Blogie - Cinema na VIP

Scarlett Johansson: os seios mais belos de Hollywood

quarta-feira, 29 de abril de 2009 - 5 Comentários

O programa Access Hollywood divulgou os resultados de uma pesquisa mui relevante - diria essencial: os seios mais bonitos do cinema.

A campeã, como era de se esperar, é Scarlett Johansson. Apesar de, infelizmente, a moça nunca ter exibido seus tão preciosos ativos em filme.

Conheça as cinco primeiras colocadas:


1. Scarlett Johansson
























BLOGIE viu antes: ela era uma menininha meio sem graça, mas de muito talento em O Encantador de Cavalos, do Robert Redford. Não percebi potencial nenhum ali. Até que veio o plano de abertura de Encontros e Desencontros, e o mundo foi apresentado ao derrière da moça.
Onde conferir: Match Point, A Dália Negra, Vicky Cristina Barcelona, Encontros e Desencontros.

A equação: Scarlett + grandes diretores (Woody Allen, Brian DePalma, Sophia Coppola) = duas horas bem gastas.


2. Salma Hayek




















BLOGIE viu antes: A Balada do Pistoleiro acabava de ser lançado em vídeo. Queiroz, meu vizinho malandro, obrigou a turma toda a ver o filme. A contragosto, topamos. E o cara ficou comentando cada cena do filme, dizendo: "esse é o Banderas!", "o Banderas é f...!" - e aí apareceu a Salma Hayek, matadora, e ele se pôs de pé e começou a gritar: "é com esse cara que eu tinha que andar, e não com esses otários do Tucuruvi (nós). Olha essa morena!". E o filme passou a ficar mais interessante.

Onde conferir: A Balada do Pistoleiro, Um Drink no Inferno (dançarina sexy), Frida (nudez e lesbianismo), Era Uma Vez no México (mais uma vez, o Queiroz pirando).

A equação: Salma Hayek + Robert Rodriguez = diversão total, filme pra ver com os amigos.


3. Halle Berry
























BLOGIE viu antes: mentira, vi depois de todo mundo. Todos falaram dos peitos da mulher em A Senha, filme que nunca assisti (até hoje!). Mas não dispensei a oportunidade de ver A Última Ceia, mesmo sabendo se tratar de um filme bem chato.

Onde conferir: A Senha, A Última Ceia (a cena de sexo com Billy Bob Thornton compensa a chatice do filme), A Estranha Perfeita (Halle é a mulher fatal, sexy 100%).

A equação: Halle Berry + filmes ruins = garantia de exposição do corpo da moça.



4. Jessica Simpson

























BLOGIE viu antes: sorry, não conheço o trabalho dessa moça. Ela é cantora, é isso?

Onde conferir: no Google Images.

A equação: Jessica Simpson = seus peitos.



5. Jennifer Love Hewitt
























BLOGIE viu antes: vi mesmo. Até hoje, a moçada não entende por que eu assistia Party of Five com tal devoção. A Sarah de Jennifer era a namorada perfeita. E foi a razão pela qual eu me tornei fã daqueles filmes de terror de meados dos anos 90.

Onde conferir: Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (timidamente explorado), Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (plenamente explorado), Mal Posso Esperar (muito comportada), Party of Five (principalmente nas últimas temporadas, quando ela estava tentando traçar o namorado, Bailey, cujo equipamento insistia em não funcionar).

A equação: Filmes no cinema - Jennifer Love Hewitt = mundo sem graça.



E você? O que achou da lista do Access Hollywood? Sentiu falta de alguém?

Pra ficar em um par só, BLOGIE aponta: faltou Megan Fox, claro.

E, historicamente, vale a menção honrosa ao par de seios mais famoso do cinema - o par que, segundo o gênio Billy Wilder, desafiava as leis da gravidade:

























Segundo Wilder, em sua biografia E o Resto é Loucura, certa vez ele falou para Marylin que ela não deveria usar sutiã em tal cena. E ela respondeu, "mas não estou usando". Como Wilder fez uma cara incrédula, ela tratou de eliminar as dúvidas do chefe: pegou a mão dele e pousou sobre seu peito.

Foi aí que ele observou o lance da gravidade.

Peito também é cultura.

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"Comando Para Matar" - a luta mais trash

Falar em cenas de luta e não lembrar do Schwarzenegger é pecado.

Qual é o filme inesquecível do rei da ação dos anos 80?

A maioria, certamente, daria como resposta um dos dois Exterminadores do Futuro. Já eu cravo, sem medo de errar: Comando Para Matar.

Esse filme é inesquecível: fez de Arnold um astro. E tem a briga mais trash da história do cinema.

Tão trash, mas tão trash, que o meu chefe (o editor da VIP) acabou cortando o texto abaixo da matéria sobre as melhores cenas de luta do cinema.

Não culpo o cara: o texto ficou um lixo, o que não deixa de ser apropriado.

Leia e dê sua opinião:

A Luta Mais Trash: Comando Para Matar

Um dos grandes sucessos dos anos 80, Comando Para Matar é um dos filmes que fez de Arnold Schwarzenegger o maior astro dos filmes de ação. Ele é John Matrix, um ex-combatente que curte a aposentadoria com sua filha Jenny, nas montanhas. Certo dia, a menina é sequestrada por uma quadrilha misteriosa que, descobrirá Matrix, é liderada por Bennet, um antigo companheiro de tropa.

Bennet é, na prática, um sósia anabolizado do Freddie Mercury, de bigodinho, couro e tudo mais. Em suma, um estereótipo gay. Matrix, bem mais bombado e um pouco mais másculo, vai matando um por um dos soldados da mílicia de Bennet, até o confronto final entre os dois bofes.

