Blogie - Cinema na VIP

Lista: os maiores Serial Killers do cinema

terça-feira, 27 de abril de 2010 - 5 Comentários

Western, ficção científica, filmes de ação, comédias românticas... todo gênero já entrou e saiu de moda algumas vezes. No entanto, se há um tipo de filme que sempre esteve por cima foi o suspense. Desde o cinema mudo que inaugurou a série de vampiros e que recebeu os primeiros Hitchcocks, passando por suspenses em preto-e-branco sinistros e chegando nos filmes de terror para hordas de adolescentes a partir dos anos 70.


Este blogueiro foi convidado a comentar os maiores Serial Killers do cinema no programa de TV On Top, da Fashion TV. O programa, que já foi ao ar (estou sempre atrasado), pode ser visto abaixo.



ON TOP PGM 75 from Fina Filmes on Vimeo.


Bom, como pode ser visto, apareci falando uma coisa ou duas sobre metade dos filmes. Esclareço: a lista é dada pelo programa; a mim cabe apenas comentá-la. De qualquer modo, achei a lista muito boa. Destaco dela meus seis preferidos e divido com o leitor meus comentários completos (aí embaixo está, mais ou menos, tudo o que falei para o programa - mas cuja maior parte, claro, não resistiu à edição)...


Patrick Bateman, em Psicopata Americano

















Patrick Bateman (Cristian Bale) é um típico yuppie do fim dos anos 80 - um executivo jovem, consumista e movido a cocaína, restaurantes caros e disputas com seus colegas sobre quem tem o cartão de visitas mais impecável.

A questão que ele enfrenta é a mesma do Tom Cruise em A Firma e do Edward Norton em O Clube da Luta e do Keanu Reeves em Advogado do Diabo - o mundo corporativo, em sua superfície tão atraente e poderoso, é vazio e fútil por dentro, e a frustração de se descobrir muito pior do que é cai forte.

Bateman, no entanto, pira totalmente e assassina o colega que conseguiu uma conta melhor na firma, e mata velhinhas e prostitutas e quem mais cruzar seu caminho. Usa machados, serras elétricas e tudo mais que se consagrou como armas de serial killers no cinema americano...

No final, o filme dá uma embolada, dando a entender que a piração de Bates era apenas interna - que tudo aquilo fora criação da cabeça dele -, mas o que interessa é que Psicopata Americano tornou-se, junto com Clube da Luta, um dos grandes formadores de personalidade da Geração Y... decretou o fim do yuppie.



O Zodíaco, em Zodíaco


É, ao lado do Clube da Luta, um dos dois melhores filmes do David Fincher. É baseado numa história real, que se passou em San Franscisco nos anos 70: trata-se de um serial killer brilhante - autointitulado "Zodíaco", porque mandava mensagens criptografadas pelos jornais anunciando seus assassinatos e brincando com a polícia. O Zodíaco em si pouco aparece e não é lá muito interessante.

Interessante mesmo é a construção psicológica de dois caras que ficam obcecados em descobrir quem é o Zodíaco e prendê-lo - o policial vivido pelo Mark Ruffalo, que é um ótimo ator, e o cartunista de um jornal local, vivido pelo Jake Gyllenhaal. Esse cartunista acaba sendo o personagem mais interessante do filme, porque ele coloca sua vida em função da solução do quebra-cabeça do Zodíaco; perde esposa, emprego e sanidade mental, e passa boa parte do filme "raspando" na solução... e no fim, o cara mais louco do filme é ele mesmo...


Norman Bates, em Psicose















 Alfred Hitchcock, quando filmou Psicose, já era há uns vinte anos considerado o "mestre do suspense", tendo feito no mínimo uma dúzia de filmes memoráveis, inventivos, sinistros - O Homem que Sabia Demais, Janela Indiscreta, Festim Diabólico, Disque M Para Matar...

E, no entanto, Psicose, que é um filme até fraco se comparado às suas obras-primas, foi o filme que mais marcou sua carreira como diretor de suspense. Isso se deve a duas coisas:

- A primeira é a escalação de Anthony Perkins como o vilão, aliás, o psicopata mais famoso da história do cinema: Norman Bates. Perkins, assim como o Norman Bates, tinha uma questão de sexualidade muito mal resolvida, uma aparência suspeita e um ar de que há algo muito errado ali (uma obsessão pela mãe, de quem ele cuidava... a administração de um motel de beira de estrada sinistro...).  

- A Kim Novak, loira, linda, má, merecedora de uma punição - do jeito que o Hitchcock gostava -; ela se hospeda no motel do Norman Bates, abre o chuveiro, está tomando um banho e aí entra aquela sequência antológica, os cortes perfeitos, a música tensa e irritante, a Kim Novak gritando, o sangue escorrendo pelo ralo...

A coisa é tão forte que o Gus Van Sant, um diretor renomado, que fez Gênio Indomável e outros filmes, teve a manha de refilmar Psicose - não é um remake, um filme refeito com outro roteiro ; é uma reprodução fiel, cena a cena, fala a fala, do filme do Hitchcock. E ficou diferente... porque a Anne Heche não era a Kim Novak; o Vincent Vaughn não era o Anthony Perkins e, principalmente, o Gus Van Sant não é o Hitchcock.




Chucky, o Brinquedo Assassino
























Houve um momento, no meio dos anos 80, que a indústria do filme de terror - que sempre teve sua audiência nos adolescentes - passou a mirar no público pré-adolescente. O que aconteceu é que o vídeo-cassete ficou popular e a molecada de doze, treze anos passou a usar o equipamento da família, se deliciando com os filmes de terror nos quais eles eram barrados na porta do cinema.

O resultado é que os filmes de terror sofreram um processo de infantilização... dessa época, tivemos  Cemitério Maldito, filme que tem como vilão um menininho que ressucita após ter sido enterrado pelo pai em um cemitério pra bichos de estimação... e o fedelho sai matando todo mundo...

Outro fenômeno dessa época é o Chucky, um boneco que, através de uma seção de vudu, recebeu a alma de um estrangulador... um menininho ganha o boneco de presente e percebe que há algo errado nele, mas ninguém acredita, claro. E o Chucky sai matando todo mundo, menos seu dono - pelo menos num primeiro momento. E a coisa é tensa mesmo, mas também é divertida.

O resultado foi tão legal que o filme virou série, o Chucky ganhou uma noiva e, hoje, Brinquedo Assassino pode ser considerado um clássico dos slasher movies...


John Doe, em Seven

No meio dos anos 90, o Kevin Spacey foi convertido em um ator de primeiro time graças a dois vilões inesquecíveis e imprevisíveis - um deles é o Kaiser Soze, de Os Suspeitos, e o outro é o psicopata John Doe, de Seven. Em Seven, o psicopata John Doe é um tipo bem parecido com o Zodíaco - e vale lembrar que os dois filmes foram dirigidos pelo mesmo diretor, David Fincher...

Partindo dos sete pecados capitais, ele perpetra assassinatos elaborados e absolutamente asquerosos - a cena do defunto glutão é uma das coisas mais nojentas da história do cinema.

No final, de maneira genial e ao mesmo tempo doentia, ele envolve os dois policiais que estão encarregados de encontrá-lo e prendê-lo - Brad Pitt e Morgan Freeman - no seu plano pra fechar os sete assassinatos temáticos. O último, que é a ira, é de dar um nó no estômago.

O Kevin Spacey pode fazer mil tiozinhos bacanas como o de Beleza Americana, que não vai adiantar - eu vou desconfiar dele pra sempre...


Freddy Krugger e Jason Vorhees, de Freddy vs Jason


















Freddy VS Jason é um filme-tributo aos dois maiores ícones dos filmes de terror para adolescentes que fizeram muito sucesso nos anos 80 - Jason, da série Sexta-Feira 13, e Freddy Krugger, da série A Hora do Pesadelo.

