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Por um 11 de setembro feliz em Nova York

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 - 0 Comentários

Nada de baixo-astral neste 11 de setembro. Nova York deve ser lembrada e celebrada pelo que ela tem de melhor.


Para mim, assim como para o cara que escreveu, narrou e dirigiu a cena abaixo, não importa a estação: Nova York ainda existe em preto-e-branco e pulsa ao som de George Gerwshwin.



O filme é Manhattan, obra-prima do Woody Allen. Para mim, melhor cena de abertura de todos os tempos. E maior homenagem a uma cidade já feita por um cineasta.

Aí vai a tradução do texto:


"Capítulo Um. Ele adorava Nova York. Ele a idealizava muito além da conta - ãh, não, vai assim: ele... ele romantizava-a muito além da conta - YES. - Para ele, não importa qual a estação, esta ainda era uma cidade que existia em preto-e-branco e que pulsava ao som das grandes canções de George Gershwin. - Ãh, não, perdi alguma coisa...

"Capítulo 1. Ele era romântico demais sobre Manhattan, como ele era sobre todo o resto. Ele se deliciava em andar no meio da multidão e do trânsito. Para ele, Nova York significava mulheres bonitas e caras espertos que sabem de tudo - não, não, brega, muito brega para alguém com meu estilo. Será que dá... dá pra tentar algo mais profundo?


"Capítulo um. Ele adorava Nova York. Para ele, a cidade era uma metáfora da decadência da cultura contemporânea. A mesma falta de integridade individual que levava tanta gente a buscar o caminho mais fácil estava rapidamente transformando a cidade dos seus sonhos em... - não, ficou meio sermão. Quer dizer, você sabe, vamos encarar, eu quero vender alguns livros.

"Capítulo um. Ele adorava Nova York, embora para ele a cidade fosse uma metáfora da decadência da cultura contemporânea. Como era difícil viver numa sociedade descaracterizada por drogas, música alta, televisão, crime, lixo... - muito raivoso. Não quero ser raivoso...


"Capítulo Um. Ele era forte e romântico como a cidade que ele amava. Por trás de seus óculos de aro preto, se escondia o apetite sexual de um gato selvagem - gostei disso. - Nova York era sua cidade, e sempre seria..."
E aí somos arrebatados pela incrível Rapshodie in Blue, de George Gershwin, e pela fotografia maravilhosa de Gordon Willis.












O rapaz aí é que sabe das coisas.

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