E que confronto! Com falas pra lá de suspeitas ("sou eu quem você quer", "eu não preciso da garota!", "está gostoso, John?"), disputas de quem tem o maior facão e um cenário que parece saído do vídeo-clipe de Relax, do Frankie Goes to Hollywood (fogo, metal, choque elétrico), a briga chega ao ponto em que Matrix está subjugado, de joelhos, de costas para Bennet. Este pega uma pistola e se prepara para executar o inimigo. Mas estamos falando de Schwarzenegger, e ele não pode se dar mal: arranca um cano de vapor, que estava ali do lado, e o arremessa como um dardo no peito de Bennet. Resumindo: o cara morre empalado por um cano que está soltando gás.



Agora, veja a cena abaixo e diga se estou mentindo:




Pensando bem: o leitor da VIP deveria mesmo ser poupado do texto. E, o amigo do BLOGIE, do vídeo.

E o culto aos anos 80, às vezes, acaba constrangendo.






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Porrada! - lutas que marcaram os anos 80

terça-feira, 28 de abril de 2009 - 0 Comentários

Dando sequência à lista de melhores cenas de luta do cinema, vamos lembrar dos anos 80: época em que tínhamos os russos e traficantes colombianos para levar a culpa, e que tínhamos uns nerds com potencial cool o suficiente para quebrar a cara dos fortões otários da escola.

Vamos às brigas mais bacanas que povoaram o imaginário dos anos 80:

Karate Kid - Daniel-san x Johnny Lawrence



Leia a VIP deste mês e entenda tudo o que o otário do Johnny Lawrence perdeu nesta luta (o campeonato? A namorada? A dignidade?).

Matador de Aluguel - Patrick Swayze resolve briga de bar



Pois veja só: Dalton, o personagem de Swayze no filme, é um cara formado em filosofia pela NYU, mas que, por algum motivo, ganha a vida como leão-de-chácara em bares de estrada. Bacana, essa briga. Com direito a trilha sonora do Jeaff Healey Band em pessoa.

De Volta Para o Futuro - George McFly x Biff

Dessa você se lembra. Nem vou botar o vídeo. Leia a descrição da cena, do jeito que escrevi na revista:


Na fatídica noite do Baile do Submarino Encantado, em 1955, muita coisa está em jogo: George McFly deve beijar Lorraine pela primeira vez - caso contrário, o futuro filho do casal, Marty, não nascerá e não conseguirá sair do zero a zero com sua namorada. Marty, que foi parar naquele dia dentro de uma máquina do tempo, tenta armar o encontro entre seus pais, mas Biff (o vilão-padrão das fitas adolescentes) tem outros planos. Dentro de um carro, ele está tentando abusar de Lorraine, quando é surpreendido por McFly (que fica mais surpreendido ainda). O grandalhão, então, deixa a menina de lado e empreende seu último ato de valentia pra cima do fracote, torcendo seu braço direito. McFly reúne suas últimas forças e, enquanto Biff ri, prepara seu direto de esquerda. O soco, inesperado, bota Biff desacordado no chão. A escola toda vem ver o que acontece, e McFly vira um cara bacana, e ele beija Lorraine, e o rock’n’roll é inventado graças a esse beijo. Só assistindo para entender.

Na VIP deste mês, você confere estas e outras 17 cenas animais em que o pau come.

No próximo post: briga feia. Irreversível, Coração Selvagem e afins.

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"Eu Te Amo, Cara" e outros filmes de brodagem

domingo, 26 de abril de 2009 - 3 Comentários

Uma das estreias da semana traz o sempre engraçado Paul Rudd em mais uma comédia de macho: Eu Te Amo, Cara - a história de um rapaz que, às vésperas do casamento, percebe que não tem nenhum amigo para ser seu padrinho (o best man dos americanos). E aí ele entra numa cruzada em busca do brother.

É um filme que toma como tema central uma preocupação clássica do cinema: a amizade masculina. Veja o trailer:




A crítica de cinema Isabela Boscov escreveu na VEJA desta semana que o filme trata do "amor intenso, estritamente não gay, entre homens heterossexuais". E listou alguns filmes que vão fundo no assunto, como Gênio Indomável, Superbad e Onze Homens e um Segredo.

BLOGIE aproveita para entrar de sola no assunto: o "bromance" (romance de bróder, em tradução porca) é um tema tradicional do cinema, mas alguns filmes têm maior receio de discutir o componente gay da amizade, outros não.

Por exemplo: Butch Cassidy & Sundance Kid - há como negar que há atração entre os heróis vividos por Paul Newman e Robert Redford? O filme traz um monte de insinuações, tão escancaradas quanto naqueles episódios de Batman & Robin dos anos 60.

Perdidos na Noite, com Dustin Hoffman e Jon Voight: muito além da amizade, tá na cara.

A maioria dos filmes, no entanto, evita entrar nessa seara - como Gênio Indomável.

Eu Te Amo, Cara até brinca com o assunto, mas o filme mais indigesto e corajoso com esse tema foi trazido por Kevin Smith em meados dos anos 90: Procura-se Amy, com Ben Affleck e Jason Lee.


















Lembrando: os caras são cartunistas, parceiros e melhores amigos. Ben Affleck se apaixona por uma lésbica (a Amy do título), situação que bota a amizade em xeque. A própria Amy é quem percebe que tem coisa estranha por ali, e constata que Jason Lee está se comendo de ciúmes do amigo, mas de uma maneira muito mais doída do que seria razoável. Ela joga no ar: o cara ama o melhor amigo. E é uma verdade tão verdadeira que não é possível conviver com ela. A amizade acaba, os amigos se separam, e a gente fica com a pulga atrás da orelha.

Ainda assim, pinta aquela bela cena final - os caras se encontram em uma convenção de HQ, e se cumprimentam meio de longe, e sorriem, e a velha amizade está toda ali, ainda que eles entendam que o convívio não será restaurado... e aí eu me pego lamentando pelas amizades perdidas com os amigos de infância, do colégio e tal.

