Blogie - Cinema na VIP

Na TV: "Os Sonhadores", o filme que revelou Eva Green

domingo, 30 de novembro de 2008 - 0 Comentários


Hoje, domingo, no Telecine Cult, às 22:00: Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci.

O mote do filme interessa: em Paris, no meio do rebuliço de 1968, um rapaz americano se aproxima de um casal de irmãos franceses, a partir de uma paixão e um lugar em comum: o cinema e sua meca daqueles tempos, a Cinemateca.

A ação (ou o mais próximo disso) se passa dentro do apartamento dos irmãos. Ali, corre um jogo de sedução, perversão e manipulação tão inexplicável quanto qualquer outro aspecto da adolescência. A qualidade vem da delicadeza com que Bertolucci trata seus jovens e suas descobertas.

E a maior descoberta do diretor é a deliciosa Eva Green, que mais tarde faria uma Bond Girl inesquecível em Cassino Royale, mas nunca esteve tão bonita, tão desejável, tão sexy, nem tão pelada quanto neste Os Sonhadores.





Eva Green é revelada, em todos os sentidos, em Os Sonhadores.





Então esqueça o Fantástico hoje, quem liga para o Bola Murcha x Bola Cheia? Vá de Eva Green em Os Sonhadores. Que é pra dar uma inspirada na semana.

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Lista: 5 Cortes de Cabelo Involuntariamente Bizarros no Cinema

sábado, 29 de novembro de 2008 - 139 Comentários


Neste final-de-semana, estreou Queime Depois de Ler, novo filme dos irmãos Coen. Há vários motivos pra assistir: 1) o último filme dos irmãos (Onde os fracos não tem vez) ganhou o Oscar de melhor filme; 2) É a volta da dupla à comédia e ao sarcasmo (E aí, meu irmão, cadê você?, Arizona Nunca Mais); 3) o elenco, como é regra nos filmes dos caras, traz gente de peso e talento, como George Clooney, Brad Pitt e Frances McDormand.

Mas o que chama atenção mesmo no novo Queime Depois de Ler são as fotos promocionais que vão pintando. Por exemplo:














E aí o amigo pergunta, que cazzo é esse corte de cabelo do Brad Pitt?

Bom, é lógico que, como estamos em um filme de Joel e Ethan Coen, o ridículo faz parte do conceito, e um galã de cinema tem que fazer piada de si mesmo. É o que topa Pitt, como um funcionário de academia de malhação acéfalo. Quer dizer, a bizarrice é proposital.

Aproveitando o lançamento do filme, BLOGIE lista 5 Cortes de Cabelo Involuntariamente Bizarros no Cinema. Leia, comente, ria - mas, por São Jorge Padroeiro do Timão, não imite esses casos de polícia!


5- Tom Hanks em O Código Da Vinci




















As imagens de O Código DaVinci comprovam: há algo de muito errado com Tom Hanks.

O filme é uma droga, Hanks está perdido, a Sophie de Audrey Tatou é desprovida de sensualidade e não há química entre o casal principal. Mas quem consegue pensar em roteiro, direção, atuação, quando Tom Hanks desfila a cada segundo com aquele corte de cabelo inenarrável? Bons tempos em que um professor de arqueologia, para encarar uma aventura, andava de chapéu e chicote com um empregado pessoal menor de idade.


4- Guy Pearce em Amnésia, empatado com o gêmeo Tom Cruise em Colateral











Eles são loiros, maus e completamente sem noção.

No começo deste século, houve gente que tentou seguir uma regrinha: se quer parecer um ator sério em um filme descolado, é só deixar o cabelo estranhamente oxigenado e espetado. É o que fizeram Tom Cruise, para interpretar um assassino profissional no bom Colateral, e Guy Pearce, para estrelar Amnésia, aquele filme chato que se passa de trás pra frente e que dá dor de cabeça no espectador.


3- John Travolta em Os Embalos de Sábado à Noite


















Alguns falariam, "ah, mas o corte do Travolta em Pulp Fiction é mais bizarro". É verdade, mas em Pulp Fiction tudo é meio bizarro. Então, a coisa é proposital, e aqui tratamos de bizarrices acidentais. Agora, pense num mundo diferente, em que um cara mete um blazer branco, prepara o cabelo do jeito acima e sai pelas noitadas da vida, pronto para virar símbolo sexual e modelo de estilo para toda uma geração... esses foram os anos 70, era do Bizarro e do Tony Manero, personagem de Travolta no filme que fez dele um mega-astro.


2- Tom Cruise em Entrevista com o Vampiro



















Olha ele aí de novo. Cruise, não conte pra ninguém, está pirando, é óbvio. Ele quer, precisa, anseia por ganhar logo um Oscar, e não economiza em fazer papéis estranhos que fujam da sua cara de astro bem pago e pegador. Nessa linha, fez Nascido em 4 de Julho, o já citado Colateral e, no começo dos anos 90, o sucesso Entrevista com o Vampiro. Este último, no entanto, dividia as luzes com o então novato Brad Pitt, e o filme se tornou um ícone para a mulherada do primeiro e segundo colegial... apesar do corte de cabelo nojento e do aspecto geral estranhíssimo do vampiro Lestat de Cruise, prova do carisma do ator e da sua capacidade de fazer a mulherada sublimar suas esquisitices.