O que eu acho interessante é que o filme se preocupou em retratar os aspectos psicológicos mais marcantes dos dois personagens: Freddy Krugger é um cara vaidoso e com mania de Deus - quer dominar tudo e não aceita concorrência no seu pedaço - que é a Elm Street -; e Jason é uma máquina de matar irracional e incontrolável - uma vez iniciada a matança, ele não para mais.

A partir daí, o filme brinca com esses dois traços e se limita a desfilar toda a mitologia dos dois personagens - suas máscaras, armas e métodos - com uma tecnologia melhor do que a da época em que eles viviam seu auge...

Como resultado, eu prefiro a tosqueira dos anos 80. Fico com Sexta-Feira 13 Parte 2 e Parte 4, e com os seis primeiros filmes d' A Hora do Pesadelo.


E aí? Faltou algum serial killer importante? Lembro que o primeiro colocado da lista, Hannibal Lecter (de O Silêncio dos Inocentes e Hannibal), não aparece aqui nos meus comentários porque nunca gostei tanto assim dos filmes, em que pesem Oscars e Anthony Hopkins e etc e tal. Deixe seus comentários!

PS: post atualizado para mitigar confusões sobre a autoria do filme Os Suspeitos (que é do Bryan Singer). Agradeço aos leitores que levantaram a lebre!


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Lista: melhores continuações do cinema - ou não...

domingo, 11 de abril de 2010 - 2 Comentários

Nesta segunda-feira, 12 de abril, às 21:30, vai ao ar o programa ON TOP, na Fashion TV Brasil (canal 95 da NET). O tema de hoje: as melhores continuações do cinema. Este blogueiro é um dos entrevistados. Seja camarada e prestigie!
Bem, a história é a seguinte: recebi a lista dos dez filmes escolhidos previamente (não participei da eleição, como fica claro ao se perceber a presença de Star Wars Episódio 2 - O Ataque dos Clones (!). Fiz meus comentários - que são absolutamente sinceros - e, provavelmente, aparecerei comentando uns cinco ou seis filmes no programa de meia hora de duração. É bacana, rapidinho e informativo!

Abaixo, uma prévia do que vai rolar e as ideias que, mais ou menos, falei durante a gravação:

De Volta Para o Futuro II:



Havia uma coisa em De Volta Para o Futuro que era impossível de ser reproduzida: aquela sensação de "América pura", a formação da mitologia americana, com lanchonetes e Milk-shake, bailes de formatura, juventude transviada, a invenção do rock'n'roll... era nisso que residia grande parte do fascínio do primeiro filme.


E Robert Zemeckis conseguiu tirar um coelho da cartola para a sequência: ao mandar o Michael J. Fox para o futuro - que era muito mais sem graça do que a cidadezinha em 1955 -, o que se viu foi uma reprodução fiel das personalidades e dos conflitos vividos na geração anterior, e na sua antecessora... o atrativo acabou sendo o medo de envelhecer e de perder o seu ímpeto juvenil, o medo de acabar seguindo o mesmo caminho do seu pai, o medo de errar... e, em volta de tudo isso, o skate do J. Fox não tinha mais rodas, e a DeLorean não precisava mais de plutônio pra funcionar, e sim de lixo reciclado. Foi um filme divertido, mas não melhor do que o primeiro.

Missão Impossível II


Missão impossível é pegar a sequência de um filme dirigido pelo Brian DePalma. Foi a empreitada que o John Woo encarou e que se deu relativamente bem. O Tom Cruise vinha de uma série de seis ou sete filmes com bilheteria superior a 100 milhões de dólares - era um feito único. Ele vinha de Entrevista com o Vampiro, Jerry Maguire, Missão Impossível... e aí veio o segundo filme, explorando muito mais a canastrice latente do Tom Cruise - que é um bom ator nas mãos de diretores mais habilidosos - e, principalmente, as cenas de ação cheias de maneirismos, que são a marca registrada do John Woo.


O resultado faz aquela linha "tem gosto pra tudo", e certamente é capaz de entreter por duas horas, mas tem muito menos força e personalidade do que o filme de DePalma, que é daqueles realmente inesquecíveis.


Rocky II


O primeiro Rocky foi um caso único, um raio que caiu. O Stallone era um pobretão que tinha um roteiro na mão e que conseguiu ser escalado para o protagonista do filme que ele escreveu. O filme saiu, fez um sucesso enorme, ganhou um Oscar de melhor filme e deu uma carreira pro Stallone...


Rocky II, que trata da revanche entre Rocky Balboa e o Apollo Doutrinador, fez um grande sucesso e provavelmente é a sequência mais digna que poderia ser dada ao primeiro filme. Aliás, os outros Rocky - principalmente os constrangedores Rocky 4 e Rocky 5 - provaram isso.


No mais, é a melhor luta de toda a série.
O Exterminador do Futuro 2– O Julgamento Final


James Cameron, que depois seria diretor das duas maiores bilheterias da história (Titanic e Avatar), fez o seu primeiro ensaio de grande lançamento de um filme-evento com a sequência do ótimo O Exterminador do Futuro. Para o lançamento do Exterminador 2, que nos EUA é conhecido apenas como "T2", ele preparou uma mega-campanha, que incluía o lançamento de uma música nova do Guns'n'Roses na trilha (You Could Be Mine) e mil outros truques. Foi uma avalanche de marketing, e o filme fez por merecer.


É ainda melhor do que o primeiro e trouxe cenas de ação mais esmeradas, um monte de frases de efeito que entraram para o imaginário pop ("hasta la vista, baby!") e efeitos visuais que causaram grande impacto na época do lançamento, como o efeito do metal líquido de que era feito o androide do mal... aquilo foi o equivalente pra época do que foi o bullet-time de Matrix ou o 3D de Avatar...


Star Wars Episódio II - O Ataque dos Clones


Se o critério de comparação fosse o filme antecessor, O Ataque dos Clones seria a melhor sequência de todas, menos pelos seus méritos do que pelas deficiências do Episódio 1, que é um abacaxi tremendo.


Graças a isso, o filme foi lançado com um baita estardalhaço, segundo o qual a magia da primeira trilogia estaria de volta. De fato, temos no Christian Haydenssen um aspirante a Darth Vader bem convincente, e temos a Natalie Portman linda, linda, linda, já consciente de que era uma grande estrela. E temos o Mestre Yoda indo pra luta, o que acabou se tornando a grande atração do filme para os fãs...


Mas, fora isso, não dá pra comparar com a verdadeira grande sequência da série: O Império Contra Ataca, o filme que deu continuação ao primeiro Guerra nas Estrelas, e que posteriormente virou "episódio 5".

O Poderoso Chefão Parte II


A discussão sobre qual Chefão é melhor é assunto pra anos de conversa... o fato é que Francis Ford Coppola conseguiu dar uma sequência à altura do primeiro filme, que é simplesmente um dos melhores de todos os tempos. Pra isso, ele se valeu de duas tramas - a principal, que mostra Michael Corleone (Al Pacino) perdendo a mão das coisas no controle da "família" (e lidando com atentados, a traição do irmão, separação); e a segunda, que faz o contraponto romântico do filme, mostra Robert DeNiro vivendo os anos de formação de Don Vito Corleone (que no primeiro filme foi feito pelo Marlon Brando). A mistura das duas tramas - uma sinistra e pesada, e a outra leve, mágica, é que fez o sucesso do Chefão Parte 2, valendo-lhe o Oscar de melhor filme. E Robert DeNiro levou o Oscar de melhor ator coadjuvante.