O que me faz pensar no filme que melhor trata da amizade masculina, não entre dois caras, mas entre uma turma toda: Brincando de Seduzir (em inglês: Beautiful Girls). O filme nunca foi lançado em DVD no Brasil, mas é um filmaço. Tem o Timothy Hutton, o Matt Dillon e a Uma Thurman (e a Natalie Portman com 14 aninhos). Hutton é o cara que mora em Nova Iorque, e que volta para a sua cidadezinha no interior do Massachussets para o Natal. Encontra todos os velhos amigos: um casado e cheio de filhos; o outro chafurdando no casa-não-casa com sua noiva; outro, que era o pegador da cidade e astro do colégio, tentando viver no passado, enquanto enrola sua eterna namorada que merece coisa melhor (papel da Mira Sorvino); e assim por diante.

A vida está dura para todo mundo, e todos estão enfrentando em silêncio os desafios de ser adulto e lidar com a frustração dos sonhos juvenis. Mas aí, quando todos se juntam no mesmo boteco de sempre, e Hutton senta no piano e toca Sweet Caroline (o hino informal do Red Sox, o lendário time de baseball do estado), os problemas se dissolvem: os amigos cantam juntos, e se apoiam em suas misérias, e se redimem em conjunto enquanto berram que "os bons tempos nunca pareceram tão bons". Veja a cena:



E aí podemos pensar, é isso aí, a amizade está bem retratada, em terreno seguro e confortável.

Que é como devemos nos sentir perto dos amigos de verdade.

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Porrada! - Filmes violentos para pensar

sexta-feira, 24 de abril de 2009 - 0 Comentários

Veja aqui três filmes violentos que marcaram gerações, fizeram pensar e que contam com cenas de luta animais.

(Para ler sobre as outras 17 melhores cenas de luta no cinema, vá à banca e leia a VIP deste mês!)

A Laranja Mecânica - Alex e seus Droogs x Gangue do Billy Boy

Tirando a noite para praticar um pouco da velha ultra-violência, Alex e seus Droogs encontram a gangue rival, comandada por Billy Boy. A porrada come solta (ainda que segundo a coreografia milimétrica de Stanley Kubrick). De trilha, uma ópera de Rossini. Arte em estado bruto. Brutal.




Clube da Luta - Narrador x Angel Face

É a Laranja Mecânica da Geração Y. Executivos, contínuos, garçons, gente de todo tipo entra no clube fundado por Durden e seu sócio, o Narrador (Edward Norton), para exorcisar as vidinhas urbanas sem graça. Muitas cenas bacanas: a primeira briga entre os amigos fundadores; o Narrador se socando na frente do chefe embasbacado; e o Baby Face (puxa-saco juvenil do Durden) apanhando feio do Narrador no Clube.















Veja as regras do Clube da Luta na revista!


Touro Indomável - Jake LaMotta x Sugar Ray Robinson

Robert DeNiro ganhou um Oscar por viver o ex-campeão Jake LaMotta. Dirigido por Martin Scorsese, Touro Indomável é não só o melhor filme de boxe; é um dos melhores filmes de todos os tempos. Veja por que na cena abaixo: ela traz a luta de LaMotta contra Sugar Ray Robinson. Scorsese usa câmera lenta, flashes, perspectiva e muito sangue espirrado para criar uma verdadeira alucinação. Aguarde o final, quando um DeNiro deformado - e derrotado - caminha até o vencedor e ri dele: "você não me derrubou!"





Na semana que vem: cenas de luta clássicas de filmes pop. De Volta Para o Futuro, Karate Kid, Os Caçadores da Arca Perdida. Porque os anos 80 chutavam rabos!

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Porrada! - Cenas de Luta Animais no Cinema

quinta-feira, 23 de abril de 2009 - 0 Comentários

É verão no hemisfério norte - e Hollywood lança toneladas de filmes de ação para coincidir com as férias escolares. Como aperitivo para a pancadaria de Transformers, G.I. Joes, Inimigos Públicos e heróis de HQ, preparamos um aperitivo com as 20 melhores cenas de luta do cinema.

A matéria completa você confere na revista VIP deste mês, que acaba de ser lançada (e que traz a Priscila, do Big Brother, na capa)!

BLOGIE publicará os vídeos com as cenas selecionadas para a matéria. Tem muita coisa boa e ruim, de Borat a Laranja Mecânica, de Os Três Patetas a Touro Indomável. Com direito a Chucky Norris, Karate Kid, Bruce Lee e até De Volta para o Futuro!

Pra começar, vamos do herói da semana, Quentin Tarantino:


Kill Bill Vol. 2 - Beatrix Kiddo x Elle Driver (a briga das loiras no trailer)

Dos dois filmes que contam a saga da "Noiva" Beatrix Kiddo, é até difícil escolher a melhor cena de luta. Há desde a briga caseira que abre o primeiro filme até o coreografado embate entre a Noiva e 88 capangas da máfia japonesa. Mas a melhor é a que bota as duas loiras preferidas de Bill frente a frente. Em um trailer no meio do deserto - e devidamente equipadas com espadas Hatori Hanzo -, Beatrix (Uma Thurman, durona) e Elle Driver (Daryl Hannah, caolha) se pegam pra valer. O trailer é destruído, Elle quer ver Beatrix morta, mas esta é mais malvada: arranca o único olho da adversária, pisa nele com seu pé descalço e abandona a coitada em um trailer com uma cobra venenosa à solta. Quentin Tarantino concebeu uma das brigas mais violentas do cinema, e protagonizada por duas loiras!


Fetiche é duas loiras se matando no trem.


Leitor: fique de olho, vou publicar três vídeos por dia!

E confira a matéria na revista!!!