Ele tem testado a paciência das suas fãs, com todo o papo de cientologia e tudo mais. Vamos ver onde Cruise vai parar para ganhar um Oscar...



1- Mel Gibson, em todo e qualquer filme de sua vida

















Máquina Mortífera. Coração Valente. Maverick. O Patriota. Pegue qualquer filme, de qualquer gênero. Pode ser filme de época, pode ser sério, pode ser comédia, pode ser de ação. Pode ser bom ou ruim. Não importa: em comum, todos eles trazem Mel Gibson em papel de protagonista bonitão e desejado pelas mulheres, e sempre com um corte de cabelo ridículo. Sua marca registrada, é claro, sempre serão os oitentistas mullets da série Máquina Mortífera, mas é bom se lembrar das costeletas de Maverick, do rabinho de cavalo em O Patriota, do topete em O Preço de um Resgate e, claro, da juba de leão engraçada no premiado Coração Valente.

Estranhamente, o corte de cabelo mais plausível de Gibson é o do Mad Max, seu primeiro - e já plasticamente incômodo - papel de destaque.

Troféu Zohan-Jean Louis David para Mel Gibson.

Veja agora a lista das melhores prostitutas do cinema gringo!

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Na TV: "Os Safados", a melhor comédia dos anos 80

sexta-feira, 28 de novembro de 2008 - 0 Comentários


Hoje, no Telecine Cult, às 22:00: Os Safados, com Steve Martin e Michael Caine.

É simplesmente a melhor comédia dos anos 80 - e os anos 80 foram pródigos em comédias! - e uma das melhores de todos os tempos.

Michael Caine é um trapaceiro requintado que engana ricaças bêbadas nos cassinos da Riviera francesa - e angaria fortunas com seu lero-lero. Steve Martin é o trapaceiro mequetrefe que faz o mesmo, mas para garantir a janta do dia.

Os dois se cruzam, e é óbvio que a aparição de Martin é uma ameaça ao reinado de Caine. Uma aposta é travada, e os dois competem para provar quem é o maior trapaceiro: quem pegar primeiro a "rainha do sabonete" fica na cidade e com a mansão; o outro tem que ir operar em outra cercania.


Veja o trailer de Os Safados! E esteja na frente da TV às 22:00...

Roteiro perfeito, situações engraçadíssimas, Michael Caine inspirado e Steve Martin alucinado: Os Safados é uma comédia ao mesmo tempo elegante, inteligente e hilariante. E com um final surpreendente!

Imperdível!

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Blogie x Akinator: quem manda em matéria de cinema

terça-feira, 25 de novembro de 2008 - 3 Comentários

A nova sensação da web, como o ligado leitor já sabe, é o Akinator, o gênio que adivinha, com poucas perguntas objetivas, qual é a pessoa ou personagem em que o internauta está pensando.

BLOGIE enfrentou o gênio, com a clara intenção de pegá-lo na curva. Mandei um Marlon Brando, e ele matou em onze perguntas. Pensei em Woody Allen, e ele adivinhou com facilidade. Personagens fictícios muito famosos, como Tony Montana, o traficante alucinado de Scarface, não são desafio para ele.

Daí já fui pras cabeças e engrossei pro lado do Akinator. Foram três rounds temáticos.



1. O gênio enfrenta a mitologia dos anos 80:

Pra começar, pensei em Spicoli, o antológico maconheiro vivido pelo Sean Penn em Picardias Estudantis. O Akinator até que não foi mal: chutou o também roubador de cenas Stiffler, da série American Pie. Continuei com as perguntas e ele sugeriu o mito, o homem, o cara: Ferris Bueller, outra lenda dos anos 80. Não chegou no Spicoli, mas passou perto.

Aproveitando o ensejo, pensei no Cameron Fry, o amigo do Ferris Bueller em Curtindo a Vida Adoidado. Em doze perguntas (entre elas, se ele realmente existiu, se foi personagem de filme e se foi famoso nos anos 80), o tal gênio decepcionou e sugeriu... o Oscar (a estatueta mais famosa do mundo). Uma vergonha!



















O Sr. Rooney pode confundir o Cameron com o chefe de polícia, mas o Akinator jamais poderia confundi-lo com uma estátua dourada sem graça...



Resolvi facilitar um pouco, mas continuei no clássico do Ferris Bueller: fui de Mia Sara, a atriz que fazia a namoradinha do Ferris. O Akinator errou novamente, mas voltou a passar perto: sugeriu outro símbolo sexual adolescente dos anos 80: a Jennifer Connelly. Não o culpo: talvez ele tenha guardado essa cena na cabeça.


