Todos Querem Ser Bob Dylan
sexta-feira, 22 de maio de 2009 - 5 Comentários
Na VIP deste mês, que chega hoje às bancas (com uma inacreditável Luli Miller, da novela Paraíso, na capa), o colunista Thales de Menezes aproveita o revival do vinil (discos no formato LP) e fala da sua capa preferida: The Freewheelin' Bob Dylan, segundo disco do grande poeta do rock, gravado quando ele tinha apenas 21 anos. Olha ela aí:
Depois de anos contemplando a imagem de Dylan novinho, a vida toda pela frente, cheio de talento ainda a ser descoberto, andando com uma gata numa quebrada de New York, Thales conclui: como ele queria ser o cara clicado naquela capa.
Thales não está sozinho: nos EUA, Dylan é tratado simplesmente como Deus (algo que não encontra paralelo no Brasil, onde adoramos achacar nossos heróis - Pelé, Chico Buarque, Roberto Carlos, não sobra um). Entre os paga-paus mais notórios, encontramos o sempre pop Cameron Crowe, diretor de Quase Famosos e Jerry Maguire, e Tom Cruise. Quando os dois se juntaram para filmar Vanilla Sky, deu nisso:
Nessa cena, o personagem de Cruise vive o auge de seu relacionamento/alucinação com a dançarina Sofia (Penélope Cruz). Tudo é perfeito, ele vive a vida que sempre sonhou, e nada melhor para emoldurar esse sonho do que inseri-lo na capa do Freewheelin' Bob Dylan...
A coisa é tão forte que o clima pegou entre Cruise e Penélope e, a partir de Vanilla Sky, eles namoraram por alguns anos.
A propósito: Vanilla Sky é bacana. Foi tratado como lixo quando do seu lançamento (em boa parte devido à alta expectativa gerada pelo filme anterior de Crowe, Quase Famosos, que lhe rendeu um Oscar de roteiro e um Globo de Ouro de melhor filme). Mas é um baita filme. É o maior arsenal de citações pop por minuto do cinema, batendo Alta Fidelidade e qualquer filme do Kevin Smith. Vale passar na locadora e relembrar.
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5 Comentários:
Vale um post sobre essas referências aí, que as pessoas não percebem. (ok, eu nunca percebo, até alguém falar)
24 de maio de 2009 às 01:22
Mari, obrigado pelo comentário!
Vou postar algo sobre todas as referências escondidas em Vanilla Sky, pode deixar... é até uma boa desculpa para assistir de novo.
Um abraço,
Ricardo
24 de maio de 2009 às 13:26
Este comentário foi removido pelo autor.
25 de maio de 2009 às 14:54
Excelente post. Parabéns!
Escuto Dylan desde a década de 70 e irônico, meus filhos também escutam.
Imortal, atemporal. Esse é o cara!
Visite meu blog.
Abraços
30 de maio de 2009 às 10:55
Patrícia, obrigado pelo comentário!
Vou visitar, deixarei meu comentário por lá também...
Um abraço,
Ricardo
31 de maio de 2009 às 03:04
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