O feito, histórico, é condizente com a qualidade do filme, que certamente é a melhor sequência da história da cinema.


Bom, falei de outros também, mas estes são os comentários de que mais gostei. Vejam meu desempenho na TV!
 
E depois deixem seu comentário aqui sobre qual sequência DEVERIA ter entrado na lista e não entrou. O meu primeiro lance é Indiana Jones e a Última Cruzada. Kill Bill Vol. 2 seria até covardia, não?
 
PS: o programa será reapresentado nos dias 13 (terça), às 23:30 e 14 (quarta), às 22:30.

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Emenda - melhores de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 - 0 Comentários

Ah, sim, o AFI se esqueceu e eu acabei indo na onda, mas aproveito para declarar desde já que Bastardos Inglórios será provavelmente eleito por este blogueiro como o filme do ano de 2009. E estará, com certeza, no top ten que publicarei até o fim do ano.

Ah-river-dirty!, como diria o Brad Pitt...

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Lista: os melhores filmes de 2009 (segundo o AFI)

O American Film Institute fez sua lista dos melhores filmes de 2009. Uma lista questionável, como todas as outras.

A estrela da lista é Amor sem Escalas, do Jason Reitman, sobre o qual BLOGIE falou na semana passada. O filme, com George Clooney, desponta como favorito ao Oscar.

Uma curiosidade bacana é a presença da comédia absurda Se Beber, Não Case, prova de que o filme realmente "causou" nos EUA, com seu humor incorreto, violento e insano.

A ausência mais sentida por este blogueiro é (500) Dias com Ela, por tudo o que já escrevi a respeito.

Veja a lista do AFI:

- Amor sem Escalas

- A Single Man (inédito no Brasil)

- Coraline e o Mundo Secreto

- Guerra ao Terror

- Precious (inédito no Brasil)

- Se Beber, Não Case

- Sugar (inédito no Brasil)

- The Messenger (inédito no Brasil)

- Um Homem Sério

- Up - Altas Aventuras

BLOGIE vai esperar mais uns 10 dias para soltar sua própria lista. Up! e (500) Dias com Ela já têm lugar garantido, assim como os brasileiros À Deriva e Apenas o Fim. Talvez Se Beber, Não Case e Abraços Partidos (do Almodóvar) entrem na lista. E ainda há algumas coisinhas que preciso ver antes de fechar o caso, como o novo Woody Allen (um ano não se completa sem vermos o novo Woody Allen) e Avatar, do James Cameron...

Este último, aliás, será visto hoje, na cabine de imprensa. Aguarde comentários antes da estreia, que será na sexta-feira!

 

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100 grandes frases em três minutos

sexta-feira, 16 de outubro de 2009 - 6 Comentários

Alguém se deu ao trabalho de juntar 100 das melhores frases do cinema em 200 segundos.

A pegada é pop: tem desde clássicos obrigatórios como Cidadão Kane e Taxi Driver até comédias despretensiosas como Ace Ventura  e Penetras Bons de Bico - mas sempre com frases imediatamente identificáveis. Tem o Adriaaaaan! de Rocky Balboa e o I'll be back do Terminator. Tem Biff praticando um bullying pra cima de Marty McFly em De Volta para o Futuro e tem Han Solo "desejando" que a Força esteja com Luke Skywalker...

Veja o resultado:



Vendo todas juntas, as que mais me chamam a atenção são as aparições do Marlon Brando: o grito desesperado (Steeeeella!) em Uma Rua Chamada Pecado, o desabafo (I could've been a contender...) em Sindicato dos Ladrões e a calma da "oferta que ele não poderá recusar" em O Poderoso Chefão.

Assustadora também é a fala do diretor do presídio em Rebeldia Indomável (aquela frase que foi usada na abertura de Civil War, do Guns'n'Roses).

E o contraponto cômico é ver Mel Gibson urrando por liberdade no seu Coração Valente...

Diga o que achou da lista!

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Naomi Watts: o melhor investimento de Hollywood

quarta-feira, 14 de outubro de 2009 - 3 Comentários

Durante a semana passada, a Forbes deu uma notícia curiosa: dentre todas as estrelas de Hollywood, a que dá mais retorno financeiro para os estúdios não é Angelina Jolie, Nicole Kidman ou Scarlett Johansson, mas sim a australiana - e agora quarentona - Naomi Watts.

























Naomi Watts: quem não investiria nela?

A conta é a seguinte: pegaram a bilheteria total dos filmes em que as moças atuaram e dividiram pelo cachê de cada uma. E Naomi venceu, ao pagar aos empregadores US$ 41 milhões pra cada milhão recebido.

Avaliação do BLOGIE: justo, justíssimo. Naomi é linda, talentosa e séria como atriz. Protagoniza dramalhões (21 gramas), thrillers (Trama Internacional) e blockbusters de ação (King Kong) e de terror (O Chamado). De vez em quando, privilegia filmes de autor, como o cult Cidade dos Sonhos, do David Lynch. No ano que vem, estará no novo filme do Woody Allen.
















Em Cidade dos Sonhos, Naomi embarca na viagem de David Lynch - e deixa pelo menos uma cena na história do cinema...

Quer dizer: Angelina Jolie emagrece, adota pencas de filhos, rouba o marido da Jennifer Aniston, representa a Unicef, causa confusões, se tatua e tudo mais, mas, no fim das contas, ela deveria é estar estudando uns roteiros e escolhendo bons filmes pra fazer. Sua decantada atuação em A Troca, do Clint Eastwood, é a única coisa digna de nota que ela fez desde Garota, Interrompida - e, mesmo assim, não é grande coisa.

Veja a lista das estrelas que dão grana pros estúdios:

1- Naomi Watts (O Chamado, King Kong, 21 Gramas)

2- Jennifer Connelly (Uma Mente Brilhante, Hulk, Diamante de Sangue, Ele Não Está Tão a Fim de Você - aliás, depois de ter sido musa teen, que grande carreira Jennifer tem feito nesta década!)

3- Rachel McAdams (Diário de uma Paixão, Penetras Bons de Bico, Meninas Malvadas - uma surpresa, não? Mas a moça é talentosa e muito bonita, merece um ingresso sério no primeiro escalão de Hollywood...)

4- Natalie Portman (série Star Wars, Closer - Perto Demais  e poucos outros filmes: Natalie escolhe a dedo seus projetos, faz filmes independentes por dinheiro de pinga e evita a superexposição. Seu papel de Rainha Amidala a garante na lista.)

5- Meryll Streep (graças a Mamma Mia! e O Diabo Veste Prada, e sem perder a mão de grande atriz, como mostram Dúvida e tantos outros...)

Depois, vêm Jennifer Aniston, Halle Berry, Cate Blanchett, Anne Hathaway e Hillary Swank.

Nem sinal de Scarlett e Angelina.

Tem gente se atribuindo um preço muito alto para o que entrega.

Quanto a mim, nem preciso mentir. Já escrevi no BLOGIE várias vezes que considero Naomi Watts a atriz que está no "ponto ótimo" (maturidade, talento e beleza). A aposta mais segura que posso fazer é que ela ganhará um Oscar dentro dos próximos três anos (já deveria ter levado o seu por 21 Gramas).

Minhas outras apostas pessoais são Natalie Portman e Scarlett Johansson. Tirando o preço alto e a falta de medo de se expor da loira, ela é sempre uma atração e, hoje, é provavelmente a maior estrela do cinema. Natalie cuida melhor da carreira, é mais seletiva, mas ainda vai fazer bastante barulho. O destino de ambas é serem ícones complementares de uma era, como foram Marylin Monroe e Audrey Hepburn nos anos 50.