Presente para os leitores mais pacientes de BLOGIE: cena tirada do pouco conhecido filme Heart of Justice, com a inigualável Jennifer Connelly.


2. O gênio encara os monstros do rock:

Jennifer Connelly, que fez aquele clipe tesão do começo dos anos 90, I Drove All Night, do Roy Orbison. Falando nele: 15 questões e pimba!

O Akinator é bom de roqueiros: testei cada um dos guitarristas que já passaram pelo Guns'n'Roses, e ele matou todos. Stevie Nicks, uma das vocalistas do Fleetwood Mac: mole. Bruce Springsteen, Tom Petty, Morrisey: fácil. Steven Van Zandt, guitarrista do Bruce: matou. Bi Ribeiro, baixista dos Paralamas: errou, mas passou perto, ao sugerir o baterista João Barone.

Daí vou para roqueiros fictícios: que tal Russel Hammond, guitarrista do Stillwater, a banda do filme Quase Famosos? Nada. E Dewey Finn, ou Mr. Schneebly, o personagem do Jack Black em Escola do Rock? Ele precisou de 34 perguntas, mas acabou acertando.

3. O teste final:

Ou seja, o Akinator, no que diz respeito a filmes, não é exatamente um Rubens Ewald Filho comentando quem são os velhinhos que aparecem na homenagem póstuma anual da cerimônia do Oscar... mas até que quebra o galho.

Mas propus um teste final para o suposto gênio: pensei em Jett Rink, o personagem caubói do James Dean em Assim Caminha a Humanidade. É um dos meus personagens preferidos, o cara descobre petróleo, vive bêbado, briga com todo mundo, fica milionário e persegue a Elizabeth Taylor por mais de três horas de filme e trinta anos de história. E o tal do Akinator respondeu... Ennis Del Mar, o caubói gay de Brokeback Mountain.













Separados no nascimento? Só na cabeça doentia do Akinator!




Assim não dá, Akinator!

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Na TV: "Ligeiramente Grávidos", a comédia romântica de macho

quinta-feira, 20 de novembro de 2008 - 0 Comentários

Imperdível!

É neste sábado, no Telecine Premium, às 22:00: a melhor e mais importante comédia dos últimos dez anos: Ligeiramente Grávidos!!!

O filme é aquele que fez do diretor Judd Appatow o novo Midas do riso; é aquele que transformou Seth Rogen no astro de cinema mais improvável desde... desde que inventaram o projetor; e ainda inaugurou um gênero à parte: o stonner commedy (algo como "comédia de maconheiro").

A turma boca-suja de Appatow e Rogen inclui ainda atores secundários fiéis e engraçados, entre eles Paul Rudd, o único bem apessoado (mas não menos avacalhado) da confraria que é chamada em Hollywood de Máfia da Comédia. Veja o próprio diretor apresentando o trailer - engraçadíssimo - do filme:



O filme é um marco porque conseguiu enterrar a velha comédia romântica. Chega de ambientes requintados, cafés, livrarias e papos engraçadinhos em restaurantes caros. Chega de fingir que estamos num filme do Woody Allen. Ligeiramente Grávidos traz um bando de vagabundos maconheiros fazendo hora na vida - e, quando um deles se depara com a necessidade de fazer a barba e tomar uma atitude, a coisa fica muito engraçada.

Então, não perca: Ligeiramente Grávidos, no Telecine Premium. A primeira comédia romântica de macho.

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Estréia: "Vicky Cristina Barcelona", filmaço com Scarlett e Penélope!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 - 3 Comentários



Só o amor incompleto pode ser romântico.

Esta é a máxima de Maria Elena, a personagem de Penélope Cruz no novo filme de Woody Allen, que estréia nesta sexta (14 de novembro) nos cinemas brasileiros.

A frase resume bem o espírito do filme, mas não explica a coisa toda. Para entender o pensamento desesperado de Maria Elena, é necessário mergulhar na gangorra de felicidades e angústias que balança durante as duas mais que agradáveis horas de Vicky Cristina Barcelona.



















Woody Allen dirige seu elenco dos sonhos: Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem.


Em ritmo de diário de viagem, Allen escolheu Barcelona como o cenário quase surreal para esta trip emocional de duas amigas americanas que passam o verão na bela capital catalã. Muita gente acusou Allen de mostrar uma Barcelona de cartão postal, não revelando "o verdadeiro espírito catalão", etc... mas esse é exatamente o ponto de vista escolhido: o que vemos é a Barcelona de turista, da catedral do Gaudí e outros pontos manjados, e ela é exótica e romântica o suficiente para estabelecer um pano de fundo atraente para a busca de cada personagem.

Cristina só sabe o que não quer (logo, tenta um pouco de tudo)

No que diz respeito ao conteúdo, o filme mantém parentesco com outra obra madura de outro grande diretor americano: Closer - Perto Demais, de Mike Nichols. Ambos tratam da incapacidade de seres humanos adultos cultivarem e manterem relacionamentos sadios, estáveis e felizes. A diferença está no olhar: enquanto Nichols deu sabor amargo à sua peça, creditando a tal incapacidade à necessidade patológica de mentir e buscar o que não se tem, Allen prefere ser mais condescendente, sendo até simpático aos defeitos e inconstâncias de seus personagens. Para ele, as pessoas nunca sabem o que querem - só sabem o que não querem.

