Wolverine na tela grande ou "o crime não compensa"
domingo, 10 de maio de 2009 - 1 Comentários
Com um pouco de atraso, fui conferir X-Men - Origens: Wolverine. Por sorte, tive fibra moral para recusar as inúmeras oportunidades de assistir ao filme antes, em cópias piratas. A experiência de ver um filme no cinema é mesmo inigualável.
Digo isso porque, na tela enorme e com som muito alto, Wolverine é um espetáculo tão impressionante que acaba fazendo-nos perdoar seus defeitos (que não são desprezíveis). Nossos sentidos ficam meio entorpecidos, olhando para aquelas tomadas aéreas grandiosas, as brigas impressionantes, gigantes de concreto caindo. E a mulherada fica embevecida olhando para o Hugh Jackman amplificado, forte como um touro e obviamente tirando uma onda com seu status de maior galã do momento.
Veja o trailer:
Em comparação aos dois primeiros filmes da série X-Men, dirigidos pelo Bryan Singer, este Wolverine perde em conteúdo, pois não abraça o humanismo e a discussão em torno da intolerância. Ao contrário, acaba se assumindo como um grande filme de ação. Também assume mais a cara do HQ, com roteiro mais esquemático e cenas que parecem se congelar como um quadrinho (Wolverine olha para o céu e grita; uma tomada aérea do cenário destruído mostra nosso herói indo embora sozinho...).
De qualquer modo, é um espetáculo que vale a ida ao cinema. Jackman é o cara do momento mesmo, e consegue segurar um filme desse porte com tranquilidade.
A dificuldade é encarar as comparações que a patroa vai fazer em casa...
Agora, sobre a cópia pirata que causou tanta polêmica:
Digamos que a pessoa não ligue para o lance dos direitos autorais e para a continuidade da indústria cinematográfica, e que queira mais é "secar a vaca" e ver todos os filmes de graça. Mesmo ignorando essa falta de honestidade, seria uma idiotice assistir a Wolverine em uma cópia pirata, em casa. Perde-se a tela grande, perde-se o som (por melhor que seja o equipamento caseiro), e ainda por cima se vê um filme inacabado, uma cópia de trabalho que ainda espera por tratamentos digitais nos efeitos especiais.
Quer ver? É fácil. É só comprar numa banquinha, baixar num site de torrents, ver em partes no You Tube.
Mas vá ao cinema e compare as coisas. A conclusão será óbvia.
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1 Comentários:
Apesar de ser fã do Hugh Jackman nem sei se vou assistir (costumo ficar longe dos filmes de ação). Até porque, por mais maravilhoso que ele esteja, aquelas costeletas são pavorosas. Espero que os leitores não entrem numas de adotá-las para agradar as mulheres! Mas podem malhar e fazer todo o resto, que a gente agradece.
;)
11 de maio de 2009 às 10:31
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