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Mais três cenas de abertura matadoras

segunda-feira, 5 de outubro de 2009 - 0 Comentários

Continuando com a série de cenas de abertura espetaculares, hoje BLOGIE traz três clássicos dos anos 80.


Nenhum dos filmes aspirou a Oscar ou a algum lugar especial na história do cinema, mas todos foram dirigidos com grande competência e, mais importante, contam com sequências de abertura que garantem a atenção do espectador.


Comprove!

Garotos Perdidos (1987): quando vampiros adolescentes eram gente realmente estranha...


Nestes dias chatos, Crepúsculo faz sucesso com vampiros adolescentes que evitam fazer aquilo que vampiros e adolescentes mais querem fazer - se alimentar com sangue alheio e transar.


Já nos anos 80, Joel Schumacher fez um filme com vampiros jovens que são verdadeiramente barra-pesada: se divertem matando uns desavisados, andam de moto, pegam a mulherada geral e moram numa caverna sinistra com pôster do Jim Morrison na parede.






A sequência inicial traz a mãe solteira Dianne Wiest, com seus filhos adolescentes, Corey Haim e Jason Patric, chegando a uma cidadezinha de fim de mundo. Os moleques já preveem uma vidinha tediosa, pois o único point local é um parque de diversões.


Mas logo descobrirão que a cidade é cheia de gente estranha. Trilha sonora: People are Strange, do Doors, tocada com classe pelo Echo the Bunnymen, com direito a solo de teclado do grande Ray Manzareck!


Alguém Muito Especial (1987): o triângulo amoroso padrão dos anos 80


Um exercício de estilo bem interessante: na história escrita pelo então maioral do cinema adolescente John Hugues, temos um clipe de 3 minutos em que todos os personagens principais são apresentados, sem que uma fala seja dita.





Temos Mary Stuart Masterson como a roqueira solitária; Eric Stoltz como o pobretão sonhador; e Lea Thompson como a patricinha que passa o rodo. O triângulo está apresentado, e uma geração de meninas idolatram esse filme de roteiro redondinho, um campeão da Sessão da Tarde. (O recente Ele Não Está Tão a Fim de Você presta uma homenagem incrível a Alguém Muito Especial, elegendo-o um tipo de Curtindo a Vida Adoidado das meninas.)

Em tempo: a música, Dr. Mabuse,  é duma banda chamada Propaganda.



Afinado no Amor (1998): Adam Sandler enfia o pé na jaca

Este filme foi feito no meio da década de 90, mas tem o mérito histórico de ter sido o primeiro "filme de época" ambientado nos anos 80.

Adam Sandler é o cantor de casamentos que, como todo cantor de casamentos, inclui no repertório todos os sucessos do momento, pois seu trabalho é animar a festa.

Essa festa começa ao som de gosto abjeto da banda de tecno-pop Dead or Alive: You Spin Me Round (Like a Record).



O que faz dessa cena tão simples uma ótima cena de abertura? Primeiro, a apresentação do personagem: de cara, reconhecemos em Adam Sandler um cara amável, de bom coração, meio sem senso do ridículo (e muitos, como eu, conheceram Sandler através deste filme, o que significa que não entramos esperando "uma comédia do Adam Sandler). Depois, temos a reconstituição de época que ressalta o aspecto absurdo dos anos 80:  penteados, cores, roupas - enfim, toda a cafonice. E há os créditos de abertura rapidinhos, que emulam aqueles efeitos de vídeo de casamento dos primórdios do VHS. Enfim, nota dez!

Hoje, fui numa lista de filmes mais despretensiosos. A próxima vai voltar no cinema mais "sério".

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Lista: as 100 melhores frases do cinema

quarta-feira, 23 de setembro de 2009 - 1 Comentários

Dica do blog Desculpe a Poeira: o American Film Institute (AFI) divulgou a lista das 100 melhores frases de filmes de todos os tempos.

http://www.afi.com/tvevents/100years/quotes.aspx

Em primeiro destaque, o tratamento master de Clark Gable a Vivian Leigh em ...E o Vento Levou:

"Frankly, my dear, i don't give a damn!"






















Gable está na pegada, mas diz que não tá nem aí...

Destaque também obteve O Poderoso Chefão, com suas ofertas irrecusáveis e tantas outras bossas - foram sete frases pescadas da trilogia.

O maior autor de frases da lista é o grande Billy Wilder, com 13 frases espalhadas pelos seus clássicos (Se Meu Apartamento Falasse, Crepúsculo dos Deuses, Sabrina, Quanto Mais Quente Melhor...).

E o patrono deste blog, o ícone macho Humphrey Bogart, é o ator com mais frases imortais: dez ao todo, e a principal delas é o título do primeiro post de BLOGIE: o irresistível e sóbrio brinde com Ingrid Bergman...

"Here's looking at you, kid."

Lembrando a quem passou a acompanhar este espaço recentemente: o apelido de Bogart em Hollywood (mas só junto à alta brodagem e ao mulherio) era "Bogie". Em homenagem a ele, chamei este espaço de BLOGIE. E essa foto ridícula aí do lado é uma montagem feita em cima de uma foto clássica do cara em O Falcão Maltês.

























O Bogie original. Não confundir com imitações baratas.

Qualquer dia falo de Casablanca no Filme VIP da Semana. Tenho o filme como um guia de vida. Tudo o que um homem precisa saber - sobre mulheres, trabalho, amizade, causas nobres, prazeres mundanos, angústias supremas -, está tudo lá. Bogie ensina o caminho.

Em tempo: e ele nunca disse "play it again, Sam"... essa é do Woody Allen, em sua peça Sonhos de um Sedutor, na qual ele recebe conselhos amorosos de Bogart.

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Lista: as melhores sequências do cinema

segunda-feira, 24 de agosto de 2009 - 3 Comentários

No cinema, ao contrário da vida, a segunda vez quase nunca é melhor do que a primeira. A revista Empire garimpou as exceções e preparou uma lista com as melhores sequências de todos os tempos. A campeã foi Aliens, o Resgate.

Razoável. A lista também traz coisas desnecessárias como Toy Story 2 (por que não Shrek 2?) e A Supremacia Bourne, além de uma verdadeira bomba que é Superman 2 (aquele com os três bandidos que o Marlon Brando mandou pro espaço no primeiro filme).

Mas traz filmaços inquestionáveis, como O Poderoso Chefão - Parte II, O Império Contra-Ataca e Batman - O Cavaleiro das Trevas.

E ainda traz duas curiosidades deliciosas: o trash Uma Noite Alucinante, a sensacional continuação de Evil Dead (do Sam Raimi), e a singela continuação da história do jovem casal que se conheceu num trem em Viena, nove anos antes: Antes do Pôr-do-Sol, do Richard Linklater.























Ash e sua mão boba garantem um lugar para Uma Noite Alucinante na lista de melhores sequels...



Enfim, uma ótima lista, com suas obviedades, suas descobertas e sua polêmica...



Confira a lista da Empire:

1- Aliens, o Resgate

2- O Poderoso Chefão - Parte II

3- O Exterminador do Futuro 2


4- Toy Story 2

5- Batman - O Cavaleiro das Trevas

6- O Império Contra-Ataca

7- A Supremacia Bourne

8- Antes do Pôr-do-Sol

9- Superman 2 - a Aventura Continua

10- Uma Noite Alucinante



Agora, a lista de BLOGIE, em contagem regressiva:

10- Batman - O Retorno (com a Michelle Pfeiffer de Mulher-Gato!)

9- O Império Contra-Ataca


8- Batman - O Cavaleiro das Trevas

7- Antes do Pôr-do-Sol

6- Uma Noite Alucinante

5- Indiana Jones e o Templo da Perdição (pela cena do jantar com miolos de macacos!)