E este é o lema da Cristina do título - Scarlett Johansson, evoluindo mais um pouco na personificação do alter-ego do diretor (insegura quanto ao próprio talento, verborrágica, gesticulante). É com ela que Allen se identifica, e é nela que ele projeta a culpa por pertencer a uma cultura materialista (leia-se "americana"), o sentimento de impotência perante à exuberância da arte européia e a falta de respostas para as grandes questões da vida.

Aos sábios europeus - no caso, Javier Bardem, divertindo-se num papel canastrão, e sua ex-esposa Maria Helena -, cabem as respostas definitivas e o olhar pretensamente leve sobre a vida e os relacionamentos. Com resultados igualmente inócuos: Bardem, como um artista plástico sedutor, não consegue se livrar do impacto da ex-esposa, mimetizando até seu estilo de pintura. Já a personagem de Cruz, embora talentosa, inteligente e linda, não consegue se assentar com o homem que ama - e que a idolatra. Para ela, sempre falta um ingrediente - e, pelo menos por um tempo, o ingrediente é encontrado na insegura Cristina.

E aí entra aquela tal cena, da qual todos ouvimos falar, em que Scarlett Johansson e Penélope Cruz se beijam. É uma cena bonita, bem feita, "quente" em sua cor vermelha e tudo mais... mas não é tudo aquilo que promete ou que poderia render. Não é isso que deixará Vicky Cristina Barcelona na história.

Vicky sabe o que quer, mas prefere não mexer com essas coisas

Quem realmente rouba o filme é a Vicky do título, Rebecca Hall (de O grande truque). Trata-se de uma atriz carismática e de nuances, em uma performance menos histérica do que a de Penélope Cruz, mas mais talentosa. Vicky, da dupla de turistas americanas, é quem mantém a cabeça no lugar, reprimindo seus impulsos e apostando na estabilidade das convenções sociais e no racional - angariando a mesma infelicidade e sensação de amor incompleto dos outros.

Ela se envolve, como parece inevitável para qualquer mulher que tenha passado a alguns quilômetros de distância do set do filme, com o tal pintor sedutor vivido por Bardem. Opta por manter seu noivado com um jovem executivo americano, retratado como um babaca previsível - mas no fundo, uma boa pessoa.

















Todos falam de Scarlett e Penélope, mas Rebecca Hall entrega a melhor atuação do filme.


No final, todos os personagens - desde os principais até os secundários, como o pai octagenário de Bardem ou os tios abastados de Vicky - podem atestar as duas frases que resumem a impotência e a angústia das enamoradas Cruz e Johansson: ninguém sabe o que quer; só o que não quer. E só o amor incompleto pode ser romântico. Por conseqüência, nunca se atinge a felicidade plena: o que se tem é uma busca constante, esperançosa e angustiante pelo relacionamento perfeito.



E é nessa sensação de entrega e dúvida que se vive a vida. Durante o verão de Vicky e Cristina em Barcelona, é isso que fazemos: vivemos a vida, esperançosos e angustiados, mas plenos e esplendidamente humanos.


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Woody Allen + Scarlett Johansson: o Melhor dos Dois Mundos

quarta-feira, 12 de novembro de 2008 - 0 Comentários



Só o amor incompleto pode ser romântico.

É o que diz a espanhola Maria Elena à americana Cristina, em Vicky Cristina Barcelona, o novo filme de Woody Allen, que estréia no dia 14 de novembro por estes lados.

Sem entrar no mérito do filme (que BLOGIE já assistiu, gostou e vai discutir ainda nesta semana), é chegado o momento de celebrar o amor platônico, mas comovente, de Allen pela sua atual musa: Scarlett Johansson, a tal Cristina do filme.
















A verdade é uma só: Woody Allen faz bem a Johansson, afinal a lenda que vai se criando sobre ela ser a musa do autor sempre ajuda, mas a moça faz muito um bem maior ainda ao diretor.

Ele vinha de uma série de filmes meio assim, assim, até que cismou em colocar a loira como a americana que faz todo mundo perder a cabeça em Match Point, seu primeiro filme rodado fora dos EUA. O filmaço, que entrou imediatamente para a antologia de Allen, ganhou indicação ao Oscar de melhor roteiro e se tornou seu maior sucesso comercial. A partir daí, Scarlett tem estrelado a "fase européia" do diretor, que inclui Scoop - o Grande Furo, na qual ela revela um inédito talento para a comédia e, agora, Vicky Cristina Barcelona, ambientado na cidade catalã.