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Tarantino dá um tapa no paparazzo

Outra amostra do humor instável e do aspecto assustador e insano do herói da semana: Tarantino estava saindo do Starbucks com seu café, quando um paparazzo está lá, câmera em punho, registrando os movimentos do diretor.



Em matéria de violência, Quentin é o cara.

Falando em violência, amanhã voltamos ao cinema: BLOGIE listará as melhores cenas de luta de todos os tempos. Tarantino, claro, tem lugar garantido nela.

Não perca! Tem muita coisa boa, engraçada e assustadora.

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Novo trailer de "Inglorious Basterds"!

quarta-feira, 22 de abril de 2009 - 0 Comentários

Agora, o trailer de Inglorious Basterds, o épico de guerra de Quentin Tarantino:



O filme traz Brad Pitt e a bela Diane Krueger (a Helena de Troia daquele Troia esquisitão). Está na seleção competitiva de Cannes. E promete, ah, como promete!

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Semana Tarantino: o piadista

Mais uma pontinha sensacional de Quentin Tarantino, agora em A Balada do Pistoleiro, filme do seu amigo Robert Rodrigues:



Ou seja: pense bem na piada que você vai contar, na próxima vez em que colar no balcão de um bar.

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"Top Gun", o maior filme gay de todos os tempos?

terça-feira, 21 de abril de 2009 - 2 Comentários

Quentin Tarantino é um fanfarrão. Rato de locadora, cria teorias sobre as coisas mais bestas, como a roupa do Super-Homem, a sexualidade do Rocky Horror, filmes de kung-fu e de faroeste.
Mas a melhor teoria do cara não está em nenhum dos seus filmes, nem em suas concorridas entrevistas nos festivais: está em Vem Dormir Comigo, filme bacaninha de meados dos anos 90, em que Tarantino faz uma ponta antológica. Em uma festinha, ele está tentando chamar a atenção das pessoas, e acha a sua brecha ao expor uma teoria inusitada:

"Top Gun é o maior filme gay da história."

Esquisito? Pois ele sustenta bem sua tese. Veja a cena, intercalada por imagens de Top Gun que ilustram o discurso do homem.




Apertando a tecla SAP, para quem possa interessar: Top Gun, segundo Tarantino, é a história da luta de Maverick (o personagem de Tom Cruise) enfrentando sua tendência para o homossexualismo. Seus rivais na fita, Ice Man e cia., são a "turma gay"; Kelly McGillys (a loira que ele deixa de traçar pra jogar vôlei com a moçada), a concorrente, que quer mantê-lo no time dos héteros. A uma certa altura, ela chega a se vestir de homem para ganhar a atenção de Maverick.

E, no final, depois da vitoriosa batalha aérea com os soviéticos, Maverick e Ice Man confraternizam, e Ice Man diz do jeito dele que gostaria de ter o colega como parceiro (tradução literal):

- Você pode andar no meu rabo quando quiser.

E Maverick responde:

- Bobagem. Você é que pode andar no meu.

Quentin Tarantino encerra seu caso. E BLOGIE aplaude.

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Semana Tarantino: cuspida no repórter

segunda-feira, 20 de abril de 2009 - 0 Comentários

O ano era 1997. Tapete vermelho da noite do Oscar. Tarantino voltava à ativa com Jackie Brown. Sua namorada, bem gata, era Mira Sorvino, que tinha sido revelada em Poderosa Afrodite, do Woody Allen.

Daí aparece um repórter e pergunta algo, não sei o quê, mas algo que deixa o cara puto. E olha o que acontece:




Esta é só uma das razões pelas quais BLOGIE idolatra Quentin Tarantino.

Ele é um badass motherfucker, como definiria qualquer um dos seus personagens.

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Na TV: "Cidade de Deus"

domingo, 19 de abril de 2009 - 2 Comentários

Hoje, na Globo, às 23:00: o melhor filme brasileiro de todos os tempos, Cidade de Deus.

É tão lugar-comum falar do filme de Fernando Meirelles desse jeito, que até esquecemos dos detalhes que fazem do longa a obra-prima que é. Da sequência de abertura (uma perseguição infernal à galinha que foge do churrasco na laje) até ao final, com a molecada da Caixa Baixa comemorando a tomada do poder no morro, tudo é tão bem acabado e feito com um cuidado jamais visto no cinema nacional. É coisa de Hollywood. Veja o trailer e relembre:



Os personagens (Busca-Pé, Dadinho/Zé Pequeno, Bené - "virei prayboy!" -, Cabelereira, Mané Galinha...) são muito bem construídos. Os atores são todos perfeitos (o filme revelou Alice Braga, como Vânia, a namoradinha do Busca-Pé). Aquela sequência do baile funk. A sequência do motel, em que o sangue ruim do Dadinho aparece. A cena em que o Benê convoca o playboy Tiago para apostar uma corrida de bike. O Busca-Pé traçando a jornalista. Zé Pequeno e gangue posando para a foto no jornal. Enfim, aquele momento antológico, em que Zé Pequeno toma a boca do Neguinho:

- Porra, Dadinho, como é que cê entra assim na minha boca?

- Quem disse que a boca é tua?, rapá...

- Queéisso, Dadinho?

- Dadinho é o caralho; meu nome agora é Zé Pequeno, porra!

A maior frase do cinema nacional, e a melhor do cinema mundial neste século, pode crer. Tá lá em cima, junto com o "Ninguém é perfeito" de Quanto Mais Quente, Melhor e os grandes.

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Semana Tarantino no BLOGIE

sábado, 18 de abril de 2009 - 0 Comentários

Na semana em que aumenta o buzz em torno do novo filme de Quentin Tarantino (Inglorious Basterds, que está na seleção competitiva de Cannes e cujas imagens e fotos começam a pipocar na Internet), BLOGIE decreta a semana oficial do Tarantino.

