Blogie - Cinema na VIP

Filme VIP da semana: "A Última Festa de Solteiro"

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 - 4 Comentários

Antes de se transformar no modelo de americano honesto (Philadelphia, Forrest Gump, Apollo 13, O Náufrago), de ter passado pela fase de galã de comédias românticas com a Meg Ryan e de ter se exposto ao ridículo como Robert Langdon em Código DaVinci, Tom Hanks foi um grande comediante - diria que foi o cara mais engraçado do seu tempo.


Hanks apareceu em 1984, na comédia romântica inusitada Splash - Uma Sereia em Minha Vida, e se tornou o engraçadinho do momento (algo como o que aconteceria com Jim Carrey uns seis anos depois, e então com Adam Sandler, já no final dos anos 90). Enfileirou meia dúzia de comédias insanas, a mais famosa delas Quero Ser Grande, que lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar (como o menino que faz um pedido para virar logo adulto e acorda no corpo do Tom Hanks)... e que tem pelo menos uma cena imortal: a de Hanks e o velhinho que é dono da loja de brinquedos pulando em cima de um teclado-tapete, tocando o "bife" a dois.

Mas o assunto de hoje é bem mais picante: Hanks protagonizou, no meio de tantas comédias, a sensacional A Última Festa de Solteiro. Um filme responsável por elevar os padrões das expectativas de pelo menos duas gerações sobre as festas de despedidas de solteiros dos seus amigos (mas nunca a própria).


























O filme, dirigido por Ricahrd Benjamin, traz Tom Hanks como o pobretão (ele é motorista de ônibus escolar) que vai se casar com uma moça milionária, e é claro que o pai - devidamente suportado pelo ex-namorado almofadinha, que tem a preferência da casa - tem planos para impedir o casamento.

A moça é interpretada por Tawny Kitaen, uma tremenda gata que causou sensação nos anos 80 por ter estrelado os vídeo-clipes mega-bregas do Whitesnake (Is This Love?, Here I Go Again e Still of the Night) - e por ter se casado com o vocalista da banda, David Coverdale.

























Não confunda: Tawny é a pessoa de verde; Coverdale é a pessoa de preto. Ah, esses anos 80...

Na outra ponta, Hanks tem os amigos mais fiéis, mais imbecis, mais divertidos: é um deles que dá a ideia ("vamos fazer uma despedida de solteiro! Com drogas, com armas, com caminhões de bombeiro e putas!") e todos se dividem nos preparativos: um providencia prostitutas, o outros providencia as drogas, o outro providencia... um travesti.
















Mentes brilhantes planejam a maior despedida de solteiro de todos os tempos.

A festa é o máximo: a música é perfeita (new wave oitentista descartável), as atrações também - dançarinas, vôlei dentro do apartamento, um asno cheirador de pó (literalmente)... e mulheres.


Já a noiva e suas amigas vão à forra e entram num clube das mulheres - e aí surge outra cena que ficou pra história: um garçom serve hot-dogs na bandeja, até que sobra apenas um - o "extra-grande" - e a mãe da noiva tem especial dificuldade em puxar o sanduba...

Só vendo o trailer para ter uma ideia da falta de noção:



Enfim, filmes de festas de solteiro e bom gosto não são coisas que andam juntas. A Última Festa de Solteiro é uma clara influência para o recente e enorme sucesso Se Beber, Não Case. Talvez uma comparação entre os dois filmes revele um envelhecimento do humor de vinte, trinta anos atrás... mas também revela uma abordagem mais brincalhona, menos destrutiva, com a escrotidão juvenil. Parece-me que, hoje, o negócio é ir pra Las Vegas e quebrar tudo. Antes, era realmente se divertir.

Ou então estou teorizando demais sobre o que só se propõe a divertir, e o faz com sucesso.

A Última Festa de Solteiro: um filme para ser visto com a alta brodagem, com pacotes de Doritos circulando e cerveja a rodo.

Marcadores: , , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

Publicidade