4- Indiana Jones e a Última Cruzada (porque é o melhor filme da série)

3- Kill Bill Vol. 2 (se bem que nem pode ser considerado uma sequência... mas é nota dez!)

2- 007 Contra Goldfinger (007 pode entrar na lista? Na minha, deve!)

1- O Poderoso Chefão - Parte II


Fato: qualquer lista que não bote o segundo Chefão, com seu Al Pacino cruel, consumido e indiferente, e seu Robert DeNiro em estado de graça, é simplesmente mal intencionada. Não é só a melhor sequência; concorre a melhor filme de todos os tempos (com o primeiro filme da série, claro).



















DeNiro como Don Vito Corleone: não ponha seu filme em segundo lugar, que ele pode responder com uma proposta que você não poderá recusar...


Mas lista legal mesmo deve ser a das piores sequências. É tanto abacaxi que tem que ser um Top 100...

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Lista: as Melhores Cenas de Nudez de Todos os Tempos

terça-feira, 18 de agosto de 2009 - 5 Comentários

O site Mr. Skin é uma referência em matéria de atrizes peladas. Ele traz como missão localizar, divulgar e analisar cenas em que há nudez feminina. E o faz com humor e muita ironia, fugindo do padrão pornô-seeker que infesta a web.

A última do Mr. Skin é uma lista com as 100 Melhores Cenas de Nudez do cinema.

BLOGIE analisou a lista - que é boa -, e mostra abaixo as suas preferidas. Comente!


94- Mischa Barton em Um Amor para Toda a Vida















O filme é fraquinho, mas Mischa dá show ao chamar a responsa e pegar o rapaz à luz do dia!


64- Naomi Watts e Laura Harring em Cidade dos Sonhos














Muito já se falou sobre as cenas da loira e da morena se pegando na cama e no sofá. Mas até agora ninguém conseguiu explicar o que significa o filme do pirado David Lynch...


50- Jennifer Aniston em Separados pelo Casamento




















Para chamar a atenção do maridão ocupado com esporte na TV e video-game, Jennifer apela para a já clássica brazilian wax, e desfila peladinha para delírio da torcida.


39- Cybill Shepherd em A Última Sessão de Cinema















De tão a fim de provar que é malandrinha e sair logo do zero a zero, a virginal Cybill resolve encarar uma festinha desinibida na piscina de um ricaço.


25- Kim Basinger em 9 e 1/2 Semanas de Amor




















Clássico absoluto do pornô-soft, 9 Semanas e 1/2 continua surpreendendo por duas coisas: 1) pela pretensa aura cool a que aspirava, revelando-se hoje pura breguice; e 2) pela beleza de Kim Basinger, em cenas pra lá de generosas na mesa, no chão da cozinha, na cama, na sacada, no metrô... não é de se admirar que Mickey Rourke tenha se tornado um pervertido.


13- Monica Bellucci em Malena













Monica Bellucci entra para a história como Malena, a mulher mais bonita da Itália em guerra. Dali para a frente, ela seria sinônimo de mulher muito, mas muito gostosa. O moleque da foto pode atestar.


20- Jennifer Connelly em Um Local Muito Quente




















Que Jennifer Connelly foi a ninfeta nº 1 dos anos 80, todos sabem. Ela enfeita Labirinto, Rocketeer e várias outras fantasias juvenis. O que poucos conhecem é Um Lugar Muito Quente, um filmeco vagabundo onde, sem razão aparente, Jennifer e uma amiga passam muito tempo pegando uma cor peladas...


13- Shanon Elizabeth em American Pie




















American Pie não tem nada de mau. O filme é engraçado, traz uns comediantes talentosos (o abobalhado Jim e o escroque Stiffler) e, cereja do bolo, tem Shanon Elizabeth como a intercambista húngara que quer transar de qualquer jeito com Jim. Perfeitamente normal, diria o pai dele.


9- Alyssa Milano em O Abraço do Vampiro






















Alyssa teve seu momento, em meados dos anos 90. Toda santinha, estilo "menina da Capricho", era o sonho de consumo da molecada. Do nada, quis provar que era atriz de verdade se metendo em um filme horrível que tinha vampiro no meio, cujo único objetivo era exibir a bobinha pelada. Hoje, é sucesso nos downloads da vida.


8- Eva Green em Os Sonhadores












O fato de Os Sonhadores, do Bertolucci, ser um bom filme, é até esquecido. Se ele é lembrado, é por ter revelado em grande estilo Eva Green, a mulher que quase fez James Bond virar um babaca. Aqui, ela inebria os sentidos do irmão e de um estudante americano.


6- Kelly Preston em A Primeira Transa de Johnathan













Hoje famosa por ser esposa do John Travolta, Kelly foi musa teen nos anos 80. Esta comédia - com o clássico tema do moleque empenhado em perder a virgindade - era até acima da média. Aliás, como Kelly estava acima da média da mulherada de peito caído que populava os Porky's da vida...


1- Phoebe Cates em Picardias Estudantis
















Digam o que quiserem. Eu concordo com o Mr. Skin: a fantasia definitiva do cinema é Phoebe Cates emergindo da piscina e andando em direção à câmera, uma névoa fina de água caindo em volta dela, as mãos agindo rapidamente ao tirar a parte de cima do biquíni vermelho. A cena dura pouco, mas o suficiente para o irmão mais velho de sua amiga prestar uma homenagem infame.

A lenda garante que as cópias de VHS do filme nos EUA tiveram que ser recolhidas, pois ficavam estragadas com tantas rebobinadas rápidas e repetições em slow-motion...

Confesso que, lá pelos idos de 1990, tive o prazer de estragar minha própria fita gravada em EP. Fico tranquilo em saber que as novas tecnologias estão aí para guardar o nobre legado de Phoebe.

P.S.: para ver a lista completa, vá ao Mr. Skin: http://www.mrskin.com/top100#10-1.

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Lista: a Lua e o Cinema

segunda-feira, 6 de julho de 2009 - 4 Comentários

Há quarenta anos, a Apollo 11 pousava na lua, o Neil Armstrong falou aquela frase famosa, a TV transmitiu o episódio ao vivo e as mesas redondas de 1969 passaram a discutir se a coisa toda não era armação dos ianques.

Na VIP deste mês, em alusão a tão importante efeméride, você encontra uma matéria que traz uma seleção de lunetas, binóculos e telescópios, acompanhada de dicas de um astrônomo da USP sobre como observar os astros. Não que você não possa espiar a vizinha com o aparato.

Aproveitando o gancho, BLOGIE preparou uma lista das melhores citações à Lua no cinema - no sentido físico ou poético, vale tudo. Este tipo de lista é bacana, porque dá pra ser bem eclético.


Poucas e Boas: um maluco e uma lua de papelão


Woody Allen, Sean Penn, jazz do bom: um filme que você não pode perder!

No filmaço de Woody Allen, Sean Penn é Emmet Ray, um genial guitarrista de jazz dos anos 30. Apaixonado pela lua, Ray resolve entrar no palco - bêbado - montado em uma enorme lua minguante de papelão. Dá tudo errado, mas a cena é poesia pura.



Namorada de Aluguel: o velho xaveco da lua funciona

























Até pagar ele pagou, mas a gata só caiu na dele quando ele assumiu a nerdice.

Uma das comédias adolescentes mais populares dos anos 80 (vale uma lista sobre o assunto), calcada na velha história do nerd que se apaixona pela maior gata da escola. A gata, inexplicavelmente, acaba se mostrando afeita ao papo-cabeça do rapaz: ele descreve poeticamente - e em detalhes - o relevo lunar, enquanto ela espia o mar da tranquilidade pela sua luneta.