Mas a coisa vai ser diferente do usual: não vou escrever críticas sobre Pulp Fiction ou Kill Bill. BLOGIE vai comentar o lado mais pop, fanfarrão e menos conhecido do diretor. Por exemplo, vale lembrar sua infame participação como jurado de American Idol em sua terceira temporada. Veja ele espinafrando uma loirinha que cantou direitinho:




Nosso cardápio: seu trabalho bissexto como ator (Um Drink no Inferno); suas divertidas pontas em filmes de amigos (Vem Dormir Comigo, A Balada do Pistoleiro); suas trilhas sonoras, garimpadas em discotecas empoeiradas, tudo será objeto de posts. E seu primeiro roteiro de destaque, Assassinos por Natureza, também será assunto.

Prepare-se. Por ora, não perca a reprise do episódio de American Idol que foi ao ar neste sábado. Nele, Tarantino é o convidado e orienta os participantes a entoarem músicas famosas do cinema. O cara é uma figura.

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Virada Cultural: fazendo justiça

quarta-feira, 15 de abril de 2009 - 0 Comentários

Ontem, comentei a manchete bizarra que os portais traziam sobre a Virada Cultural de São Paulo - que incluía CPM 22 e Wando, entre outros grandes artistas. De posse da programação completa, devo fazer justiça e mostrar que tem coisa interessante:

1- No palco montado na avenida São João, Jon Lord, o bigodudo tecladista do Deep Purple, mostrará sua obra-prima, Concerto para Grupo e Orquestra (que ele já exibiu no Brasil em turnê com o Purple, há alguns anos). Depois, uma didática festinha temática toma conta do palco: nomes da "nova MPB" (que é influenciada tanto por rock quanto por MPB) se sucedem, começando por Marcelo Camelo, passando por Zeca Baleiro e culminando na reunião dos inventores da coisa: os Novos Baianos (sem Moraes Moreira - mas com Baby, Paulinho e Galvão). Pra fechar, Maria Rita. Há quem goste e há quem não goste, mas não dá pra negar que é bacana.

2- Na Praça da República, M-E-D-O: uma moçada irada da perifa vai entoar o desgastado "bota pra fuder!" enquanto Marcelo Nova junta os cacos do Camisa de Vênus. Depois, uma miscelênea esquisita que bota Velhas Virgens, os moleques do Vanguart, CPM22 e Nação Zumbi. Com maior potencial de dar confusão que isso, só mesmo uma convenção de torcidas uniformizadas em uma loja de armas de fogo. Fuja.

3- Na Estação da Luz, momento "Toca Raul": viúvas do Raul Seixas vão se reunir pra cantar Maluco Beleza e Metamorfose Ambulante a plenos pulmões. O velho grupo de Raulzito, Os Panteras, vai se reunir. Parceiros de última hora, como Nasi e Marcelo Nova, darão uma palhinha. Enfim, será o Woodstock dos bichos-grilos inveterados.

Musicalmente, é isso. O palco da av. São João promete algo interessante.

Agora, é esperar a programação de cinema da Virada. Acho que é sempre uma boa oportunidade de desenterrarem umas cópias de filmes clássicos e fora do circuito. Vamos ficar de olho.

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Série "notícias bizarras"

terça-feira, 14 de abril de 2009 - 2 Comentários

Olha só a notícia que se lê neste momento em qualquer portal de notícias:

"Em SP, Virada Cultural terá CPM22, Maria Rita e Wando"

Sensacional. Tá tudo virado mesmo. Com muito prazer, durante os dias 1º e 3 de maio, estarei fora de São Paulo, de modo a evitar esses incríveis programas culturais.

Não que eu seja metido a besta, papo-cabeça, etc... mas CPM22 e Wando é sacanagem. Seria mais interessante show da Rita Cadillac, sei lá...

Voltando ao cinema, nessa sexta publicarei comentário sobre a estreia Trama Internacional, thriller com o Clive Owen e a Naomi Watts.

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Tarantino vai à Guerra



Olha só o pôster de Inglorious Basterds, novo filme de Quentin Tarantino:


"Era uma vez, na França ocupada pelos nazistas..."

O filme, que traz Brad Pitt, foi selecionado para exibição em Cannes (Cannes adora Tarantino), e promete ser algo muito, muito louco.

Pense no visual dos últimos filmes (Kill Bill 1 e 2). E pense que o cara sempre declarou que sonhava em dirigir um épico da Segunda Guerra.

Expectativa...

Mas lançamento, que é bom, só no final de agosto.

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Lista: filmes que se passam no Shopping Center

segunda-feira, 13 de abril de 2009 - 0 Comentários

Estamos vivendo a era da comédia. Tudo o que tem de novo e fora dos padrões em Hollywood vem em forma de gente engraçada. Seth Rogen é o símbolo deste momento. Borat é o herói que mostrou o quão longe se pode ir. E um monte de mulheres bonitas e talentosas está entrando de cabeça na onda: Anna Farris, Elizabeth Banks, Leslie Mann...

O problema é que a tendência não está sendo abraçada aqui no Brasil. Os filmes são lançados nos EUA, fazem sucesso e demoram uma eternidade para ganharem lançamento por aqui - quando ganham: Pinneaple Express, por exemplo, foi direto para DVD (mesmo tendo sido um enorme hit no verão do ano passado nos EUA). Outro filme que demorou para estrear foi Pagando Bem, Que Mal Tem?, objeto de uma resenha que BLOGIE publicou e republicou a cada lançamento em falso anunciado pela distribuidora.