A boa fase recolocou a moral de Woody em alta, fazendo-nos lembrar das suas duas grandes fases, nas quais ele sempre esteve amparado por musas bem definidas: a primeira, entre 1975 e 1982, trazia Diane Keaton como o alvo amoroso que intimida os personagens de Allen. As mulheres de Keaton são sempre inteligentes, inalcançáveis e maluquinhas da silva. Dessa safra, vieram Manhattan, A Última Noite de Boris Grushenko, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e Sonhos de um Sedutor (neste, Allen não dirige, embora tenha escrito o roteiro). Durante parte desse período, Woody e Diane formaram, de fato, um casal.

Já a segunda grande fase veio logo depois: do começo dos anos 80 ao início da década de 90, Mia Farrow foi esposa e protagonista de quase todos os filmes do baixinho. E que filmes! A Rosa Púrpura do Cairo, Hannah e suas Irmãs, A Era do Rádio, Crimes e Pecados, Maridos e Esposas... E ainda os "filmes suecos" Setembro, Neblina e Sombras... Mia Farrow ganhou papéis inesquecíveis, nos quais ela é insegura, talentosa e pura em doses equilibradas.

Mas nada se compara, em temperatura, aos momentos que o diretor dá a Scarlett Johansson, com quem, ao que apontam as notícias, não rola nada além dos laços profissionais. Sem chegar às vias de fato, velhinho que está, Woody canaliza toda seu apreço pela atriz no ato de fotografá-la:
















Penélope Cruz e Javier Bardem ajudam a compor o cenário que emoldura Johansson em cena de Vicky Cristina Barcelona.


Não que Allen seja um velho babão: ele não entrega o filme à tara de exibir a moça, como tanta gente tem feito - a bem da verdade, ele dá igual destaque e carinho a Penélope Cruz, que "rouba" boa parte das cenas, e a Rebecca Hall, que é, no fim das contas, a atriz principal do filme (cargo que ela ocupa com enorme demonstração de talento). Mas é notável como ele se embevece da loirinha, usando-a como um adereço muito atraente e apetitoso. É pelos olhos dela, curiosos e ingênuos, que ele prefere descobrir o mundo:



















Em suma: Woody Allen, assim como outros gênios do cinema (Hitchcock, Truffaut, Wilder), ama as mulheres e emprega parte expressiva de sua arte a serviço de fotografá-las, mas, assim como os colegas citados, atinge os melhores resultados quando o amor é platônico.


Talvez por isso seus personagens constatem: só o amor incompleto pode ser romântico.

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Crítica: "007 - Quantum of Solace"

terça-feira, 11 de novembro de 2008 - 3 Comentários

É muito chato, mas muito chato, ler todas as críticas que foram feitas ao novo filme da série 007, Quantum of Solace. Segundo elas, James Bond é agora um clone mal acabado de Jason Bourne, além de não ter mais a classe dos tempos de Sean Connery, e de ter ficado loiro demais, baixo demais, sarado demais. Na melhor das hipóteses, falam dessas novidades como algo positivo.

O que ninguém fala é: Quantum of Solace é um tesão de filme, proporciona duas horas muito agradáveis no cinema, nas quais visitamos seis países diferentes, encaramos no mínimo três seqüências de ação antológicas e somamos mais alguns momentos especiais à mitologia do agente secreto britânico.

O filme é iniciado, como sempre, com uma seqüência de ação meio independente do filme. Desta vez, no belo litoral da Toscana, na Itália. Daí vem a abertura, sempre musicada por alguma estrela de primeiro time (desta vez, Jackie White e Alicia Keys, que infelizmente não se entrosam muito bem). E voltamos ao filme, no meio da festa do Palio, em Siena. Coisa compatível com os grandes filmes da série.

















Enquanto o povo se diverte no Palio de Siena, Bond conhece um pedaço da Toscana um pouco mais escondido...

Daí, a trama de organizações poderosas que querem dominar o mundo ou seus recursos naturais se descortinam aos poucos, enquanto passeamos pela miséria do Haiti, por montagens de ópera grandiosas em Viena, pela miséria boliviana e por passagens rápidas em Londres e na Rússia.

Bond dirige carrões, tem suas bebidas preparadas com cuidado, recusa hospedagens vagabundas e traça as melhores mulheres que pintam em seu caminho. E, claro, dá porrada em muita gente.

Ou seja, para quem gosta dos filmes antigos (Dr. No, Goldfinger); para quem tem saudades dos passeios de Roger Moore por cartões postais do mundo, como a Torre Eiffel ou o Pão-de-Acúcar; pra quem curtia a classe high-tech de Pierce Brosnam; e pra quem gosta de filmes bacanas... pra toda essa gente, e espero que essa gente inclua o amigo leitor, Quantum of Solace é um bom programa.

Esqueça o papo cabeça que ficam criando em torno de 007 e aproveite! Bond ainda é uma celebração da inteligência e da boa vida, revestida de virilidade e circundada por mulheres, máquinas e locações maravilhosas.