2001 - Uma Odisseia no Espaço: um passeio pela cratera de Clavius



A trilha é sinistra, e Kubrick não tinha pressa, mas o filme é bom!

No maior clássico da ficção científica, a aventura está só começando quando o Dr. Floyd viaja até a base lunar montada dentro da cratera de Clavius (um buraco com mais de 200 km de diâmetro!) para discutir um tal monolito negro. De lá, ele se manda em missão a bordo de um "ônibus lunar".

Austin Powers - Um Agente "Bond" Cama: a lua vira a Estrela da Morte



Dr. Evil recebe a moçada em sua base lunar - até que um engraçadinho começa a mexer na cena...

Dr. Evil continua tentando dominar o mundo - e roubar o mojo de Austin Powers... no segundo filme da série, o vilão afetado pretende explodir Washington com um canhão laser instalado na lua. Organizado, Dr. Evil divide a lua em duas áreas: a Unidade Alfa e a Unidade Zappa. Psicodelismo puro.



Feitiço da Lua: uma mulher de fases
























Deve-se respeitar uma mulher que vai receber um Oscar fantasiada de pavão preto.

Tem que ter estômago pra engolir um filme com um casal central tão inusitado quanto Cher e Nicolas Cage. Mas a história da mulher dividida entre o noivo e o cunhado, totalmente influenciada pelas fases da lua, é boa e rendeu Oscars para Cher (como melhor atriz) e para o roteirista, John Patrick Shanley (o mesmo autor do recente Dúvida).



Independence Day: nos alienígenas, a gente acredita; difícil é engolir o Bill Pulman como presidente dos EUA


(filme ruim não merece nem fotinho)

A cena inicial mostra uma nave alienígena fazendo um voo rasante pelo solo lunar. Passando bem perto do local onde a Apollo 11 pousara, os monstrengos levantam poeira e apagam as pegadas deixadas por Neil Armstrong e Edwin Aldrin. Mas Bill Pulman, o presidente americano mais bola-murcha da história do cinema, salvaria todo o mundo mais tarde, a bordo de um teco-teco...


Em suma, dá um pouco de trabalho selecionar filmes que tenham na Lua um tema central. Melhor e mais perigoso uso da luneta fez James Stewart em Janela Indiscreta, do Hitchcock. Assunto para outro post.

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Lista: Clint Eastwood, o cineasta VIP

terça-feira, 31 de março de 2009 - 2 Comentários

Um leitor assíduo deste blog decretou: Gran Torino é o filme VIP do ano. É difícil discordar do cara: é mais uma obra-prima de Clint Eastwood, e parece ter sido concebido para coroar uma carreira única no cinema (Clint já anunciou que este será seu último filme como ator).

Clint Eastwood, vamos esclarecer, é um cara que ficou famoso como astro canastrão de faroestes. Estrelou filmes lendários do Sergio Leone (Por um Dólar a Mais, Por um Punhado de Dólares, O Bom, o Mau e o Feio) durante os anos 60. Já na década seguinte, virou herói de ação e ícone com seu personagem Dirty Harry, o policial que resolve a parada com suas próprias mãos. Artisticamente, pode-se dizer que atingiu um feito ao estrelar A Fuga de Alcatraz, em 1979. Isso tudo seria suficiente para incluí-lo no rol das grandes lendas do cinema.

O diabo é que o cara também quis ser diretor. Fez alguns filmes nos anos 70 mas, a partir da década de 80, foi acertando a mão. Em 1992, aos 62 anos de idade, dirigiu e estrelou Os Imperdoáveis, vencedor do Oscar de melhor filme. Era a coroação da carreira de Clint, um ciclo se fechando, a volta ao faroeste em grande estilo, um belo ponto final.

E aí, inesperadamente, o homem começou a enfileirar obra-prima atrás de obra-prima, filmes de todo tipo e gênero, tornando-se um dos grandes diretores vivos americanos - hoje, ele só encontra concorrência em Woody Allen e em Martin Scorsese.

Clint Eastwood completará 80 anos no próximo mês, e BLOGIE aproveita para nomeá-lo o cineasta VIP (de todos os tempos). Para homenageá-lo, listamos os melhores filmes de Clint. Confira!

Honkytonk Man (1982)



Um filme pouco conhecido e muito bom! Veja o trailer!

Começa a aparecer um dos temas centrais da obra de Eastwood: a decadência, o acerto de contas com o passado. Ele faz o protagonista Red Stovall, um homem corroído pelo fracasso e pelo alcoolismo. Está doente, em estágio terminal e resolve ir para Nashville, para tentar gravar um disco como cantor country. Arrasta, para ajudá-lo na missão, seu sobrinho de 14 anos. A visão que temos do filme é a do moleque, que vê em Red um herói injustiçado, e é pelas vias tortas do tio que ele é iniciado na vida - carros, crimes, mulheres, redenção, morte. Um belo e subestimado filme, que não fez muito sucesso, mas que pelo menos serviu como matriz para uma cópia famosa - A Encruzilhada, aquele filme do Ralph Macchio buscando o blues perdido no Mississipi.

Bird (1988)

Novamente, a música. Novamente, um homem talentoso que destruiu sua própria vida com vícios e mulheres. Só que a história, aqui, é verdadeira: Bird é o apelido de Charlie Parker, lenda do jazz retratado pela melhor bio-pic de todas (bota os recentes tributos a Ray charles e Johnny Cash no chinelo). De quebra, Eastwood encontrou em Forrest Whitaker um grande ator (até então, ele se destacava em alguns papéis segundários).


Os Imperdoáveis (1992)


















O Western vira arte nas mãos do seu mais famoso pistoleiro.


Tido como a obra-prima de Eastwood, Os Imperdoáveis chega arrebentando na tela. É grande, bonito, épico, como os grandes faroestes do Sergio Leone (ele aprendeu bem a lição), mas traz uma amargura própria na mistura. Aqui, o herói consumido pela culpa tem uma dimensão humana que não aparecia nos clássicos. Clint é William Monny, um pistoleiro aposentado que, ao constatar que não se adapta à vida civil de fazendeiro, resolve encarar mais um trabalho - comprando a briga de umas prostitutas com o xerife local, vivido por Gene Hackman. Grandes atuações de Eastwood, Hackman e Morgan Freeman (que faz o velho parceiro de Monny), música épica composta pelo próprio Clint e a primeira mostra do que ele poderia oferecer como diretor. O melhor western de todos os tempos.


As Pontes de Madison (1995)

A princípio açucarado demais para o gosto masculino, As Pontes de Madison engana: é um filme devastador sobre a maturidade. E é um belo romance. Clint é o fotógrafo da National Geographic que está fazendo uma matéria sobre as curiosas pontes cobertas de Madison County. Acaba encontrando Francesca (Meryl Streep), uma mãe de família sozinha e frustrada, que lhe ajuda a encontrar as pontes e, de quebra, engata um rápido e marcante affair com o forasteiro.

A ingratidão dos filhos - outro tema que Eastwood retomaria anos depois, em Gran Torino -, o dilema entre seguir as regras (e arrefecer os instintos) ou quebrá-las (e ir pras cabeças), a cumplicidade entre um casal adulto... são muitas coisas importantes que acontecem em As Pontes de Madison, e Clint Eastwood esculpiu uma pequena e despretensiosa joia. Grande atuação de Meryl.


Sobre Meninos e Lobos (2003)














Sean Penn vai até o fim em Sobre Meninos e Lobos.


Aqui, a coisa começa a ficar pesadona. O pessimismo toma conta do velho caubói e outra obra-prima sai da sua cartola: o drama do pai (Sean Penn) que perde a filha e não consegue seguir em frente. A sede de vingança consome tudo que há de humano ou razoável no homem - e em todos à sua volta: seus amigos de infância, vividos por Kevin Beacon (que é o detetive encarregado do caso) e Tim Robbins (que sofrera abusos quando criança), são arrastados pra dentro desse poço sem fundo. Sean Penn arrebenta e ganha seu primeiro Oscar de melhor ator (tirando o doce da boca de Bill Murray, que concorria por Encontros e Desencontros).