Durante o último final-de-semana, estreou outra comédia bacana nos EUA: Observe and Report, com o Seth Rogen e a Anna Farris. O filme, que, claro, não tem previsão de data para estreia no Brasil, traz Rogen como o segurança de um shopping center que encontra a oportunidade de dar uma de policial (seu sonho de infância; ele não pôde ser policial por sofrer de transtorno bipolar). Seu interesse romântico é a personagem de Anna Farris, funcionária de uma loja de maquiagens. O filme ganhou avaliação A- da Entertainment Weekly.


Veja o trailer de Observe and Report!

Enquanto não podemos conferir Observe and Report por aqui, BLOGIE relembra comédias (ou filmes sérios com cenas engraçadas) que se passam em shopping centers. Relembre!


Filmes de Shopping:

O shopping center era o lugar onde a vida adolescente convergia nos anos 80. Picardias Estudantis, escrito por Cameron Crowe, soube captar isso como ninguém. O shopping center da cidade é o epicentro do filme, onde todo o elenco busca brechas em seus empregos chatos para paquerar: Jennifer Jason Leigh negocia ali a perda da sua virgindade, com a orientação da deusa Phoebe Cates (sua parceira no fast-food que vende pizza em pedaços). De longe, Brian Backer recolhe as entradas do cinema enquanto sonha com Jennifer e ensaia convidá-la para sair. De vez em quando, o jovem cambista Robert Romanus aparece para conversar um pouco com o rapaz, enquanto é abordado por meninos de 12, 13 anos em busca de ingressos para shows do Van Halen e do Ozzy Osbourne. O único que não dá as caras no shopping é o surfista chapado Spicoli, primeiro personagem de destaque de Sean Penn.















Phobe Cates e Jennifer Jason Leigh como Linda e Stacey, as pizza girls de Picardias Estudantis.


Picardias Estudantis foi o primeiro filme que mudou o centro do filme adolescente da escola para o shopping center. O filme começa com o shopping sendo aberto e termina com o elenco baixando suas portas das lojas onde trabalham. Um clássico.

Já nos anos 90, outro filme que adota o shopping como cenário é Barrados no Shopping, comédia de relativo sucesso e status de cult, dirigida por Kevin Smith (o mesmo de Procura-se Amy e do mais recente Pagando Bem...). Jason Lee e Jeremy London, após levarem um pé na bunda das suas namoradas, ficam rosetando pelo shopping local. Um certo buzz está no ar, pois um programa de TV na linha Quer Namorar Comigo? vai ser gravado ali, e Jason Lee domina as atenções com sua boca-suja, seu mau humor e sua nojenta sacada de cumprimentar os desafetos com stinky hands(mãos enfiadas por um bom tempo no próprio rabo, de modo a deixar um cheiro incontornável e insuportável nas mãos do outro).


Perseguições: o maior clichê do Shopping

Filmes de ação, comédias, aventuras, não há filme oitentista que evite uma boa perseguição no shopping center. O clichê é tão forte que foi incluído em uma boa propaganda de cartão de crédito, que brinca com cenas manjadas do cinema enquanto um casal corre para não perder a sessão.

Um dos filmes que certamente inspiraram essa peça é Comando Para Matar. Ao mesmo tempo durão e engraçado, o filme de Arnold Schwarzenegger inaugurou a era da perseguição no meio das lojas. Ele é John Matrix, um ex-militar que está atrás dos bandidos que sequestraram sua filha. A coisa acaba no shopping, e ele voa por cima das cabeças, pendurado em um enfeite (como se fosse um cipó), e aterrissa em cima de um elevador panorâmico. Veja a cena:




Arnold gostou tanto da brincadeira que repetiu a dose em O Exterminador do Futuro 2, de 1991. O Exterminador está protegendo Edward Furlong de outro robô, mais moderno e mais letal. E tome perseguição no mall.

Em Viagem Insólita, aventura de 1987 que trazia Dennis Quaid como o cara que é miniaturizado e que se encontra dentro de uma seringa. Bandidos querem roubar o experimento, e rola uma perseguição do laboratório até o shopping center mais próximo. O cientista que carrega a seringa se vê encurralado e, ao sair do obrigatório elevador panorâmico, tenta salvar o experimento, injetando-o na bunda da primeira pessoa que encontrou - Martin Short, que assume as rédeas do filme e faz ótimo contraponto cômico para o personagem de Quaid.


O paraíso das colegiais

Shopping Center é o local onde patricinhas se amontoam, com suas roupas curtas e seus cabelos pintados de loiro. Alicia Silverstone é a rainha desse domínio, como fica claro em As Patricinhas de Bervely Hills. Ali, ela transforma a freak Brittany Murphy em uma garota popular.

















Alicia Silverstone sabe o que fazer em um shopping center.


Já a passa-mal Lindsey Lohan vê a coisa de outra maneira. Em Garotas Malvadas, ela é a menina que veio da África direto para a "civilização". Mais ou menos enturmada com o grupo das meninas mais populares do colégio, ela enxerga nas colegas flanando pelo shopping algo muito parecido com o que viu nos safáris habitados por bichos selvagens.

O shopping, enfim, é um local onde até a garota mais cool da história dos filmes adolescentes, Juno, vai para espairecer. Devidamente barriguda e com seu eterno ar de indiferença, Juno encontra a futura mãe adotiva de seu bebê e, pela primeira vez, entende algo da maternidade.


É isso. Aparentemente, Observe and Report funciona como um apanhado de tudo isso. Coisas engraçadas, perseguições, garotas superficiais e até um pouco de amadurecimento são temas que Seth Rogen e Anna Farris vão encarar ao longo do filme.

Agora é esperar pela boa vontade da distribuidora.

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Cinemark joga contra o Timão

sexta-feira, 10 de abril de 2009 - 6 Comentários

À corintianada a fim de conferir Fiel - O Filme, que estreou hoje, um aviso importante: o Cinemark resolveu boicotar o documentário sobre o Timão e o limou de sua programação.


