Crítica: "Rede de Mentiras", de Ridley Scott
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 - 3 Comentários
Semana fraca de estréias no cinema? Salas cheias de cópias dubladas de Madagascar 2? Calma, amigo, não desista. Talvez valha a pena dar uma chance ao velho Ridley Scott.
Faz tempo que o diretor de Blade Runner só leva pau da crítica. Seu filme vencedor do Oscar, Gladiador, nunca foi levado a sério. Outros filmes, como Falcão Negro em Perigo, viraram piada. Sua última obra, Rede de Mentiras, está nos cinemas brasileiros há quase um mês, sem causar grande comoção - e isso, apesar de ter Leonardo DiCaprio e Russel Crowe como protagonistas! Falaram que o filme é confuso, fraco, todas essas coisas... mas este blogueiro resolveu ignorar as críticas e foi presenteado com duas horas de ótimo cinema.
Rede de Mentiras é cinema à moda antiga: roteiro baseado em trama, bons personagens, antagonismo, tensão, torcida pelo herói... e aquela sensação positiva de que você foi enganado no final. E a vontade de voltar ao cinema para ser enganado novamente.
A trama: DiCaprio (sempre com atuações cheias de personalidade e energia) é o agente da CIA que encara um corpo-a-corpo no Oriente Médio. Seu chefe (Crowe) é um burocrata que vive em Washington, dando ordens e pitacos - às vezes, desastrados e desastrosos - em meios às suas atividades comezinhas (levar a filha na escola, tomar um drink à beira da piscina...). Os dois lideram uma missão do tipo "salvar o mundo": encontrar o terrorista responsável por atentados de grande porte pela Europa (um Bin Laden da vida).
Veja o trailer de Rede de Mentiras, com Leonardo DiCaprio e Russel Crowe.
Noves fora, não me interessa muito (e não deve interessar ao leitor também) se a visão de Ridley Scott sobre a atuação americana no Oriente Médio é ácida ou amarga ou politicamente inclinada pra este lado ou aquele. O que interessa é que a história é atual, é urgente, está bem escrita e te deixa colado na poltrona. A edição é competente, como se espera de um diretor tão experiente e comprovadamente competente.
E a última meia hora do filme é, no mínimo, angustiante.
Além disso tudo, pelo menos um pensamento sério sai do filme, que é mais ou menos sua assinatura: os americanos não podem ganhar esse conflito apoiados na tecnologia, porque seus oponentes ignoram o mundo da tecnologia. Logo, são impossíveis de serem rastreados.
Belo filme, não decepciona. Rede de Mentiras, ótima opção entre os filmes em cartaz!
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3 Comentários:
massa, vou ver!
17 de dezembro de 2008 às 13:12
Oi, Garrido,
não sei como vim parar aqui, mas adorei. Não sabia que você tinha um blog aqui. Te reconheci - apesar desse visual de mafioso aí.
Boa sorte.
Beijo,
Tati
17 de dezembro de 2008 às 21:52
Tati,
Olha só, seja bem-vinda! Para entender o porquê do vizu, clique no arquivo do blog, em setembro: ele traz o "espírito da coisa"...
Valeu!
Clorofila,
Depois deixa seu comentário aí pra dizer se gostou do filme!
Abraços,
Ricardo Garrido
18 de dezembro de 2008 às 22:54
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