Menina de Ouro (2004)

Um filme que pega o desavisado na curva. A primeira metade promete (e entrega) um agradável filme de redenção através do esporte, trazendo Hillary Swank como a pobretona que encontra no boxe uma chance de sair do buraco. Clint é o velho técnico ranzinza que conhece tudo do assunto, mas que, conservador, hesita em treinar uma moça. O relacionamento paterno que acaba se instalando entre eles é comovente. E aí, bem quando a moça está se dando bem - e enquanto o velho encontra nela uma boa razão para viver -, ela apanha feio, vai parar no hospital e o filme começa ir para o ralo, numa espiral de dor e sofrimento tão pesada quanto à de Sobre Meninos e Lobos. Mais um Oscar de melhor filme para o mestre.


A Conquista da Honra / Cartas de Iwo Jima (2006)

Subestimados, a dupla de filmes lançados simultaneamente são um feito impressionante: Clint mostrou os dois lados da moeda ao retratar a invasão americana na ilha de Iwo Jima, durante a 2ª Grande Guerra. A batalha é famosa especialmente pela icônica foto de soldados americanos espetando sua bandeira no alto do morro. A Conquista da Honra mostra o drama desses soldados, tornados heróis por acaso e garotos-propaganda do esforço de guerra. O filme fala mais da hipocrisia da fábrica midiática de mitos do que de guerra, embora as cenas de batalha sejam muito boas. Já Cartas de Iwo Jima traz o outro lado da história: os japoneses que sofrem a invasão na tal ilha. No primeiro filme, eles mal aparecem, tomando um tiro aqui ou já surgindo, misteriosamente mortos, em seus bunkers. Já no segundo, são seus dramas pessoais e a curiosa noção de honra deles que assume o primeiro plano. Vistos juntos, uma poderosa obra humanista de Clint Eastwood.



Gran Torino (2008)

Em cartaz nos cinemas, Gran Torino é um resumo de tudo aquilo em que Clint acredita ou se interessa: traz desde a noção justiceira dos seus faroestes e do célebre Dirty Harry, até a preocupação com o envelhecimento, com a morte, com a ingratidão dos filhos e do mundo (temas comuns aos seus filmes nos últimos vinte anos).














The Old Man and the Bear: isso que é arte.


É um testamento para a América que enriqueceu e que assumiu a cara de Clint Eastwood. A história se passa num subúrbio caidaço de Detroit (a sede da moribunda indústria automobilística americana), um bairro tomado por chineses e latinos. Tudo que é originalmente americano parece estranho e deslocado por lá: a bandeira hasteada na casa do personagem de Clint; o carro Gran Torino estacionado na sua garagem; o seu gramado sempre aparado; suas cervejas solitárias bebericadas na varanda; e o próprio Clint Eastwood, alto demais, velho demais, justo demais (e, ao mesmo tempo, intolerante demais) para o mundo em que se encontra. A partir de um determinado ponto, ele passa a enfrentar seus preconceitos, suas manias e acaba assumindo o papel de super-herói da vizinhança. Como todo personagem de Clint, portanto, carrega um peso muito grande, e sabe que pagará o preço por isso. Porque as contas que ele precisa acertar são com a sua própria consciência.

E, no momento, é o melhor filme em cartaz.

Este, sim, é um belo ponto final para a imagem de Clint Eastwood. Para a imagem, porque, como diretor, ele continua na ativa: seu próximo filme, já em produção, conta a história de Nelson Mandela no período que se seguiu ao fim do Apartheid. Morgan Freeman aparece no papel principal. Isso que é envelhecer com classe!

Por essas e outras, Clint Eastwood é o cara.

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Lista: Musas Teen (Bem) Mais Desinibidas do que Bella, de "Crepúsculo"

terça-feira, 13 de janeiro de 2009 - 4 Comentários

O filme-fenômeno Crepúsculo se vale de uma incômoda tendência dos fenômenos culturais juvenis: a falta de sexo. Harry Potter, High School Musical e os meninos da pequena e gelada Forks, onde a vampirada se instala, todos têm uma coisa em comum: ninguém transa nesses filmes.

Além de pouco natural, é um desperdício: a pequena Kristen Stewart (como Bella, a protagonista de Crepúsculo) não faria feio no papel de Engraçadinha, do Nelson Rodrigues. Mas são as regras do jogo nos dias de hoje...

Isso tudo faz BLOGIE se lembrar da época em que crianças eram criadas vendo loiras seminuas (e com ficha corrida extensa e variada, incluindo pornochanchadas, revistas masculinas, concurso de panteras, namoro com celebridades etc) comandando os programas infantis. Tempos em que os filmes destinados ao público jovem não economizavam naquilo que ocupa boa parte das atenções da moçada: inaugurar o marcador, sair da sêca, comer logo alguém.

Esses filmes traziam musas que variavam em estilo, beleza e talento. Mas que, certamente, eram (bem) mais desinibidas do que a Bella. Aqui estão elas:


A Pioneira: Phoebe Cates, a Linda de Picardias Estudantis



















Tudo começou em 1981, no filme Picardias Estudantis. A comédia adolescente por excelência revelou Sean Penn, Jennnifer Jason Leigh, Forest Whitaker, Nicolas Cage e mais gente. Mas a cena inesquecível é mesmo aquela em que a musa Phoebe Cates (como Linda, a garota mais vagaba do colégio) sai da piscina para entrar no inconsciente coletivo de uma geração. Seu top less ficou tão famoso que, segundo lenda de meados dos anos 80, as locadoras de vídeo tiveram problemas com as cópias em VHS do filme: estavam todas estragadas, de tanto a molecada operar o pause, rewind e slow-motion dos seus aparelhos de vídeo-cassete.


A Globalizada: Shannon Elizabeth, a Nadia de American Pie


















American Pie está para a década de 90 assim como Picardias Estudantis está para a década de 80. Portanto, para quem está na casa dos 25 anos, a estudante de intercâmbio Nadia permanece imbatível. A menina húngara (interpretada pela americana Shannon Elizabeth), por algum motivo, resolve dar um adianto na iniciação sexual do bobalhão Jim (Jason Biggs). Ela fica nua, praticamente monta em cima do rapaz, mas tudo dá errado - e o vídeo do fracasso de Jim vai parar na Internet.


O trio: Jennifer Connely, Liv Tyler e Joanna Going - as irmãs Abbot em Círculo das Paixões














No meio da década de 50, os irmãos pobres Jayce e Doug vivem orbitando em torno das três lindas e ricas filhas do Sr. Abbot. Liv Tyler é a caçula e a única com a cabeça no lugar. Joanna Going nos faz perguntar por que não há mais filmes com ela...

... E Jennifer Connelly, como é de costume, não decepciona a torcida: manda ver com Jayce, enquanto se diverte ao sentir que a transa é espiada por Doug.
























Jennifer Connelly nunca nos decepciona!

Outros momentos especiais da grande Jennifer: Rocketeer, Waking the Dead, Um Lugar Muito Quente e Requiém por um Sonho. E, para quem é mais velho, sua revelação em Labirinto continua dando saudades.


A Experiente: Elisha Cuthbert, a Danielle de Show de Vizinha





















Danielle: ela quer conhecer os amigos do namorado já no primeiro encontro...