A razão: a distribuidora do filme, em uma demonstração única do amadorismo de quem quer ganhar tudo de uma vez, anunciou que lançaria o filme em DVD logo após a exibição nos cinemas.

OK, o Cinemark tem lá suas razões pra ficar bravinho, mas não se faz isso com a Fiel Torcida. Nem com nenhuma torcida. Não se brinca com essas coisas. O feitiço pode virar contra o feiticeiro...


Primeiro, vemos uma sala de cinema do Cinemark, onde não se vê o filme do Corinthians.
Depois, vemos o que acontece quando a atração é o Timão (a sala, no caso, é o Maracanã, em 1976, na célebre "Invasão Corinthiana").


Já quanto à distribuidora, contratada pela diretoria de Marketing do Corinthians... é brincadeira o que enchem a bola de uma meia dúzia de amadores que está se vendendo como gênios do Marketing. Tudo o que eles fazem é fabricar umas camisetas com frases surrupiadas das arquibancadas do Pacaembu, e se gabam de vendas irrelevantes, do tipo "6 mil camisetas foram vendidas na primeira semana"... daí eles vêm e já querem atropelar o modus operandi de um mercado que não conhecem.
O risco de ser um fanfarrão é esse: estragar tudo. No final-de-semana de estreia, nada de Fiel no Cinemark.

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Aniversariante do dia: Coppola faz 70 anos

quarta-feira, 8 de abril de 2009 - 0 Comentários

Hoje Francis Ford Coppola completa 70 anos de idade.

Coppola, você sabe, ficou famoso por ter dirigido a trilogia O Poderoso Chefão - cujos dois primeiros filmes constam em qualquer lista de melhor de todos os tempos - e por ter estourado todos os orçamentos e padrões para conceber sua pretensa obra-prima, Apocalipse Now.

Dos jovens e barbudos diretores que surgiram nos anos 70 e que tomaram conta de Hollywood - Steven Spielberg, Martin Scorsese, George Lucas, Brian DePalma -, Coppola sempre foi tido como o líder e herói de todos. Foi o primeiro a descolar emprego bom: roteirizou Patton e ganhou um Oscar de melhor roteiro. Depois, assinou um grande contrato, e fez dele o maior filme de todos os tempos: O Poderoso Chefão. O filme teve o poder de retomar a carreira de Marlon Brando, lançar a de Al Pacino e abrir espaço para a revolução dos amigos de faculdade. E ele tinha só 32 anos.


















A História acontecendo: Coppola dirige Marlon Brando na famosa sequência do casamento em O Poderoso Chefão.


A partir desse início inacreditável, sua carreira foi oscilante: dirigiu outro clássico dos anos 70 - A Conversação -, conseguiu terminar Apocalipse Now - que é mesmo genial -, fez bons filmes de pegada pop - O Selvagem da Motocicleta, Vidas sem Rumo, Peggy Sue - Seu Passado a Espera - e cometeu meia dúzia de erros - o mais infeliz foi o terceiro episódio da trilogia do Chefão, que soou como algo desnecessário.

Sempre afeito a arriscar, também naufragou ao tentar adaptar um dos grandes romances americanos, O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. Mesmo com Robert Redford e Mia Farrow apropriadamente escalados nos papéis principais, algo deu errado e o filme foi um fracasso. (Mas eu gosto dele mesmo assim!)

Hoje em dia, o cara está mais ocupado com sua produção de vinho na Califórnia do que com cinema, mas sua prole está mandando bem: a filha, Sophia Coppola, está construindo uma bela carreira como diretora (As Virgens Suicidas, Encontros e Desencontros, Maria Antonieta). Um belo contraponto feminino para o cinema de macho do pai.

BLOGIE parabeniza o mestre e aguarda ansioso pelo seu novo filme, Tetro, sabendo que, assim como um show do João Gilberto (ou do Guns'n'Roses, dependendo do seu gosto), a gente nunca sabe se vai ver algo sensacional ou mediano - mas vale a pena correr o risco. Como vale.

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Joe Pesci, o cara esperto

terça-feira, 7 de abril de 2009 - 0 Comentários

Pesquisando para uma matéria sobre cinema, BLOGIE reviu toda a filmografia do ator Joe Pesci. Parceiro assíduo de Martin Scorsese e Robert DeNiro, o baixinho invocado se tornou sinônimo de gângster violento, com sua persona que ele mesmo chama de wise guy (cara esperto): intempestivo, dado a mudanças de humor, pontuando suas frases com toneladas de fuck e sempre chamando o interlocutor de prick.

Podemos conferir o wise guy Joe Pesci em versões mais light como em Meu Primo Vinny ou na série Máquina Mortífera, ou na sua melhor forma, 220 desencapado, em Os Bons Companheiros e Cassino. Neste último, vemos que, no que diz respeito a mulheres, ele também é um cara que sabe o que quer. Saca só:




É ele, Joe Pesci, o homenageado da semana. Em breve, discutiremos aqui a atuação profissional dos gângsteres vividos por ele.

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Grandes Expectativas: Amy Adams e Emily Blunt juntas!

domingo, 5 de abril de 2009 - 0 Comentários

Dando sequência à série de altas expectativas pelos lançamentos vindouros, BLOGIE entra numas de cinema independente.

Independente light, diga-se: Sunshine Cleaning, raspa do tacho da temporada de prêmios, faz a linha Little Miss Sunshine / A Lula e a Baleia. Ou seja, famílias remediadas americanas chafurdando nas suas limitações, enquanto revelam algo de belo e humano ao longo da história. A história, basicamente, gira em torno da ideia de duas irmãs durangas que resolvem lançar um negócio próprio inovador: uma empresa que limpa cenas de crime (tipo o Harvey Keitel em Pulp Fiction, mas sem glamour). O maior interesse, no entanto, é trazido pelas suas protagonistas: Amy Adams e Emily Blunt fazem as tais irmãs.
























