock e Pearl Harbor.

Mas, sabe de uma coisa?, outro dia eu estava no Cine Belas Artes, aqui em São Paulo, vendo o sensacional Apenas o Fim e, lá pelas tantas, o protagonista - um estudante de cinema que, claramente, não é um idiota - afirma preferir Transformers a toda a filmografia do Goddard. E justifica: "o que pode ser mais legal do que carros normais que se transformam em monstros gigantes?"

Como não sei responder a esta pergunta, e como não dá pra ignorar essas fotos da Megan Fox que ficam atordoando a gente, vou me misturar à molecada na fila de um cinema de tela bem grande e som bem barulhento para curtir Transformers - A Vingança dos Derrotados. Pipoca grande e Coca de um litro para acompanhar.

Porque cinema também é isso.

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Falando em Zooey Deschanel...

quinta-feira, 25 de junho de 2009 - 0 Comentários

Outro dia, em um post sobre a comédia Sim, Senhor, com Jim Carrey, falei que Zooey Deschanel é a próxima grande estrela de Hollywood.

Explico melhor: o nascimento cinematográfico dessa morena de olhos azuis gigantes se deu em Quase Famosos, o grande filme de Cameron Crowe sobre o menino de quinze anos que vira jornalista musical nos anos 70. Zooey é a irmã do menino, e fica grudado na memória o plano em que ela, ao sair de casa para ser aeromoça, se despede do irmão, aproximando-se dele de maneira assustada e assustadora e lhe confia seu maior segredo e tesouro: a coleção de discos (Tommy, do Who, Led Zeppelin II, Simon & Garfunkel e outros clássicos).















Quase Famosos: graças a essa confidência, o moleque viajou com o Led Zeppelin e perdeu a virgindade com um bando de groupies gostosas...


Depois disso, Zooey fez um monte de filmes, estrelou aquela bomba Fim dos Tempos, do Shyamalan, umas pontas aqui e ali. Mas mais importante do que isso foi o lançamento de sua carreira como cantora, na dupla She & Him. Trata-se de um dupla folk indie (ah, esses rótulos) muito, mas muito boa. Ela canta bem, as canções são boas, o disco é uma delícia. E o visual escolhido por ela e seu parceiro é vintage total, parecem saídos do meio dos anos 60.

Veja a moça em ação, cantando You Really Got a Hold On Me, dos Beatles:



Essa persona meio artista-nem-aí-com-nada foi adotada para dar um brilho na comédia do Jim Carrey. Ali, ela é ela mesma. Canta, anda com roupas sessentistas, brinca de maneira despretensiosa com suas inclinações artísticas. E é apaixonante.

A partir daí, a aposta é óbvia e está feita: ela será uma estrela.

A comédia romântica do momento, nos EUA, é 500 Days of Summer, estrelada por ela e Joseph Gordon-Levitt. A previsão de estreia por aqui é só em novembro, veja só que tristeza. Mas já vale conferir o trailer, que promete um filme muito bacana:


Só a primeira conversa, no elevador, quando ela cantarola Smiths meio desafinada, vale o filme.

Que tal? Convenci alguém?

Se não, que a moçada fique tranquila, pois a estrela do momento está chegando num cinema perto de você: Megan Fox, a atual detentora do título de mulher mais sexy do cinema, dá bom motivo para ver Transformers 2, que já estreou nesta quarta-feira. Aguarde comentário aqui no BLOGIE.

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"Sim, Senhor": filme engraçado, trilha de responsa

quarta-feira, 17 de junho de 2009 - 4 Comentários

Entre os últimos lançamentos em DVD, encontramos a comédia Sim, Senhor, com o Jim Carrey.

O filme é legal: Jim Carrey está engraçado e alucinado, como nos seus melhores momentos, e ainda temos a gracinha Zooey Deschanel, atriz carismática e charmosa e cantora talentosa. Tudo certo.
















Zooey: ela canta, atua e faz graça. Mas basta existir...

Pra melhorar, só mesmo uma trilha sonora matadora. E é o que o filme entrega, logo na sua cena de abertura: a música é Separate Ways, do Journey, uma das grandes bandas americanas dos anos 80. Uma paulada, que é recuperada no clímax do filme, uma hora e meia mais tarde.