A vizinha perfeita: linda, maluquinha e, digamos, bem experiente: Danielle, depois descobre Emile Hirsh, é uma estrela pornô. Mas aí o mané já está apaixonado pela moça. Belo filme, que fez de Elisha Cuthbert ( a filha do Jack Bauer, de 24 Horas) como a maior musa teen desta década.



O Sonho de Consumo: Ammanda Petterson como Cindy Mancini em Namorada de Aluguel



















Cindy no vestiário: quem roubou meu nerd?

Ronald Miller (Patrick Dempsey, atual estrela de Grey's Anatomy e vários filmes de Hollywood) é o maior mané da sua escola. Anda com os nerds e descola uns trocados cortando a grama dos vizinhos (seus próprios colegas!).

Cindy Mancini (Amanda Peterson) é a deusa do pedaço, e jamais daria bola para Ronald.

Certo dia, numa festa, Cindy derruba vinho no casaco de camurça que ela pegara escondido da mãe - e que custa uma fortuna. Ronald sente o cheiro da oportunidade e faz uma proposta que ela não pode recusar: ele banca, com seus trocados de aparador de grama, um casaco novo para a menina - e esta finge ser sua namorada por uns tempos.

E aí, Ronnie vira o maioral no Colégio, anda com os atletas, traça todas as gostosas - e Cindy acaba se revelando uma namorada perfeita, inteligente e interessada nos papos de astronomia do CDF.

Enfim, segundo Namorada de Aluguel, há redenção na Terra para os nerds.

Cindy Mancini, se vendendo por tão pouco - e mantendo sua "essência" -, lidera este time de musas teen que apavorariam não só Bella, como todos os vampiros e resto do elenco de Crepúsculo.

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Dieta cinematográfica para os rubro-negros

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 - 0 Comentários

Sempre nutri uma paixão pelo Flamengo. Começou meio sem querer: eu idolatrava o Zico, o craque da minha infância, e fui me acostumando às paredes do meu quarto decoradas com o Galinho de Quintino e seus companheiros da Gávea misturados ao pôsteres do meu Corinthians. Mais tarde, em 1987, na semi-final da Copa União, me peguei torcendo loucamente pelo Mengão. 3 a 2 em cima do Atlético Mineiro, gols de Zico, Bebeto e Renato Gaúcho. O maior jogo da história, segundo minhas próprias reminiscências.

Passei a conviver com essa estranha paixão. Paulista, corintiano roxo, resolvi assumir depois de um tempo: sou flamenguista também. Tem tudo a ver, é claro, são os dois times do povo, cujas torcidas gostam de atribuir qualidades mágicas a si mesmas e à capacidade de recuperação dos seus times.




















Zico arrebenta na final de 83, contra o Santos: coisa de cinema.


Mas neste ano em que o Timão passeava pela Série B, eu depositava todas minhas fichas no Flamengo. O time começou o campeonato como favorito, tinha ótimos jogadores, vinha de uma campanha inesquecível no ano passado e a torcida vinha fervendo, inventando novas músicas a cada jogo, aquela história toda...

... Até que o Mengão cansou e foi entregando os pontos na reta final: empatou com a Portuguesa no Maracanã, mesmo palco da vergonhosa apresentação em que um 3 a 0 virou um empate com o Goiás... e acabou perdendo não só o título, como mesmo uma vaguinha na Libertadores, com uma derrota para o rebaixável Atlético Paranaense. Um fiasco!

A campanha medrosa do meu segundo time me fez lembrar de vários filmes sobre esporte. São filmes redentores, em que não faltam superação, viradas retumbantes e música épica. Coisas que, comparada a campanhas anteriores do rubro-negro, são mais próximas da realidade do que da ficção, mas que, depois de um final de ano melancólico como este, vêm bem a calhar.

Portanto, segue uma dieta cinematográfica para os irmãos flamenguistas, para respirar fundo, se preparar e sonhar com um 2009 bem melhor! (E ainda serve para a galera vascaína, palmeirense, santista, atleticana, cruzeirense, gremista, colorada - e corintiana, claro!)


Duelo de Titãs: com Denzel Washington, no papel do treinador negro que chega para dar jeito no time de futebol americano colegial de uma cidadezinha. Ele promove a integração racial, angariando ódio dos conservadores e desconfiança de todos. Monta um timaço, que se supera e atropela todo mundo na reta final. E a história é real!!!


Um Domingo Qualquer: com Al Pacino, Jamie Foxx e Dennis Quaid. Pacino é o treinador veterano que se vê obrigado a dar uma chance ao quarter-back novato (e arrogante) vivido por Jamie Foxx. Quaid, o capitão contundido, dá saudades daquele tempo do amor à camisa. Muita violência em estado bruto, muito cinismo ameaçando a essência do esporte - mas no fim este último vence. Dirigido pelo Oliver Stone, tem as melhores cenas de ação esportiva do cinema.


Um Homem Fora de Série: o melhor e mais mitológico filme de baseball. Robert Redford é o fenômeno juvenil que se perde na vida e nunca realiza seu verdadeiro talento. Até que ressurge, já velho demais para o esporte profissional, num timeco de Nova Iorque e se torna o improvável Pelé dos rebatedores. Há quem diga que o filme é brega, mas quem gosta de esporte, vai se amarrar.


Carruagens de Fogo: aquela abertura ao som do Vangelis, a moçada correndo na praia... é um filme corajoso, pois não teve medo do ridículo. A história real da delegação inglesa de Atletismo nas Olimpíadas de Paris (1920) ganhou Oscar de melhor filme e continua emocionando, especialmente nas vitórias pessoais e esportivas do judeu Harold Abrahams (100 metros rasos) e do missionário cristão Eric Liddle (400 metros rasos).


Rocky: Silvester Stalonne era um pé-rapado que vivia num cubículo em Los Angeles. Tinha escrito o roteiro de um filme que, acreditava ele, o tiraria do buraco. Camelou um bocado, rodou todos os estúdios, até que alguém se interessou. Ofereceram uma grana boa pela história do boxeador de meia-tigela que, de repente, se via às voltas com a oportunidade de sua vida. Mas ele preferiu entregar o roteiro de graça - desde que ele, Stalonne, fosse o protagonista. Só Deus sabe por que aceitaram um troço desses, mas o fato é que Rocky é um filme de lavar a alma, cheio de cenas antológicas (Rocky correndo pelas ruas da Filadelphia é ícone, assim como sua preparação sui generis, que inclui copos de ovos crus e sessões de pancadaria na câmara frigorífica de um açougue). E ganhou o Oscar de melhor filme. Atire a primeira pedra quem nunca gritou "Adriaaaaaan!" ao marcar um gol durante a aula de educação física...


Lendas da Vida: dirigido por Robert Redford, traz Matt Damon como o grande golfista que perde seu "swing" após voltar da guerra. Ganha um mentor/treinador/amigo imaginário em Will Smith (atuação inspirada). Belo filme, Charlize Theron está um arraso, dá até vontade de jogar golfe.


Sorte no Amor: com Kevin Costner, em papel claramente inspirado no de Redford em Um Homem Fora de Série. Aqui, Costner é o jogador veterano que chega para tentar uma última chance antes de se aposentar. Tim Robbins é o jovem arremessador que não sabe de nada e que precisa de uma lição. Esta é dada pelo colega veterano e, principalmente, por Susan Sarandon, que vive um momento especial como a tiete oficial do time (ela traça todo mundo). Todos ganham no final.


Esta foi a pequena seleção de BLOGIE para ajudar a nação rubro-negra - e todas as outras - a levantar a moral. Gostou da seleção? Falta algum filme? Mande seu comentário!

Em tempo: aos são-paulinos, reservo aquele ar de enfado. Parabéns e tal, mas faltou um clima de Hollywood no seu merecido sexto título brasileiro... bons tempos das grandes finais!

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