Amy e Emily: amizade linda entre duas atrizes talentosas (e gatas).


Desde o lançamento do filme nos EUA, as duas beldades têm dado entrevistas juntas e declarado seu amor uma pela outra, uma coisa linda de ver, um papo de "alma gêmea", "amor à primeira vista", é um tal de andar abraçadas no tapete vermelho... Acabou que essa tensão sexual entre as duas está gerando interesse crescente pelo filme. Pelo menos pra mim.

PS: a estreia por aqui, infelizmente, está prevista apenas para 22 de maio.

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Em breve: "Fiel - o Filme" - vai, Curíntia!!!

sexta-feira, 3 de abril de 2009 - 1 Comentários

Em uma sexta-feira de estreias fraquinhas nos cinemas, BLOGIE aproveita para alimentar suas expectativas. Estamos no aguardo de um grande, retumbante lançamento que chegará em breve a um cinema perto de você:

Estou falando de Fiel - O Filme. Sim, é o filme sobre o calvário do Corinthians na série B. A estreia está marcada para o dia 12 de abril, e é missão dos simpatizantes transformar a coisa em um evento. O documentário é estrelado pela torcida - afinal, estamos falando da torcida que tem um time, e não dos outros times, que têm suas torcidas -, e sua primeira exibição foi altamente elogiada por gente do ramo (ou seja, corintianos). Veja o trailer:



Aos não corinthianos, fica a advertência: melhor não assistir, pois o risco é sair do cinema convertido!

Como se diz lá em casa: vai, Curíntia!

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Filme VIP da Semana: "O Verão de Sam", de Spike Lee

quarta-feira, 1 de abril de 2009 - 0 Comentários

Pra começo de conversa: Spike Lee é um um diretor que pode ser qualificado daquilo que os americanos chamam de badass - quando seus filmes começam a rondar o politicamente incorreto, os sentimentos sujos, é bem nessa hora que ele afunda o pé no acelerador.

Foi assim em Faça a Coisa Certa, quando Mookie, o negro mais pacato do verdadeiro barril de pólvora em que se transformou o Brooklyn, resolve iniciar a depredação da pizzaria do Sal (o italiano razoavelmente boa praça que lhe dá emprego).

Foi assim em A Última Noite, quando o traficante vivido por Edward Norton, indo para a prisão, resolve soltar o verbo mentalmente contra todas as etnias, minorias e maiorias que possam ser ofendidas. Uma inundação de preconceito e ódio, liberada numa catarse pra lá de incômoda.

Mas a obra mais selvagem do cara é o pouco conhecido O Verão de Sam, um filmaço lançado há dez anos, e que merece uma lembrança (e uma ida à locadora).

A história principal é a seguinte: no verão de 1978, um dos mais quentes da história de Nova Iorque, um serial killer autointitulado "O Filho de Sam" aterroriza a cidade. Essa parte é verdadeira, realmente aconteceu. A partir daí, Spike Lee cria uma teia de personagens fictícios, baseados num bairro italiano no Bronx. A moçada, mais do que amedrontada, se vê tentada a, ainda que involuntariamente, usar o caso para dar vazão a tudo que eles têm de ruim.

Gente como a Gente















Rapaziada a fim de briga no Bronx.


O núcleo principal inclui John Leguizamo como Vinny, o cabelereiro descolado que, por ser um dançarino habilidoso (estamos em 1978, era da disco), descola uma namorada gostosona (Mira Sorvino, em grande atuação). O cara não passa de um John Travolta wannabe, mas pelo menos é menos delinquente do que seus amigos do bairro.

O melhor amigo do cabelereiro é Richie, um jovem que resolveu aderir ao movimento punk. Cabelo moicano, muito couro e tachinhas, camisetas com a bandeira do Reino Unido, etc. À noite, faz uns bicos como michê pra conseguir comprar uma guitarra Fender.

Richie (Adrien Brody, em sua melhor atuação, um arraso) é visto pelos vizinhos ítalo-americanos machões como uma aberração, e isso é agravado pelo fato de que ele acaba pegando Ruby (Jennifer Esposito), a maior gata do pedaço. Daí para virar um dos suspeitos de ser o serial killer, é um pulo...

O Verão de Sam é um prodígio de texto, de atuação, de direção e de montagem. Sua primeira meia hora incomoda, ao mostrar o preconceito dos seus protagonistas. A hora seguinte dá um nó no estômago, ao vermos como uma ideia fixa e pessoas em grupo acabam sendo uma mistura que vai acabar em algo muito errado. E a última meia hora arrebata, com o show de barbárie que gente a princípio normal consegue promover.

Amizade que resiste a quase tudo












Richie e Vinny: amizade improvável.


O ponto mais tocante do filme é a amizade entre Vinny e Richie: Vinny tenta entender a conversão de Richie nessa coisa estranha e nova que era um punk por aqueles lados - mas não consegue. Quando instado pelos outros caras a explicar que catzo é aquilo, se se vestir daquele jeito é coisa de homem, se aquilo não é a cara de um serial killer, Vinny não consegue defender o amigo. Tanto que acaba envolvido no inevitável linchamento do rapaz.

Já Richie, por seu lado, entende a cabeça de Vinny. E deixa quieto. O que é muito, mas muito triste.

A imagem que fica do filme é a de Richie tocando Baba O' Rilley, do The Who, no seu quarto, enquanto o mundo fica de cabeça pra baixo do lado de fora. Uma cena absolutamente mágica, coisa de gênio, que você pode checar logo abaixo:



E isso não é trailer, é um PEDAÇO DO FILME!!!

Mais que isso, amigo, não dá pra falar. Pode alugar O Verão de Sam e descobrir um baita filme escondido.

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