Veja o Journey tocando Separate Ways ao vivo, em 1983, no Japão. Coisa linda. As cordas vocais privilegiadas que você ouve são de Steve Perry, provavelmente o melhor cantor que já se juntou a uma banda de rock.


Viva os anos 80: Journey chutando rabos no Japão.

De resto, se você ainda não viu Sim, Senhor, não perca a oportunidade: alugue o filme e se divirta.

Fico devendo dois posts: um, com o melhor de Jim Carrey, e outro, sobre a Zooey Deschanel, a próxima grande estrela de Hollywood. Pelo menos na vontade deste blogueiro.

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Estreia: "Duplicidade", com Julia Roberts e Clive Owen

quarta-feira, 10 de junho de 2009 - 3 Comentários

Boa opção para o dia dos namorados no cinema: Duplicidade, com Julia Roberts e Clive Owen - um casal que já provou dar liga em Closer - Perto Demais.

O filme foi escrito e dirigido por Tony Gilroy, o homem por trás do ótimo Conduta de Risco (aquele filme com o George Clooney, que foi indicado para um monte de Oscars no ano passado). Em comum, a trama rocambolesca envolvendo industriais poderosos, os diálogos espertos e o gosto por um estilo pós-007. De diferente, o senso de humor e a tensão sexual entre os protagonistas. O resultado é bem positivo: não é algo que vá mudar a história do cinema, mas é um produto muito bem acabado e agradável. Em suma, seu dinheiro será bem gasto.
















Pelo menos uma sequência é sensacional: a abertura, com os ótimos coadjuvantes Tom Wilkinson e Paul Giamati brigando num aeroporto. Eles são os donos de duas mega-corporações da indústria de bens de consumo, e brigam por segredos industriais e pela vaidade em humilhar o outro. A cena não tem som; apenas mostra os dois discutindo, depois se agarrando e rolando pelo chão, tudo em câmera lenta, sob os olhares atônitos de seus aspones. É simplesmente genial, funcionando como ótima abertura e, ao mesmo tempo, apresentando o conflito que é o pano de fundo da trama.

O rolo é o seguinte: Clive Owen é um ex-agente da MI6 (serviço secreto britânico); Julia Roberts, ex-agente da CIA. Eles tiveram um affair no passado e, hoje, por uma coincidência que dá pulgas atrás da orelha, se veem frente a frente, um trabalhando para a empresa de Wilkinson, o outro para a de Giamatti. O trabalho de Owen é roubar uma fórmula de um produto revolucionário que Julia tem a missão de defender. Veja o trailer:





Mais importante - e mais divertido - do que essa bagunça são os deliciosos flashbacks que mostram a evolução do relacionamento do casal entre quatro paredes, sempre passando por cenários luxuosos em Dubai, Roma, Paris e Miami.

Julia Roberts, aos 41 anos, está menos exuberante, com uma atuação bem mais contida, mas ninguém impediria que ela soltasse aquela risada enorme, toda dentes e espontaneidade, que é sua marca registrada. Ela veio com uns quinze minutos de filme, de modo que não precisamos esperar muito por isso. É bom, porque é legal ver Julia num papel mais maduro e low profile.

Já Clive Owen continua fazendo o papel de Mr. Fudêncio que lhe cabe tão bem. Os filmes de Gilroy vão se mostrando boa plataforma para atores com alto potencial de garotos-propaganda de produtos de luxo (como máquinas de Nespresso, relógios Bulgari, carrões e perfumes em geral) - tanto Clooney como Owen mandam bem nesse quesito.

Minha expectativa, agora, é que deem a Gilroy a chance de dirigir um novo 007 com liberdade para mexer no roteiro e evitar a babaquice de helicópteros explodindo.

PS: Duplicidade é bem melhor do que Sr. e Sra. Smith. E ambos são piores do que True Lies. Completa-se, assim, a trilogia dos filmes de casais de agentes secretos. E o original de James Cameron, com Schwarzenegger e Jamie Lee Curtis, ainda é o melhor.

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