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Lista: coisas que fazem a vida valer a pena, segundo Woody Allen

segunda-feira, 10 de novembro de 2008 - 0 Comentários


O novo filme de Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, é uma verdadeira coletânea de coisas que montam a vida como deveria ser: jantares com vinho, passeios por Barcelona, um final-de-semana despretensioso em Oviedo, pouco ou nenhum trabalho, carros conversíveis - e, claro, Scartlett Johansson, Penélope Cruz e Rebecca Hall, de preferência juntas.


















A vida é mansa para os personagens de Vicky Cristina Barcelona. Ou não...

Allen sabe das coisas, e não é de hoje: em Manhattan (o preferido de BLOGIE), o próprio diretor, no seu usual papel de intelectual mal resolvido, se põe a listar "as coisas que fazem a vida valer a pena". De um modo geral, ele lista as obras-de-arte que ocupam o universo das pessoas urbanas, dando uma aliviada no sofrimento causado pelas neuroses... mas termina com a constatação de que há algo na lista que está (ainda) ao seu alcance.

Acompanhe a lista de Woody Allen e monte a sua!

1- Grouxo Marx (ídolo de Allen, homenageado em outros filmes, como no final de Hannah e Suas Irmãs e numa festa de réveillon em que todos devem usar o bigode de Grouxo em Todos Dizem Eu Te Amo);

2- Louis Armstrong, na gravação de Potato Head Blues (que você também ouve no início de Harry & Sally, da Nora Ephron);


3- O segundo movimento da Sinfonia de Júpiter, de Mozart.


4- Filmes suecos - mas Allen não se refere ao gênero que celebrizou a arte sueca mais instintiva... ele se refere ao outro ídolo, Ingmar Bergman, de O Sétimo Selo e outras coisas tristes e reflexivas.



5- A Educação Sentimental, de Flaubert. O que tem muito a ver com Manhattan.

6- Marlon Brando. Jack Nicholson, que foi vizinho de Brando em Hollywood, certa vez disse que Brando não fazia sombra. Esse é o tamanho da lenda do cara.

7- A voz de Frank Sinatra.

8- "Aquelas incríveis maçãs e pêras do Cézanne", referindo-se à famosa série de natureza morta do pintor Paul Cézanne... a série está no Metropolitam Museum, em NYC.






















9- Siri no Sam Wo's. BLOGIE não trabalha com caranguejos e siris. Mas acredita no mestre.

10- O rosto de Tracy... Tracy, no caso, é a sua namoradinha adolescente no filme, vivida por Mariel Hemingway (neta do escritor Ernest Hemingway).



















Amor juvenil depois de velho: Woody sopra uma gaita enquanto Tracy (Mariel Hemingway) toma um milk-shake.



E você? Qual a sua lista de coisas que fazem a vida valer a pena?


Na minha, o item "estréia de um filme novo do Woody Allen por ano" ocupa lugar de destaque.

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Especial 007: Gemma Arterton, a bond girl descartável

sábado, 8 de novembro de 2008 - 2 Comentários


MAIS UM BOM MOTIVO PARA VER QUANTUM OF SOLACE

Por Thales de Menezes



Bondmaníaco que se preza sabe utilizar as classificações Bond Girl e bond girl.

Explicando: o agente sempre pega algumas garotas a cada filme, mas uma delas é a principal, a "mocinha", aquela que se envolve mais com ele na trama. No novo filme, Olga Kurylenko é essa Bond Girl, com maiúsculas. Aqui, no site da VIP, você encontra várias fotos da atriz ucraniana.

Mas existem as outras, que ele pega pelo caminho... São as bond girls, igualmente gostosas mas, digamos, do segundo time. Em Quantum of Solace a bond girl da vez é a inglesinha Gemma Arterton, no papel da agente Fields. Olha ela aí, ao lado de Daniel Craig:



















Não achou nada de mais? Achou muito formal? Calma, amigo. Nunca diga nunca. Bond jamais descarta uma olhada mais atenta.


















Melhor, não? Mais à frente, ela protagoniza ainda uma cena que, ao mesmo tempo, presta homenagem e passa a integrar a mitologia 007.
E ela ainda está em cartaz também em Rock'n'rolla, o novo filme de Guy Ritchie, numa semana de destaques britânicos no cinema.

Pois é ela, Gemma Arterton, a bond girl descartável, a musa desta semana.


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Dose tripla de Adam Sandler na TV

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 - 0 Comentários



Nada pra fazer na noite de sexta? Mesmo com filme novo do 007 no cinema?

Além de Sustagen de manhã e uma dose de tequila à noite, receito ao amigo conformado a trinca de filmes do Adam Sandler que serão exibidos na noite de hoje na TV...

Primeiro vem Afinado no Amor (19:00, no A&E), um filme que pode se gabar de ser o primeiro "filme de época" ambientado nos anos 80. A coisa é hilária, trazendo Sandler como o cantor de casamentos que arrebenta nas festas com sucessos contemporâneos - You Spin Me Round, do grupo ultra-gay Dead or Alive, dá o toque bizarro logo na cena de abertura. Em seguida, vêm Drew Barrymore (ela própria, uma citação dos anos 80), muito som antigo do bom (The Cure, Smiths) e piadas interessantes sobre o longínquo mundo da MTV e dos blazers com ombreira, vistos à luz de hoje: por exemplo, em certa cena, Sandler - puto da vida - manda a ex-namorada tirar a camiseta do Van Halen, "senão vai dar azar e a banda se separa" (a coisa se passa em 1984, o Van Halen no auge, com Jump e tudo). Em outro momento, Billy Idol aparece no papel de Billy Idol. E muito mais. Almanaque dos Anos 80, versão cinema.


















Adam Sandler inaugura as baladas trash 80's, Ploc e afins. Em Afinado no Amor, de 1998.


Mais tarde, você terá que optar: ou pega Tratamento de Choque (22:00, Sony), ou o onipresente Click (deve ser o filme mais exibido dos últimos seis meses nos canais HBO; hoje, às 22:00, no HBO Family e*).

O primeiro é a tradicional comédia de Adam Sandler, o cara normal que é tido como estranho pelas convenções cínicas, politicamente corretas e pentelhas da sociedade. Com o tempero extra de trazer Jack Nicholson como Dr. Rydell, o psiquiatra especialista em "gerenciamento de raiva". Ele submete o personagem de Sandler a um tratamento que mais o prepara para uma temporada no manicômio que o demo deve comandar no inferno. De qualquer modo, não é dos melhores filmes de Sandler.


















Mas a cena de Sandler dando um pau num monge budista é antológica...


Já o segundo, Click, tornou-se um mega-sucesso, ao mesclar a comédia com um drama familiar que acertou em cheio no público. O filme é bom, com roteiro esquisito e interessante, Sandler oferece uma performance sensacional (tipo o Jim Carrey em Show de Truman, saca?), e contamos com o sempre bom Christopher Walken e... claro, Kate Beckinsale, sempre linda, sempre uma boa razão para ver um filme. Se estiver acompanhado da patroa, não hesite, vá de Click. Vai rolar aquela choradeira no final, mas o filme é bom!

















Quem deveria se preocupar com o controle remoto, quando se tem Kate Beckinsale em casa?


Adam Sandler é o cara. Quem viu o seu filme mais recente, Zohan, sabe disso e não argumentaria nada em contrário. Cabe um post mais desenvolvido sobre o talento do astro-gente-fina, e BLOGIE tratará disso. Aguarde.

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O Melhor de Woody Allen (enquanto Scarlett e Penélope não vêm)

terça-feira, 4 de novembro de 2008 - 3 Comentários


Filme do Woody Allen é igual ação blue chip da Bolsa: você pode até se dar mal em algum deslize aqui ou ali mas, no longo prazo, é certeza que sai ganhando. E com a vantagem de que, pra ele, não tem crise. Entrando ou não entrando grana, ele entrega 1 filme por ano, acertando muito mais do que errando, e enfrentando as mesmas questões de sempre: a incapacidade de lidar com relacionamentos, a busca por um sentido na vida, a inspiração artística...

Tudo isso aparece no novo Vicky Cristina Barcelona, que estréia no Brasil no próximo dia 14 de novembro. BLOGIE entra em contagem regressiva para a estréia e prepara uma retrospectiva com o melhor da obra do baixinho paranóico - e genial.


A Melhor Abertura: Manhattan (1979)

Capítulo 1. Ele adorava Nova Iorque. Ela a romantizava além da conta. Para ele, a cidade ainda existia em preto-e-branco e pulsava ao som das grandes canções de George Gershwin.

Assim, com narração em off, amparada pela Rapsody in Blue de George Gershwin e em incrível fotografia em preto-e-branco, começa Manhattan, um dos melhores filmes de Woody Allen. Só a seqüência de abertura, em que o personagem de Allen escreve e reescreve a abertura de um livro, vale pelo filme todo. É praticamente um filme independente do que vem depois, atingindo seu ápice com os fogos de artifício de 4 de Julho estourando em meio aos arranha-céus, em incrível sincronia com o clímax da música.



E o resto do filme confirma: obra-prima.

O Mais Inovador: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

Está para Woody Allen assim como Construção está para Chico Buarque, ou como Memórias Póstumas está para Machado de Assis: é o filme que definiu o assunto, o tom e a forma da obra do cineasta. Antes de Annie Hall (o nome original), ele era basicamente um comediante engraçado, com a moral, digamos, de um Adam Sandler. A partir daí, ele seria tratado como um dos grandes diretores da história.

Os motivos são vários, mas o que ainda chama a atenção são as várias bossas de que Allen lança mão para narrar a história de intelectuais e artistas consumidos pela neurose urbana: são animações; flash backs fantásticos; imagens de gente conversando enquanto as legendas mostram seus pensamentos; Diane Keaton saindo de seu próprio corpo (e se observando)enquanto faz sexo burocrático... são muitas inovações, que deram status de gênio ao diretor e valeram ao filme quatro Oscars, incluindo o de melhor filme.


















Allen com sua primeira musa, Diane Keaton: o casal do ano em 77.


O Melhor dos despretensiosos: Todos Dizem Eu Te Amo (1996)

No meio dos anos 90, Allen desfrutava daquela posição que todo cineasta inveja: todos os atores de primeiro escalão de Hollywood queriam fazer seus filmes, por qualquer ou nenhum trocado. Em 96, o diretor embarcou em um musical, gênero pra lá de envelhecido. Fez um filme leve, engraçado e cativante, com um elenco que incluía Edward Norton, Julia Roberts, Drew Barrymore, Alan Alda, Goldie Hawn, Natalie Portman, Tim Roth - e o próprio Woody, em seu papel usual. Na boca dessa turma, clássicos da música americana, interpretados com auto-ironia e talento. Seqüências em Nova Iorque, Veneza e Paris dão o toque de elegância ao conjunto. Ótima pedida para assistir com a namorada/esposa que diz odiar Woody Allen.

















Você é o maior cineasta vivo, está filmando em Veneza e não precisa provar nada pra ninguém. Nessas condições, até você pegaria a Julia Roberts.


O Melhor Woody Allen Postiço: John Cusack em Tiros na Broadway (1994)

De vez em quando, Allen se cansa de fazer o seu personagem de sempre e opta por apenas escrever e dirigir. Mas isso não significa que ele abra mão de ter um protagonista neurótico, gaguejando e gesticulando nervoso enquanto empaca nas questões amorosas. E é uma diversão quando ele emprega gente talentosa para emular o seu personagem original. Vários atores encararam com prazer esse desafio, desde o trapalhão Jason Biggs, de American Pie, até o shakespeareano Keneeth Branagh. Até a atual musa, Scarlet Johansson, deu uma de Woody em Scoop, de óculos redondos e tudo.

Mas o melhor Woody Allen postiço foi John Cusack, o escolhido para protagonizar o subestimado e genial Tiros na Broadway. Cusack é o escrito de teatro em crise criativa, que se mete em enrascadas com gângsteres. Emulou as hesitações e os gestos do chefe com tanto gosto que, hoje, tem gente que nem se lembra que era Cusack o ator principal do filme.

















Cusack tenta convencer a diva Helen Synclair (Dianne Wiest) a fazer parte de sua peça. Problema que Allen definitivamente não enfrenta há uns 40 anos.


O Melhor Final: A Rosa Púrpura do Cairo (1985)

Estamos no meio da Grande Depressão, e a personagem Cecilia (Mia Farrow) já passou por poucas e boas ao longo de um filme genial, em que a miséria da vida é suavizada pelo cinema, de maneira tão, mas tão intensa, que um herói de ação chega a saltar pra fora da tela e participar da vida da moça. Após a grande e inevitável decepção, Cecilia refugia-se, como sempre, numa sala de cinema. Um novo filme entrava em cartaz. O filme era Top Hat, com Fred Astaire e Ginger Rogers. E, aos poucos, enquanto Astaire canta Cheek to Cheek no ouvido de Ginger, Cecilia vai mudando gradualmente sua feição do choro desencantado para o mais puro fascínio. Um close-up gigante no rosto de Farrow mostra a grande atriz que ela é e dá o melhor dos finais de filme da carreira de Woody Allen.
















Mia Farrow protagoniza a mais singela e mais bonita homenagem de Allen ao cinema.


Gostou da lista? Faltou algo? Até o dia 14 de novembro, BLOGIE publicará mais listas e mais destaques sobre a carreira de Woody Allen - e sobre Vicky Cristina Barcelona, seu novo filme. Nos vemos por aqui!

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Especial 007 - Identidades Alternativas

sábado, 1 de novembro de 2008 - 0 Comentários



BOND? JAMES BOND? NÃO SOU EU!
Por Thales de Menezes



007 não é muito de se esconder atrás de disfarces. Tanto que a gente assiste a cada filme esperando a indefectível cena em que ele se identifica, com o vozeirão: “Bond. James Bond.” Mas um agente secreto precisa de um disfarce de vez em quando. Confira os nomes falsos adotados pelo agente.

- David Somerset, passageiro de um trem em Moscou Contra 007

- Mr. Fisher, industrial em Com 007 Só Se Vive Duas Vezes

- Sir Hilary Bray, funcionário do governo em 007 a Serviço Secreto de sua Majestade

- Peter Franks, contrabandista de diamantes, Mr. Jones, hóspede de um hotel, Klaus Hergescheimer e Burt Saxby, empregados do vilão em 007 – Os Diamantes São Eternos

- Francisco Scaramanga, assassino profissional em 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro

- Robert Sterling, biólogo da Marinha em 007 – O Espião que me Amava

- James St. John Smythe, dono de cavalos de corrida em 007 na Mira dos Assassinos

- Dr. Mikhail Arkov, cientista nuclear russo em 007 – O Mundo Não É o Bastante

- Van Bierk, contrabandista de diamantes (de novo!) em 007 – Um Novo Dia para Morrer

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